Barbosa reclama de ter ficado de fora da análise de projeto dos transportes

Foto: Internet 1306935289silvanabarbosa

A vereadora Silvânia Barbosa anda por demais insatisfeita com alguns dos colegas de plenário. O motivo: ela acredita que vem sendo “boicotada” por alguns vereadores em virtude de seus posicionamentos em relação ao prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Barbosa teve todos os seus requerimentos – quando os assuntos são questionamentos relacionados à Prefeitura Municipal de Maceió – reprovados.

Foi assim quando solicitou documentação do IPREV, foi assim quando pediu esclarecimentos a Secretaria de Assistência Social e foi da mesma forma quando questionou a falta de merenda escolar na rede municipal de ensino. Agora, Silvânia Barbosa – que seria a relatora do projeto que regula a licitação de transporte público na Comissão de Serviços Públicos – foi retirada às pressas da relatoria.

A reunião da Comissão de Serviços Públicos ocorreu em tempo recorde. O projeto de lei foi aprovado dentro da comissão com a relatoria de Oscar de Melo (PP), contando ainda com o voto de Paulo Corintho (PDT). Silvânia Barbosa – mesmo integrando a Serviços Públicos – alega que ficou de fora. “Fui informada da reunião por telefone, quando me questionaram se eu queria enviar alguma emenda por email”, colocou.

De acordo com a vereadora, ela tem sido desrespeitada dentro do plenário. “Não estou tendo minhas prerrogativas respeitadas. Só quero que respeitem o meu espaço”, detonou Silvânia Barbosa, no uso da tribuna. “Eu sempre estive presente no plenário, até porque é minha obrigação. No dia da reunião eu estava na Casa e não fui informada, não fui convidada para tomar conhecimento do projeto e apresentar emenda”, salientou ainda.

Silvânia Barbosa explicou que o projeto já havia saído da Constituição e Justiça. “Mandei um ofício para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Ricardo Barbosa (PSOL), para que todos os membros da Comissão passassem a ter conhecimento dos projetos. Eu sou muito madura. Na hora que eu tenho que fazer um papel sério, faço um papel sério. Eu nunca puxei o tapete de ninguém. Quero apenas ter o meu voto respeitado, quer seja a favor, ou contrário”, colocou ainda.

Nada pessoal

O projeto que regula a licitação do transporte público municipal se encontra na Câmara de Maceió desde novembro do ano passado e virou ponto de polêmica, a ponto do posicionamento do Ministério Público Estadual de que tal projeto não é mais necessário para a realização da licitação. A Prefeitura Municipal já criou uma comissão para a elaboração do edital do processo licitatório.

Paulo Corintho informou que a reunião da Comissão Serviços Públicos ocorreu em regime de urgência para que fosse dada a celeridade ao projeto e que em momento algum houve desrespeito a vereadora Silvânia Barbosa. Era preciso – na visão de Corintho – dar celeridade ao projeto de lei para que não comprometesse o processo licitatório.

Corintho destaca ainda que serão publicados os pareceres das comissões em Diário Oficial e que o projeto de lei deve entrar em votação na sessão de amanhã, dia 08. “Há o entendimento de que não necessita da lei, para realizar a licitação. Mas, a aprovaremos para que seja juntada ao edital. Tudo foi feito em regime de urgência, para que quando o edital for publicado não corra o risco de ser impugnado por alguém, justamente pela ausência da aprovação do projeto de lei”, destacou Paulo Corintho.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Rogério Teófilo: um nome para 2012

Luis Vilar 1307373273gedc0134 Rogério Teófilo: assume a Articulação Política

O nome do ex-secretário de Educação, Rogério Teófilo, foi citado – nos discursos de referência a ele, em sua saída da pasta – sempre em analogia com a cidade de Arapiraca. Como para bom entendedor, meia palavra basta, fica claro – de uma vez por todas! – que é o grande nome do PPS para a disputa da Prefeitura Municipal de Arapiraca e com possível apoio dos palacianos.

Teófilo não sai do governo de Teotonio Vilela Filho. Ele parte para o comando da pasta de Articulação Política com a função de ampliar a base de apoio do governo. Para Vilela, “Arapiraca tem que se orgulhar de Rogério Teófilo”. O chefe do Executivo rasgou elogios ao ex-secretário: compromissado, educador, apaixonado, competente e atento.

O definiu com o um “político sensível e habilidoso” e o agradeceu falando do novo desafio que terá no governo, mas sem esquecer que lá na frente seu desafio será em Arapiraca. Em política, não há ponto sem nó e o PPS – de Régis Cavalcante – trabalha e muito para eleger Teófilo em Arapiraca. O trabalho do PPS é mais voltado para as bandas do Agreste, que necessariamente na capital.

