Nanicos unidos em busca de um candidato

Alguns pequenos partidos – chamados de “nanicos”, inclusive uns com pouquíssima representatividade no Congresso Nacional e nas casas legislativas locais – querem unir forças para formar um bloco e oferecer apoio a um forte candidato a prefeito de Maceió.

A tentativa é garantir uma aliança “sem cabeça”, mas que ao encorpar com algum gigante na majoritária, consiga eleger vereadores. Assim, eles se tornariam atrativos para quem pretende trilhar o caminho até a Câmara Municipal de Maceió.

Os nanicos elencados para compor a frente “sem cabeça” são PHS, PRTB, PMN e PTdoB. O primeiro da fila está nas mãos de Marcos André. O segundo abriga Ademir Cabral e Adeílson Bezerra – que já esteve nas fileiras do PMDB. O PMN foi representado por Gerson Guarines, que tem experiência no comando de legendas nanicas. Por fim, o PTdoB comandado por Marco Toledo e que tem a deputada federal Rosinha da Adefal.

Os nanicos discutiram diversas possibilidades para marchar em comboio. Na filosofia do “unido venceremos”, o grupo pode até hipotecar apoio ao secretário municipal de Infraestrutura, Mozart Amaral, na eventual sucessão do prefeito Cícero Almeida (PP). “O Mozart Amaral ainda não tem partido, mas é um nome que desponta como candidato. Porém, ouvíramos todos os nomes para compor um possível projeto”, coloca Marcos André.

Estes partidos não morrem de amores pela palavra ideologia e – semelhante a saleiro de restaurante – já passaram por várias mãos. São ameaçados pela cláusula de barreira da reforma política e – mais do que nunca – buscam sobrevivência. Não são os únicos nanicos em jogo para 2012. Vale lembrar-se do PSC – nas mãos do ex-deputado Augusto Farias (leia-se: o petebista – quase do PSD - João Lyra) – que flerta com Mozart Amaral.

Ao conversar com um dos integrantes desta frente, senti que estes pendem para o campo da oposição, fugindo do bloco palaciano, mas que não descartam nenhuma aliança. Em bote pequeno que tenta cruzar oceano grande, qualquer bóia parece ser bem vinda...

Um breve diálogo

 

Meus caros leitores,

Não costumo liberar comentários com palavrões e acusações a quem quer que seja; que extrapolem – em muitas vezes – o conteúdo do post. É uma decisão minha, uma vez que é muito fácil, julgar – e até mesmo condenar – por meio do anonimato e da coragem que a internet nos dá!

Costumo também não misturar os interesses jornalísticos dos outros locais onde trabalho, com o material produzido neste blog. Quem acompanha os cinco anos de existência deste espaço – mais de quatro em outro portal – sabe bem disso.

Outro ponto: liberei um comentário ofensivo abaixo só para poder fazer tais esclarecimentos. Uma das coisas que marca a minha concepção de jornalista é não me envolver com a linha mercadológica de qualquer veículo de comunicação onde trabalhe. No mais, só me engajo em projetos nos quais acredito, do ponto de vista da seriedade.

É assim no exercício de uma assessoria em uma empresa de economia mista, é assim em um jornal semanário e será assim aqui no Cada Minuto. Não citarei o nome dos outros locais, em respeito a esta empresa que me acolheu tão bem e confiando no meu trabalho.

A critica do leitor que me chama de um “blogueiro nanico” – juro! – é recebida de forma inteiramente aberta, desde que se refira aos temas tratados. Ele – neste caso – tem até a opção de não me ler. Afinal, a todos é permitido o direito de opinião e esta nunca, jamais, em hipótese alguma deve ser escondida. Eu aceito a critica, porque para alguns o tema abordado pode ser de significação pequena mesmo, mas – infelizmente – o espaço do blog é autocrático, por maior que seja sua interatividade.

