Ministério das Cidades e uma estratégia pepista em Brasília

Há uma estratégia pepista em andamento pelas bandas de Brasília (DF), segundo uma fonte local. Depois de o partido ter sido alvo de uma reportagem da revista IstoÉ, que aponta o suposto favorecimento que algumas empreiteiras junto ao Ministério das Cidades, com obras que teriam sido superfaturadas, em função de terem doado recursos para o PP, ensaia-se uma reação.

O que consiste em lembrar que empresas como Camargo Correa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez também foram doadoras significativas de outras campanhas, incluindo a presidenta Dilma Rousseff (PT); que somente da primeira citada teria recebido R$ 8,5 milhões. O raciocínio é usar da lógica: se as empresas doam em busca de favorecimento, o pecado já foi cometido no “topo da cadeia alimentar”, ao estarem junto com Rousseff.

Isto porque – segundo uma fonte – há pepistas que desconfiam que a matéria veiculada pela IstoÉ é “fogo amigo”, ou seja: as informações adquiridas pela publicação semanal veio de mãos “aliadas”. De acordo com matérias já veiculadas na imprensa, as construtoras já doaram mais de R$ 33, 7 milhões para os cofres petistas. Além disso, a relação poder público e empreiteiras nunca foi tida como bate papo em convento.

Para se ter ideia, das cinco empresas que mais doaram à Dilma, Camargo Correa e Andrade Gutierrez estão no topo, ao lado de outras não citadas pela IstoÉ em matéria com foco no PP. É claro que isto não isenta o PP de nada e há muito o que explicar em relação ao escândalo do Ministério das Cidades. É melhor explicar do que intimidar a imprensa, como alguns pepistas buscam fazer para evitar maiores discussões sobre o assunto.

Afinal, as doadoras – que o PP conhece bem – também são velhas conhecidas do Tribunal de Contas da União, mas seguem com seus espaços garantidos dentro do PAC. Se a estratégia pepista vai funcionar, é para se esperar. Porque o discurso ainda é ensaiado de forma interna, como quem diz: “estão vendo isto, é para vocês entenderem que não é assim que se trata um amigo!”.
 

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Procurador da Câmara também rebate Marco Toledo

 

O procurador da Câmara Municipal de Maceió, o advogado eleitoral Marcelo Brabo, rebateu o presidente do PTdoB, Marco Toledo, que também é advogado. Toledo afirma – para quem quiser ouvir – que a Casa de Mário Guimarães – assim como as demais casas legislativas – não possuem competência para decidir sobre o número de edis a ocuparem os “parlamentos”.

Marcelo Brabo coloca que a decisão sobre a quantidade de vereadores em uma casa legislativa – “não só a de Maceió” – se faz por meio de alteração na Lei Orgânica e não é matéria da Justiça Eleitoral, como coloca Marco Toledo.

Para Brabo, o que é necessário é a observância ao que determina a emenda de número 58 aprovada pelo Congresso Nacional que estipula o limite máximo. No caso de Maceió, 31 em função do número de habitantes.

Brabo ainda afirma – do ponto de vista pessoal – ser contrário ao aumento de vereadores, seguindo o raciocínio do presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB). Para o advogado, já tem vereador “demais” não só em Maceió, mas no interior também e não há a necessidade de mais edis para exercerem o papel que fazem hoje.

Entretanto, ressalta a legalidade favorável a mudança que - em sua visão – se dá via Câmara Municipal mesmo.
 

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Sobre o SICAP do TC: muita gente ainda não entregou documentos!

Durante o Parlamento Metropolitano – lançado na manhã de hoje, dia 1º de agosto, na Câmara Municipal de Maceió, os senhores vereadores - de dez cidades – tiveram uma explanação, ministrada pelo controlador da Casa de Mário Guimarães, Daniel Salgueiro, sobre Sistema Integrado de Controle e Auditoria Pública (SICAP), que – em tese – obriga aos gestores a encaminharem suas contas ao Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) de forma direta.

Se tem resultados práticos na análise e auditoria destas contas e documentos que são remetidos ao Tribunal de Contas do Estado é outra conversa (espero que tenha e com olho vivo, afinal é dinheiro público!), mas que – ao menos – pode ser acompanhada por qualquer cidadão. Qualquer pessoa pode acompanhar quais casas legislativas e quais prefeituras encaminham suas remessas por meio do SICAP.