Mesmo assim, a sigla – que integra o bloco aliado do governo – pretende lançar candidato em 2012 em Maceió, independente da decisão palaciana de apoiar Givaldo Carimbão (PSB) ou partir para um nome tucano. Adriano Soares – o novo secretário – foi até mais explícito ao agradecer a seu antecessor: “Arapiraca ganhará muito com a saída de Rogério Teófilo”. Novamente: para bom entendedor...
 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Defesa: João Caldas diz que filho é vítima de ‘manobra’

Agência Câmara 1281728026joaocaldas João Caldas

O ex-deputado federal João Caldas (PSDB) comentou a ação que é movida na Justiça Eleitoral na tentativa de tirar o deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC, da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. JHC, que é filho do ex-parlamentar, assumiu a cadeira depois do falecimento de Almir Lira (PRTB). O outro deputado de sua coligação é Arnon Amélio (PRTB), que se encontra na cadeira em função do processo que João Beltrão (PRTB) respondia em virtude da Lei Ficha Limpa.

Com a queda da lei e o retorno de Beltrão ao parlamento alagoano, Arnon Amélio terá que deixar a Assembleia Legislativa. Porém, ele pode retornar, caso JHC perca o mandato em uma ação que o acusa de abuso de poder econômico. Para João Caldas, o filho está sendo vítima de “manobra”. “Não há outra palavra para ser usada que não esta: é uma manobra”.

João Caldas ainda colocou que JHC tem sido “vítima de todo tipo de especulação”. Ele se refere à discussão iniciada na época em que havia dúvidas sobre a suplência ser da coligação ou do partido. O deputado federal ainda arremata: “o trabalho dele deve está incomodando”. Este blog ouviu Caldas por ter citado a “história em andamento nos bastidores políticos” em post anterior.

Uma coisa é fato: a campanha de JHC – em 2010 - enfrentou acusações sérias e foi de “uma campanha de porte”. Algumas até de suposto ‘calote’, como noticiado no Cada Minuto na época. A acusação fala em “mega-eventos” realizados no interior do Estado. Porém, nesse jogo bruto da política, quem menos anda, voa! Melhor, dizendo: o poderio econômico de vários candidatos sempre desfilaram abertamente em épocas de eleições. Os próprios inquisidores podem ter usado das mesmas armas, caso estas tenham sido usadas. Mas, com a palavra a Justiça!

 

Estou no twitter: @lulavilar
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Com a volta de Beltrão, querem o mandato do JHC

A volta do deputado estadual João Beltrão (PRTB) para a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas tem incomodado algumas pessoas ligadas ao deputado Arnon Amélio (PRTB). Não é nada contra o Beltrão, muito pelo contrário. Mas, é que Amélio deixa a Casa de Tavares Bastos com a chegada do homem forte da cidade de Coruripe.

O deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC, (PTN) que é da mesma coligação, permanece no mandato. Mas, se por ventura, ele deixar a cadeira, abre-se caminho novamente para Arnon Amélio. As apostas têm sido na Justiça Eleitoral. Um suplente da coligação – Linaldo Araújo (PTN) – move, conforme reportagem veiculada no jornal A Notícia, uma ação contra JHC por abuso de poder econômico nas eleições de 2010.

O jovem parlamentar deve enfrentar artilharia pesada. Se os passos que estão sendo arquitetados possuem consistência, ou não, é algo que só a Justiça poderá dizer, mas o que é espanta é “corrente” que se une agora – com os últimos acontecimentos – para cobrar uma degola de JHC. Muitos na ALE se elegem com base no poder econômico, político e no controle de algumas regiões do Estado. Chega a ser um fato histórico!

Se brincar, até os que estão por trás das ações que por aí caminham. É o jogo bruto da política, que quase sempre descamba para o “sujo falando do mal lavado”. Não sei bem se esse é o caso. Repito: o mérito está por conta da Justiça. As movimentações de bastidores é que são estranhas, ao tempo que oportunas.

Quanto a JHC, é um deputado estadual que iniciou o mandato de forma pirotécnica, fazendo convide ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Em seguida, tomou o comando de uma comissão – a das Enchentes – que pode sim fazer um trabalho positivo para Alagoas, caso foque seriedade e cobre resultados. Pois, a celeridade das obras é importante para todos e o parlamento pode ajudar se quiser.
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Nanicos unidos em busca de um candidato

Alguns pequenos partidos – chamados de “nanicos”, inclusive uns com pouquíssima representatividade no Congresso Nacional e nas casas legislativas locais – querem unir forças para formar um bloco e oferecer apoio a um forte candidato a prefeito de Maceió.