O que é inaceitável é que – sem prova alguma, só pelo rancor, pelo ódio, ou sabe-se lá por qual interesse – se levantem mentiras para achincalhar uma pessoa. Aí já é demais. No jornalismo, busco ofertar um serviço que é qualidade de informação e recebo apenas por isto e dos locais onde trabalho. E para explicar isto, não uso palavras. É a minha história que fala por mim. No mais, não respondo por linha mercadológica ou comercial de canto algum. Nem me envolvo. Este não é, nem será o meu trabalho!

Por fim: os agressivos e violentos, nem percam tempo. Só libero comentários consistentes, que ainda que discordem do que escrevo, sejam baseados nos temas. E assim, segue meu respeito a todos! Abraços

Obrigado
 

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Sandoval Caju em um bom documentário

Para quem não viu, eu indico o bom documentário Sandoval Caju – Além do Conversador. Tive a oportunidade de assistir na noite de ontem, dia 03. A obra apresenta uma visão unilateral de um político alagoano que virou mito, ao ponto de não mais ser apagado da História da política do Estado, ainda que muitos de seus famosos “S” tenham sido tirados das praças públicas e das obras que fez como gestor.

Se não fosse Sandoval Caju, o conceito urbanístico da cidade que temos seria outro. Sandoval Caju: um populista que venceu as elites da época, inclusive sem o apoio das entidades populares organizadas. O documentário que é dirigido por Pedro da Rocha mostra um Sandoval Caju em três prismas: o político, o mito e o indiossicrásico, que já faz parte do anedotário da política alagoana, inclusive com poesias deixadas.

Capaz de “tiradas” fantásticas como ao ver uma mulher feia e comentar com o amigo: “Rapaz, aquela mulher é comunista. Foi feita a foice e martelo”. Ou então chegar a uma reunião vestido de branco e afirmar: “Vim de branco para ser mais claro”.

Há ainda a clássica de Sandoval Caju: ao saber que queriam matá-lo, marcou um comício em frente à igreja. Subiu no palanque, abriu a camisa e pediu que os “sicários” o matassem ali, pois se caísse para frente, cairia nos braços do povo. Se para trás, cairia nos braços de Deus, em referência ao lado onde se encontra a população e o outro, onde estava o templo.

Há controvérsias sobre a forma desburocratizada com que lidou com o recurso público e o narcisismo que transpira em todos os populistas. O S das praças, que Sandoval Caju costumava dizer que era de “Sente-se” ou “Sirva-se”, era na verdade uma marca que cumpriu sua função ao longo do tempo, preservando-o na memória das gerações. Em resumo, futurista por saber assinar sua história na capital alagoana.

Um político que não fez grupo, não fez sucessor, não fez escola, não era comunista, nem de direita, nem de esquerda, nem de centro, mas foi cassado pela ditadura militar, o que lhe tirou a possibilidade de concorrer ao governo do Estado no final da década de 60. Por essas e outras, o documentário de Pedro da Rocha é imprescindível para quem gosta de cultura e quer saber um pouco mais sobre a controversa e singular trajetória de Sandoval Caju.

São 55 minutos com depoimentos interessantíssimos. Vale a pena conferir. Eu indico!
 

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Gouveia alega falta de tempo e volume de trabalho para deixar relatoria

O vereador Marcelo Gouveia (PRB) conversou, com este blogueiro, sobre sua saída da Comissão Especial Investigação (CEI) dos Combustíveis. Ele confirmou o que já havia antecipado o blog, inclusive a indicação de Francisco Holanda (PP) para o seu lugar. Gouveia nega que desentendimentos tenham provocado sua desistência da relatoria. Segundo ele, o motivo é bem simples: “o volume de trabalho”.

De acordo com Marcelo Gouveia, ele pretende desenvolver um trabalho específico na recém-criada Ouvidoria da Câmara Municipal de Maceió. “É a primeira vez que temos uma ouvidoria e quero fazer um trabalho grande, específico dentro dela e isto me tomará muito tempo”, colocou ainda o edil.