A leitura é simples: pontos verdes para quem tá em dia com as remessas; vermelho para quem não. O link: http://200.199.148.179/sicap/home/consulta/ Impressiona a quantidade de bolinhas vermelhas saltitantes aos nossos olhos. Ou seja, nem encaminham para ser apreciado pelo Tribunal de Contas do Estado? Que providências são adotadas? O Tribunal de Contas do Estado – é válido lembrar – já foi tão criticado por deixar passar batido problemas no uso do dinheiro público, quando tinha a obrigação de constatar as irregularidades enquanto órgão fiscalizador.

Foram os casos dos questionamentos que ocorreram durante a Operação Taturana. Segundo a Polícia Federal, levaram mais de R$ 300 milhões dos cofres públicos. Desvio que não foi notado pelo TCE/AL?
 

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Câmara de Maceió retorna atividades com parlamento metropolitano

Jonathas Maresia 1312203751camara Plenário da Câmara de Maceió

Assim como a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, a Câmara Municipal de Maceió retoma as suas atividades nesta semana. Tudo indica que o “parlamento-mirim” – como é conhecida a Casa de Mário Guimarães – terá um segundo semestre polêmico, em função das discussões políticas para as reeleições dos vereadores em 2012, o que inclui movimentações de grupos que refletem diretamente no Legislativo municipal.

Mas, não é o único ponto: a Câmara também se debruça sobre o projeto que altera o número de vereadores na capital alagoana de 21 para 31; deve ser questionada pelo Ministério Público Estadual a razão de ter criado os “vereadores nômades” e se prepara para discutir Lei Orçamentária Anual (LOA) e consequente valor do repasse do duodécimo. Em paralelo, outros projetos de lei devem entrar em pauta movimentando a Casa de Mário Guimarães.

Para abrir o segundo semestre, a Câmara Municipal realiza – neste dia 1° de agosto – a primeira sessão do Parlamento Metropolitano, que reúne os vereadores de dez municípios que fazem parte da região metropolitana de Maceió. São eles Barra de Santo Antônio, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Paripueira, Pilar, Rio Largo, Santa Luzia do Norte e Satuba.

A ideia foi proposta pelo presidente da Câmara de Maceió, Galba Novaes (PRB). Para ele, uma forma de discutir em conjunto os problemas da região e busca solução por meio de cooperação mútua. No primeiro encontro, os vereadores terão ao seu dispor o advogado Marcelo Brabo para falar da situação eleitoral e os reflexos para 2012, como prazo de filiação partidária, domicílio eleitoral, dentre outros pontos que – obviamente – já preocupa muito vereador que quer permanecer em sua cadeira.

E é ressaltada ainda a presença do controlador da Câmara Municipal, Daniel Salgueiro, que vai falar sobre o Sistema Integrado de Controle e Auditoria Pública, que integra as contas das casas legislativas e prefeituras diretamente com o Tribunal de Contas do Estado, numa forma de ampliar a fiscalização e transparência. Levando-se em conta que os últimos casos de desvio envolvendo o poder público não foram detectados pelo Tribunal de Contas, o Sistema pode mudar alguma coisa? Esperemos...

Por falar em transparência e fiscalização, a Câmara Municipal de Maceió ainda deve – desde a presidência de Dudu Holanda, que hoje é deputado estadual – a implantação do Portal da Transparência. Projeto do presidente Galba Novaes – aprovado ainda no ano passado – mas que esbarra em tantas questões técnicas para ir ao ar, que teve gente que desistiu de esperar!
 

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Paulo Corintho rebate Marco Toledo sobre aumento de vereadores

Jonathas Maresia 129795572845646545465454 Vereador por Maceió, Paulo Corintho

O vereador Paulo Corintho (PDT) – que é favorável ao aumento de 21 para 31 edis na Casa de Mário Guimarães – rebateu o advogado e presidente do PTdoB, Marco Toledo. Assim como Corintho – Toledo defende o número máximo de edis. Porém, o advogado eleitoral ressalta que as casas legislativas municipais não possuem competência para decidir o número de vereadores que cada uma deve ter.