A tentativa é garantir uma aliança “sem cabeça”, mas que ao encorpar com algum gigante na majoritária, consiga eleger vereadores. Assim, eles se tornariam atrativos para quem pretende trilhar o caminho até a Câmara Municipal de Maceió.

Os nanicos elencados para compor a frente “sem cabeça” são PHS, PRTB, PMN e PTdoB. O primeiro da fila está nas mãos de Marcos André. O segundo abriga Ademir Cabral e Adeílson Bezerra – que já esteve nas fileiras do PMDB. O PMN foi representado por Gerson Guarines, que tem experiência no comando de legendas nanicas. Por fim, o PTdoB comandado por Marco Toledo e que tem a deputada federal Rosinha da Adefal.

Os nanicos discutiram diversas possibilidades para marchar em comboio. Na filosofia do “unido venceremos”, o grupo pode até hipotecar apoio ao secretário municipal de Infraestrutura, Mozart Amaral, na eventual sucessão do prefeito Cícero Almeida (PP). “O Mozart Amaral ainda não tem partido, mas é um nome que desponta como candidato. Porém, ouvíramos todos os nomes para compor um possível projeto”, coloca Marcos André.

Estes partidos não morrem de amores pela palavra ideologia e – semelhante a saleiro de restaurante – já passaram por várias mãos. São ameaçados pela cláusula de barreira da reforma política e – mais do que nunca – buscam sobrevivência. Não são os únicos nanicos em jogo para 2012. Vale lembrar-se do PSC – nas mãos do ex-deputado Augusto Farias (leia-se: o petebista – quase do PSD - João Lyra) – que flerta com Mozart Amaral.

Ao conversar com um dos integrantes desta frente, senti que estes pendem para o campo da oposição, fugindo do bloco palaciano, mas que não descartam nenhuma aliança. Em bote pequeno que tenta cruzar oceano grande, qualquer bóia parece ser bem vinda...

Um breve diálogo

 

Meus caros leitores,

Não costumo liberar comentários com palavrões e acusações a quem quer que seja; que extrapolem – em muitas vezes – o conteúdo do post. É uma decisão minha, uma vez que é muito fácil, julgar – e até mesmo condenar – por meio do anonimato e da coragem que a internet nos dá!

Costumo também não misturar os interesses jornalísticos dos outros locais onde trabalho, com o material produzido neste blog. Quem acompanha os cinco anos de existência deste espaço – mais de quatro em outro portal – sabe bem disso.

Outro ponto: liberei um comentário ofensivo abaixo só para poder fazer tais esclarecimentos. Uma das coisas que marca a minha concepção de jornalista é não me envolver com a linha mercadológica de qualquer veículo de comunicação onde trabalhe. No mais, só me engajo em projetos nos quais acredito, do ponto de vista da seriedade.

É assim no exercício de uma assessoria em uma empresa de economia mista, é assim em um jornal semanário e será assim aqui no Cada Minuto. Não citarei o nome dos outros locais, em respeito a esta empresa que me acolheu tão bem e confiando no meu trabalho.

A critica do leitor que me chama de um “blogueiro nanico” – juro! – é recebida de forma inteiramente aberta, desde que se refira aos temas tratados. Ele – neste caso – tem até a opção de não me ler. Afinal, a todos é permitido o direito de opinião e esta nunca, jamais, em hipótese alguma deve ser escondida. Eu aceito a critica, porque para alguns o tema abordado pode ser de significação pequena mesmo, mas – infelizmente – o espaço do blog é autocrático, por maior que seja sua interatividade.

O que é inaceitável é que – sem prova alguma, só pelo rancor, pelo ódio, ou sabe-se lá por qual interesse – se levantem mentiras para achincalhar uma pessoa. Aí já é demais. No jornalismo, busco ofertar um serviço que é qualidade de informação e recebo apenas por isto e dos locais onde trabalho. E para explicar isto, não uso palavras. É a minha história que fala por mim. No mais, não respondo por linha mercadológica ou comercial de canto algum. Nem me envolvo. Este não é, nem será o meu trabalho!