Segundo ele, a CEI dos Combustíveis se chocava com as atividades da Ouvidoria. “A CEI tem tido um volume de trabalho muito grande. Para se ter ideia, da última vez que ouvimos os donos de postos, foram depoimentos que duraram muito tempo. Então, ou eu fazia um trabalho bem feito na CEI, ou fazia um trabalho bem feito na Ouvidoria”, colocou.

Marcelo Gouveia – segundo ele mesmo – optou pela Ouvidoria. Ele diz que conversou com o presidente da CEI, Théo Fortes (PTdoB) e com o presidente da Câmara, Galba Novaes (PRB), chegando a um entendimento sem maiores problemas. “De pronto, já foi indicado o vereador Francisco Holanda. Para exercer a relatoria, eu teria que acompanhar o presidente em todas as atividades da CEI, em todos os depoimentos, o que era incompatível”, destaca ainda.
 

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Quintella nega que projeto de lei ameace à imprensa

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O deputado federal Maurício Quintella (PR/AL) é o relator do projeto que torna crime a revelação e a divulgação de informações de processos que corram em segredo de Justiça. A polêmica se dá pela possibilidade de punir jornalistas, que o relator nega veementemente existir. Além disto, se coloca ainda a possibilidade da lei servir como um instrumento de censura.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de deputados. Caso passe, será criado o artigo 325 do Código Penal. A punição é dada ao funcionário público, o punindo com dois a quatro anos de prisão caso revele e divulgue fatos ou dados que sejam objeto de investigação criminal sob sigilo. A pergunta que se faz é: seria o fim da fonte jornalística?

Bem, uma polêmica já está aberta neste sentido. Maurício Quintella – o relator – acredita que este tipo de vazamento pode atrapalhar investigações. De acordo com ele, a lei não produz censura e não atingir o jornalista. Ela atinge apenas – na visão do parlamentar – autoridades policiais, integrantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Em entrevista á imprensa nacional, Quintella colocou: “se o projeto abrangesse a imprensa, a livre expressão, o direito à informação, ele estaria eivado de inconstitucionalidade porque o Supremo Tribunal Federal já definiu e já se posicionou fortemente pela total liberdade de imprensa”. Na prática, todo e qualquer jornalista sabe que muitas das matérias – trazendo assuntos relevantes á sociedade, ainda que polêmico – surgem por meio de fontes, algumas são sim servidores públicos.

Qual jornalista não possui uma fonte servidor público, que agora passa a temer! Não estou dizendo com isto, que o projeto de lei aponta para um caminho certo ou errado...enfim, mas apenas que se abre uma polêmica que é interessante que a sociedade também entre no debate, pois trata-se do acesso à informação. Para se ter ideia do outro lado, a Ordem dos Advogados do Brasil considera o projeto inconstitucional. Pretende – a entidade – recorrer ao Supremo Tribunal Federal, caso se transforme o projeto em lei.

Para a Associação Nacional dos Jornais é sim censura! “A Justiça brasileira mesmo já consagrou o princípio de que o segredo de justiça vale para os agentes de Estado e não para os jornalistas. Se uma informação chega par o jornalista ou repórter, ou se ele consegue essa informação, ele tem o dever de divulgá-la”. As aspas são do diretor executivo da ANJ, Ricardo Pedreira.

Quintella em seu micro-blog coloca: “a liberdade de imprensa é sagrada”. E segue: “o projeto que relatei sobre violação de sigilo em investigações criminais não se dirige nem de se aplica aos profissionais de comunicação. Dirige-se ao servidor público que divulgar fato contido em investigação criminal resguardada por sigilo”. Será mais uma lei em causa própria, já que se trata de sigilo e crime dentro de um mesmo contexto na Câmara dos Deputados? Bom, discussão aberta!
 

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Francisco Holanda na CEI dos Combustíveis

Como antecipou o Blog do Vilar no dia de ontem, 02, Marcelo Gouveia está fora da Comissão Especial de Investigação (CEI) dos Combustíveis. A informação de bastidor era de que Francisco Holanda (PP) assumiria a cadeira e a relatoria. Pois bem: a informação não é mais de bastidor e Holanda está oficialmente na nova função.