Para Toledo, esta é uma função da Justiça Eleitoral na aplicabilidade do que já está previsto na emenda de número 58. Em Maceió, o PTdoB possui dois vereadores: Théo Fortes e Silvânia Barbosa. A fala do presidente do PTdoB deve provocar alguns vereadores. O primeiro foi Paulo Corintho.

O pedetista foi taxativo: “O entendimento do Toledo é equivocado”. Para Paulo Corintho, com a emenda constitucional em vigor, as câmaras municipais podem - inclusive - diminuir o número de vereadores. Ele coloca que a lei ressalta os números máximos por faixa populacional. “Maceió poderá – de acordo com a população que possui – ter no máximo 31 representantes. Não se fala em número míninimo. No texto anterior previa o número mínimo de nove vereadores em todo o Brasil. No atual, ele estabelece o máximo”.

Paulo Corintho ainda segue: “a autonomia do município, concedida pelo artigo 18 da Constituição Federal, dá a câmara de vereadores, no exercício de sua autonomia, fixar o quantitativo de vereadores adequado a sua realidade. A redação dada ao artigo 29, IV, da Constituição Federal, pela emenda constitucional 58/09, modificou os limites relativos à composição das câmaras”.

Ou seja, para Corintho, o texto atual diz no seu artigo 29 “para a composição das câmaras municipais, será observado o limite máximo de 31 vereadores nos municípios de mais de 900 mil e de até 1.050.000 habitantes”. “Esta é a faixa na qual está enquadrada Maceió. Logo, as Câmaras podem estabelecer qualquer número, não ultrapassando o máximo constitucional previsto. Esse é o meu entendimento, respeito, porém discordo dos contrários”.

Nasce uma discussão jurídica. Ambas querendo aumentar o número de vereadores, mas por caminhos diferentes. O que é essencial ao cidadão é: qual a necessidade – e que efetividade se pode ter?! – de mais vereadores?! Este humilde blogueiro – em meio à discussão no campo jurídico – continua acredita que a necessidade é nenhuma!
 

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Conversa de Tuiteiro e o Exame da Ordem dos Advogados

 

O Conversa de Tuiteito desta semana – promovido por meio da hastag #BlogdoVilar, como já de costume – indagou aos leitores, que acompanham o blog também por meio do Twitter, o que estes achavam sobre a existência do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil para o exercício da advocacia.

O tema é polêmico e foi inflado pelo parecer do subprocurador da República, Rodrigo Janot, que se posicionou contrário a peneira para o exercício do Direito. Imediatamente Janot – como já postado neste blog – foi rebatido pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, Omar Coêlho.

O tema tem movimentado não só advogados, mas a sociedade civil de uma forma geral. Eu acredito que toda profissão tem que ter um marco que a regule. É minha posição. Logo, vejo com bons olhos o Exame da Ordem dos Advogados. Chego a compartilhar com o @_helderlopes, que ressalta ser “o Exame da Ordem, fora o aspecto legal, extremamente positivo para a sociedade. O que não exime de ajustes necessários”.

O @Marques_JM frisa: “sou favorável ao Exame. Porém, não da forma como está sendo aplicado com provas que muitos veteranos não responderiam!”. Por sinal, me chamou a atenção as críticas em relação à profundidade do Exame; assim como me causou preocupação os erros cometidos com a Língua Portuguesa. Errar gramática é comum. Por vezes, derrapo em meus textos. Natural de quem lida com a linguagem. Porém, há erros preocupantes, por demonstrarem total desconhecimento com a amada “Flor do Lácio”. Mas, abre-se outra discussão sobre a formação profissional e humanística em si, pois as deficiências – neste sentido – não são exclusividade das academias de Direito.

O próprio @Marques_JM ainda segue: “acho justo e correto o debate sobre o Exame da OAB! Pois, precisa dar um ponto final sobre sua constitucionalidade ou não!”. A @CanAlmeida destaca que “em vez de ficarem questionando o Exame da OAB deveriam lutar por provas idênticas em todos os órgãos de classe!”. Eu discordo. Acho que toda profissão precisa de marcos, mas estes têm que ser discutidos na conformidade das singularidades de cada profissão.


E ela segue: “nada me tira da cabeça que se negar ao Exame é confissão de incapacidade para aprovação!”. Em alguns casos até pode ser, mas não desprezo o fato dos que possuem argumentos e posições contrárias. São tão inteligentes quanto os que conseguem nota máxima em um prova, por possuírem capacidade argumentativa para expor seu ponto de vista.