Por fim: os agressivos e violentos, nem percam tempo. Só libero comentários consistentes, que ainda que discordem do que escrevo, sejam baseados nos temas. E assim, segue meu respeito a todos! Abraços

Obrigado
 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Sandoval Caju em um bom documentário

Para quem não viu, eu indico o bom documentário Sandoval Caju – Além do Conversador. Tive a oportunidade de assistir na noite de ontem, dia 03. A obra apresenta uma visão unilateral de um político alagoano que virou mito, ao ponto de não mais ser apagado da História da política do Estado, ainda que muitos de seus famosos “S” tenham sido tirados das praças públicas e das obras que fez como gestor.

Se não fosse Sandoval Caju, o conceito urbanístico da cidade que temos seria outro. Sandoval Caju: um populista que venceu as elites da época, inclusive sem o apoio das entidades populares organizadas. O documentário que é dirigido por Pedro da Rocha mostra um Sandoval Caju em três prismas: o político, o mito e o indiossicrásico, que já faz parte do anedotário da política alagoana, inclusive com poesias deixadas.

Capaz de “tiradas” fantásticas como ao ver uma mulher feia e comentar com o amigo: “Rapaz, aquela mulher é comunista. Foi feita a foice e martelo”. Ou então chegar a uma reunião vestido de branco e afirmar: “Vim de branco para ser mais claro”.

Há ainda a clássica de Sandoval Caju: ao saber que queriam matá-lo, marcou um comício em frente à igreja. Subiu no palanque, abriu a camisa e pediu que os “sicários” o matassem ali, pois se caísse para frente, cairia nos braços do povo. Se para trás, cairia nos braços de Deus, em referência ao lado onde se encontra a população e o outro, onde estava o templo.

Há controvérsias sobre a forma desburocratizada com que lidou com o recurso público e o narcisismo que transpira em todos os populistas. O S das praças, que Sandoval Caju costumava dizer que era de “Sente-se” ou “Sirva-se”, era na verdade uma marca que cumpriu sua função ao longo do tempo, preservando-o na memória das gerações. Em resumo, futurista por saber assinar sua história na capital alagoana.

Um político que não fez grupo, não fez sucessor, não fez escola, não era comunista, nem de direita, nem de esquerda, nem de centro, mas foi cassado pela ditadura militar, o que lhe tirou a possibilidade de concorrer ao governo do Estado no final da década de 60. Por essas e outras, o documentário de Pedro da Rocha é imprescindível para quem gosta de cultura e quer saber um pouco mais sobre a controversa e singular trajetória de Sandoval Caju.

São 55 minutos com depoimentos interessantíssimos. Vale a pena conferir. Eu indico!
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Gouveia alega falta de tempo e volume de trabalho para deixar relatoria

O vereador Marcelo Gouveia (PRB) conversou, com este blogueiro, sobre sua saída da Comissão Especial Investigação (CEI) dos Combustíveis. Ele confirmou o que já havia antecipado o blog, inclusive a indicação de Francisco Holanda (PP) para o seu lugar. Gouveia nega que desentendimentos tenham provocado sua desistência da relatoria. Segundo ele, o motivo é bem simples: “o volume de trabalho”.

De acordo com Marcelo Gouveia, ele pretende desenvolver um trabalho específico na recém-criada Ouvidoria da Câmara Municipal de Maceió. “É a primeira vez que temos uma ouvidoria e quero fazer um trabalho grande, específico dentro dela e isto me tomará muito tempo”, colocou ainda o edil.

Segundo ele, a CEI dos Combustíveis se chocava com as atividades da Ouvidoria. “A CEI tem tido um volume de trabalho muito grande. Para se ter ideia, da última vez que ouvimos os donos de postos, foram depoimentos que duraram muito tempo. Então, ou eu fazia um trabalho bem feito na CEI, ou fazia um trabalho bem feito na Ouvidoria”, colocou.

Marcelo Gouveia – segundo ele mesmo – optou pela Ouvidoria. Ele diz que conversou com o presidente da CEI, Théo Fortes (PTdoB) e com o presidente da Câmara, Galba Novaes (PRB), chegando a um entendimento sem maiores problemas. “De pronto, já foi indicado o vereador Francisco Holanda. Para exercer a relatoria, eu teria que acompanhar o presidente em todas as atividades da CEI, em todos os depoimentos, o que era incompatível”, destaca ainda.
 

Estou no twitter: @lulavilar

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Quintella nega que projeto de lei ameace à imprensa

1279293199quintela

O deputado federal Maurício Quintella (PR/AL) é o relator do projeto que torna crime a revelação e a divulgação de informações de processos que corram em segredo de Justiça. A polêmica se dá pela possibilidade de punir jornalistas, que o relator nega veementemente existir. Além disto, se coloca ainda a possibilidade da lei servir como um instrumento de censura.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de deputados. Caso passe, será criado o artigo 325 do Código Penal. A punição é dada ao funcionário público, o punindo com dois a quatro anos de prisão caso revele e divulgue fatos ou dados que sejam objeto de investigação criminal sob sigilo. A pergunta que se faz é: seria o fim da fonte jornalística?