Marcelo Gouveia ainda não comentou os motivos de sua desistência. A Comissão é presidida por Théo Fortes e deve entregar o relatório no mês de julho, apontando as causas – na avaliação dos vereadores – dos tão altos preços de combustíveis. O relatório final será encaminhado para o Ministério Público Estadual (MPE).
 

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PSD: uma decisão favorável aos insatisfeitos

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – tomada no dia de ontem, 2 – pode ser favorável aos políticos que ainda tinham dúvidas sobre a ida para o fisiológico, inodoro e incolor PSD de Gilberto Kassab (sem partido). Alagoas foi o “pivô” das dúvidas, depois que o PTB de Roberto Jefferson ameaçou pedir a cadeira do deputado federal João Lyra (PTB), caso este busque abrigo entre os kassabianos.

João Lyra segue tranquilo e não pretende mudar sua rota política, saindo do partido onde é “só mais um” diante da presença do senador Fernando Collor de Mello (PTB). O TSE não cita especificamente o PSD, mas entende que a saída de uma sigla para adesão a outra que seja criada é “justa causa para desfiliação”. Em outras palavras, não há risco de perda de mandato.

O Globo traz matéria sobre o assunto. Mas, os que sonham com o PSD ainda terão que esperar o registro e a aprovação da agremiação, que ocorre contra o tempo para ser “válida” ainda em 2012. O que é de suma importância para nomes como Dudu Holanda (sem partido) e Ricardo Nezinho (PSD), diante das pretensões de cada um nas próximas eleições.

Após a regulamentação do partido, os desejosos de “mudanças de rumos” terão até 30 dias para se filiarem a nova sigla! E, assim, não correrão o risco da temerosa fidelidade partidária.
 

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Câmara Municipal: Marcelo Gouveia abandona CEI dos Combustíveis

CadaMinuto 1306430683dsc1091 Vereador Marcelo Gouveia

A Comissão Especial de Investigação (CEI) dos Combustíveis sofreu uma baixa no dia de hoje. O vereador Marcelo Gouveia (PRB) decidiu largar a relatoria e também a sua cadeira dentro da Comissão. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa de Gouveia.

Ele encaminhou um ofício ao presidente da CEI, Théo Fortes (PTdoB). Os motivos: oficialmente ainda são desconhecidos. Porém, nos bastidores, se fala em desentendimentos na forma como os trabalhos estão sendo conduzidos pelos vereadores.

A CEI já teve um ponto polêmico: o depoimento de empresários com portas fechadas. O fato revoltou – por exemplo – a vereadora Heloísa Helena (PSOL). O Blog do Vilar tentou contato com o vereador Marcelo Gouveia, mas não obteve êxito. Segundo uma fonte, o nome que vai substituir Marcelo Gouveia – tanto na Comissão, quanto na relatoria – é o vereador Francisco Holanda (PP).

A CEI é composta ainda por Théo Fortes, Tereza Nelma (PSB) e Heloísa Helena (PSOL). O presidente da Câmara Municipal, Galba Novaes (PRB) tem encarado a CEI dos Combustíveis como “a menina de seus olhos”, em função do respaldo que encontrou na sociedade civil organizada, chegando a realizar trabalhos em conjunto com a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, o e com o Ministério Público Estadual (MPE).
 

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Para "não" variar, Silvânia Barbosa é derrotada na Câmara

Foto: Internet 1306935289silvanabarbosa

Mais um requerimento da vereadora Silvânia Barbosa (PTdoB) que tem como alvo cobrar explicações de atos da Prefeitura Municipal de Maceió é negado pelos vereadores na Casa de Mário Guimarães. Por mais uma vez, a blindagem funcionou e a bancada governista salva o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), ou um de seus secretários, de prestar esclarecimento no plenário do “parlamento-mirim”.