Bem, uma polêmica já está aberta neste sentido. Maurício Quintella – o relator – acredita que este tipo de vazamento pode atrapalhar investigações. De acordo com ele, a lei não produz censura e não atingir o jornalista. Ela atinge apenas – na visão do parlamentar – autoridades policiais, integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Em entrevista á imprensa nacional, Quintella colocou: “se o projeto abrangesse a imprensa, a livre expressão, o direito à informação, ele estaria eivado de inconstitucionalidade porque o Supremo Tribunal Federal já definiu e já se posicionou fortemente pela total liberdade de imprensa”. Na prática, todo e qualquer jornalista sabe que muitas das matérias – trazendo assuntos relevantes á sociedade, ainda que polêmico – surgem por meio de fontes, algumas são sim servidores públicos.

Qual jornalista não possui uma fonte servidor público, que agora passa a temer! Não estou dizendo com isto, que o projeto de lei aponta para um caminho certo ou errado...enfim, mas apenas que se abre uma polêmica que é interessante que a sociedade também entre no debate, pois trata-se do acesso à informação. Para se ter ideia do outro lado, a Ordem dos Advogados do Brasil considera o projeto inconstitucional. Pretende – a entidade – recorrer ao Supremo Tribunal Federal, caso se transforme o projeto em lei.

Para a Associação Nacional dos Jornais é sim censura! “A Justiça brasileira mesmo já consagrou o princípio de que o segredo de justiça vale para os agentes de Estado e não para os jornalistas. Se uma informação chega par o jornalista ou repórter, ou se ele consegue essa informação, ele tem o dever de divulgá-la”. As aspas são do diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira.

Quintella em seu micro-blog coloca: “a liberdade de imprensa é sagrada”. E segue: “o projeto que relatei sobre violação de sigilo em investigações criminais não se dirige nem de se aplica aos profissionais de comunicação. Dirige-se ao servidor público que divulgar fato contido em investigação criminal resguardada por sigilo”. Será mais uma lei em causa própria, já que se trata de sigilo e crime dentro de um mesmo contexto na Câmara dos Deputados? Bom, discussão aberta!
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Francisco Holanda na CEI dos Combustíveis

Como antecipou o Blog do Vilar no dia de ontem, 02, Marcelo Gouveia está fora da Comissão Especial de Investigação (CEI) dos Combustíveis. A informação de bastidor era de que Francisco Holanda (PP) assumiria a cadeira e a relatoria. Pois bem: a informação não é mais de bastidor e Holanda está oficialmente na nova função.

Marcelo Gouveia ainda não comentou os motivos de sua desistência. A Comissão é presidida por Théo Fortes e deve entregar o relatório no mês de julho, apontando as causas – na avaliação dos vereadores – dos tão altos preços de combustíveis. O relatório final será encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE).
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

PSD: uma decisão favorável aos insatisfeitos

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – tomada no dia de ontem, 2 – pode ser favorável aos políticos que ainda tinham dúvidas sobre a ida para o fisiológico, inodoro e incolor PSD de Gilberto Kassab (sem partido). Alagoas foi o “pivô” das dúvidas, depois que o PTB de Roberto Jefferson ameaçou pedir a cadeira do deputado federal João Lyra (PTB), caso este busque abrigo entre os kassabianos.

João Lyra segue tranquilo e não pretende mudar sua rota política, saindo do partido onde é “só mais um” diante da presença do senador Fernando Collor de Mello (PTB). O TSE não cita especificamente o PSD, mas entende que a saída de uma sigla para adesão a outra que seja criada é “justa causa para desfiliação”. Em outras palavras, não há risco de perda de mandato.

O Globo traz matéria sobre o assunto. Mas, os que sonham com o PSD ainda terão que esperar o registro e a aprovação da agremiação, que ocorre contra o tempo para ser “válida” ainda em 2012. O que é de suma importância para nomes como Dudu Holanda (sem partido) e Ricardo Nezinho (PSD), diante das pretensões de cada um nas próximas eleições.

Após a regulamentação do partido, os desejosos de “mudanças de rumos” terão até 30 dias para se filiarem a nova sigla! E, assim, não correrão o risco da temerosa fidelidade partidária.
 

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com