Estranhamente, em época de Câmara Municipal tão “produtiva” com duas Comissões Especiais de Investigação em andamento, a bancada governista manda o recado em outras palavras: não é interessante fiscalizar as atividades do poder público municipal. Já se for para fiscalizar o setor privado, vai com força! Vale ressaltar, que as CEIs são de extrema importância, mas é preciso lembrar o real papel do vereador: fiscalização e legislação também – sobretudo – das atividades do Executivo.

A bancada governista adora assinar “cheque em branco”. Desta vez, o requerimento de Silvânia Barbosa cobrava a presença do secretário de Assistência Social, Francisco Araújo, para que prestasse informações sobre os problemas levantados durante a audiência pública realizada na própria Casa de Mário Guimarães. Sílvio Camelo (PV) – o maestro da bancada almeidista – bateu as baquetas e os governistas votaram contra. A proposta foi rejeitada por 9 a 3.

Barbosa ainda tentou ouvir o presidente do IPREV para também prestar esclarecimentos na Câmara Municipal de Maceió, em relação às questões previdenciárias. Mas, a proposta – como de costume em relação a este tipo de requerimento – foi rejeitada por ampla maioria.
 

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Nezinho e o PSD

No post anterior fiz considerações gerais sobre o PSD, colocando o partido como puro fisiologismo, até mesmo inodoro e incolor. Sem rumos - nem para a direita, nem para esquerda ou para o centro - o PSD é uma sigla que nasce ao sabor dos ventos e das velas erguidas por seus futuros integrantes.

Assim é com Ricardo Nezinho (PTdoB). Dentro de um partido onde é só “mais um”, teve que bater continência apulso para os desejos do cacique Antônio Albuquerque (PTdoB) em relação aos caminhos na Casa de Tavares Bastos. Um desentendimento que faz com que os dois não sentem mais na mesma mesa. Sair do partido é expor a revolta, não ficar sob tutela.

Aliás, o PTdoB, em Alagoas – que abriga ainda a deputada federal Rosinha da Adefal e o vereador Théo Fortes – também tem seu “quê” de PSD no que diz respeito a fisiologismo em busca de surfar na melhor onda. Para quem não lembra, há algum tempo o presidente do PTdoB, Marco Toledo, defendia a união das “forças jovens” em torno de uma nova Alagoas, o que favoreceria e muito a Rosinha da Adefal MP pleito por uma cadeira de vice na disputa pela Prefeitura Municipal de Maceió, em qualquer chapa. Enfim, teorias...por uma “nova Alagoas”...ah tá!

Mas, deixando o PTdoB de lado, vem o caso do deputado estadual Ricardo Nezinho. O PSD se encaixa como luva em suas pretensões de disputar a Prefeitura Municipal de Arapiraca. Ele teria – em caso de confirmação do partido e da filiação – um diretório em suas mãos, com direito a voz na direção regional, que fica nas mãos de João Lyra (PTB).

E o problema de Lyra é outro! O deputado federal – como já dito no post anterior – apenas terá que cuidar das “vozes colloridas” que sopram em ouvidos “jefferianos”. Lidar com mágoas, encontros e desencontros faz parte da atividade política...de que forma?! Bem, cada um tem sua criatividade nesse “meio de campo”.
 

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Quem tem medo de Roberto Jefferson? (ou: o Frankenstein da política moderna)

O PSD de Gilberto Kassab tem sido a “bola da vez” no cenário político nacional e local, onde une nomes ditos de peso da política alagoana, como João Lyra (PTB) e o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP). Fora isto, o partido – como já anunciado – conta ainda com a vinda de Dudu Holanda (sem partido) e outros vereadores e deputados estaduais que podem aderir à agremiação ao longo do percurso, caso esta se firme com musculatura suficiente para disputar um pleito em 2012.

Que o PSD é fisiológico e agrupa os “insatisfeitos” em terra de “muito cacique e pouco índio” já é visível. Tão visível quando as posturas pseudo-ideológico-partidárias de um PMDB da vida, por exemplo. O PSD é um trem sem rumo onde cabe todo mundo. O maquinista deste “Frankenstein político” não precisa de um destino, mas sim de um espaço. Na mais natural que na ausência de perspectivas, cada um se aglutine como pode e o futuro...bem, deixa o futuro chegar! Afinal, se até José Sarney (PMDB) inventou uma nova forma de lidar com o futuro que é “apagar o passado!”...

Mais para construir este cenário que só favorece ao PSD e em nada contribui para o povo (como uma imensa maioria de legendas de aluguel; algumas até nas mãos de um único cacique: que o diga, por exemplo, o PSC e PRTB em Alagoas), o desafio do PSD é ser legalizado dentro do prazo previsto por lei. Porém, em entrevista ao Repórter Alagoas, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, anunciou um novo empecilho: a possibilidade de pedir a impugnação do partido, ou ainda dos petebistas irem à Justiça reivindicar o mandato de João Lyra, caso este mude de fato para o PSD. Os questionamentos fazem com o que parecia ser um rumo certo para os “insatisfeitos” com suas siglas, vire uma alternativa não tão confiável.

Quem tem medo de Roberto Jefferson? João Lyra não tem! O raciocínio lyrista – que é diferente da maioria dos “racio-símios” da política local – é de que ainda não foi cometido atentado à fidelidade ao anunciar uma ficha de adesão à ideia da criação do PSD; entre tantas outras “lideranças”, que na verdade são “liderados” por outros tantos que só possuem a ganhar com a agremiação de Gilberto Frankenstein Kassab! (Por que Frankenstein? Bem, o médico Victor Frankestein – da Literatura! - é o único sujeito que eu conheço capaz de criar um monstro aglutinando peças desovadas ao longo de um processo)!

Insatisfeitos, por sinal, é o que não faltam na política local. O próprio PP do senador Benedito de Lira vive uma crise de identidade que ficou clara na última reunião partidária, onde sequer Lira – presidente estadual – e Cícero Almeida se fizeram presentes. Um dos vereadores pepistas revelou que se sente incomodado com a postura da agremiação; que não discute o cenário de 2012 ainda. Em busca de espaço, o PSD poderia ser uma alternativa sem temer a perda do mandato.

Tudo – na maioria dos partidos – se resume a eleição e a acomodação de interesses particulares. Estatuto, luta de causa...para uma grande maioria soa como “balela”. São poucos os que sustentam uma militância sólida...

Mas, as declarações de Roberto Jefferson mudam alguma coisa? O deputado estadual Dudu Holanda acredita que não e segue fazendo convites para todos os parlamentares da Casa de Tavares Bastos. Ele pretende contar com um dos adeptos da “filosofia kassabiana” o deputado estadual Ricardo Nezinho (PTdoB), em função dos recentes desentendimentos com Antônio Albuquerque (PTdoB).

O principal afetado com as declarações de Roberto Jefferson, o deputado federal João Lyra (PTB) se encontra viajando, segundo sua assessoria de imprensa e não teria como rebater as informações. Segundo apurou o Cada Minuto, Lyra só iria para o PSD com a legalidade do partido já definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e assim não seria pego pela “fidelidade partidária”. Por enquanto, o deputado federal não corre riscos por permanecer no “seio petebista” comandado por Roberto Jefferson, com forte influência do senador alagoano Fernando Collor de Mello.

Aliás, as últimas declarações dadas por Jefferson soam tão colloridas!

Gilberto Kassab não se mostra preocupado com as declarações de Roberto Jefferson. O prefeito de São Paulo segue com o recrutamento de “insatisfeitos”. O PSD já conta com 44 deputados federais, dois governadores, cinco senadores, cinco vice-governadores, dezenas de deputados estaduais, prefeitos e vereadores pelo país afora. No corpo do Frankenstein kassabiano, nada combina com nada...é fato! O PSD – para alguns! – é uma forma de permanecer com os dedos, sem perder os anéis (de ouro!) conquistados ao longo da vida pública!
 

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