Tento evitar reduzir a discussão a isto, pois caso contrário teria igual validade o argumento de que quem defende o Exame quer mesmo é reserva de mercado e eu não vejo – sinceramente – que seja por aí! Agora, quando @CanAlmeida destaca que “prestar o Exame não minimiza ninguém e se o cara segue a carreira acadêmica e resolve advogar, preste o Exame e mostre sua superioridade”, eu afirmo: concordo! Acho um importante elemento de avaliação.

@EdinaldoMarques salientou: “quanto ao Exame da OAB sou favorável e deveria ser estendido para outras áreas”. Bem, quanto a isto já comentei lá acima. Respeito e muito a opinião dele. O @Fancajunior ressalta: “o Exame é necessário. O que devemos discutir é o nível da prova. Do jeito que está, a OAB está pior que a seleção para NASA”. A metáfora me lembra os comentários feitos acima pelo @Marques_JM.

O @waldsonpeixoto reforça: “É um funil necessário, apesar de muitos recém saídos da faculdade serem meros concursistas...”. Achei interessante, sobretudo, porque puxa uma discussão: os cursinhos e o mercado que surge justamente em função do Exame da Ordem. @ GerdBaggenstoss e @Adrualdo colocam que o Exame é legal, constitucional e legítimo. Quem discorda, deve propor mudança na lei!

O conceito do mal necessário reaparece em @Tiago_Nogueira: que ainda complementa: “uma vez que o ensino superior em todo o país está cada vez mais fraco”. A @LaiseMoreira ressalta: “Sou a favor da Educação e acredito que teríamos melhores profissionais se todos os cursos tivessem Exames como esse. Infelizmente deve sim existir essa peneira, já que a cada esquina temos uma faculdade de Direito”.

O @vanildoneto frisa: “defendo não só o Exame da OAB como também fosse criado para todas as outras formações superiores. É de extrema importância”. Por fim, @Iran69Silva destaca que o “exame é um filtro depurador neste mar de faculdades de Direito. Inclusive, medicina deveria ter também”. Bom, este foi o debate. Até a próxima hastag!
 

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Presidente do PTdoB acredita que número de vereadores independe da decisão da Câmara

Cortesia - Alagoas 24horas 1312165115toledo Marco Toledo, presidente do PTdoB

O presidente do PTdoB em Alagoas, Antonio Marco Toledo, fez uma consulta ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) para saber sobre o número de vereadores que deve ter na Câmara Municipal de Maceió.

É o primeiro passo do advogado para tentar aumentar o número de cadeiras dentro da Casa de Mário Guimarães sem que seja necessária – pelo menos é o que defende Toledo – a decisão vir da própria Câmara Municipal.

O presidente da agremiação – que é advogado eleitoral – acredita que a emenda de número 58 aprovada pelo Congresso Nacional pode ser aplicada de imediato. Para isto, ele salienta o trecho da lei que coloca: “31 vereadores nos municípios com mais de 900 mil habitantes e de até 1.050.000 de habitantes”. Que seria o caso de Maceió.

Para ele, a lei é clara e não precisa emenda. A Câmara Municipal – na visão de Toledo – teria que se adequar a emenda e ponto final. Já tem candidato se preparando – juridicamente – para, no caso da Câmara permanecer com 21 edis, e ele estiver – após a eleição - entre os 31 primeiros nomes, entrar na Justiça Eleitoral em busca da cadeira extra.

Toledo não comenta o assunto, mas ressalta que a Câmara – ao falar em emenda para alterar a Lei Orgânica – estaria “usurpando competência de quem de fato pode decidir sobre o assunto”, que seria adequação à emenda 58 via Justiça Eleitoral.

Na consulta ao TRE/AL – encaminhada ao presidente Orlando Manso – o advogado ressalta a Resolução de número 21.702, que coloca que o “Tribunal Superior Eleitoral verificará a adequação de cada município (...) e na omissão ou desconformidade dela, determinará o número de vereadores a eleger”.

Marco Toledo levanta uma discussão para quem sonha com mais cadeiras no “parlamento-mirim”. O PTdoB tem representação na Câmara Municipal de Maceió com dois vereadores: Silvânia Barbosa e Théo Fortes. Dentro da Câmara, o assunto divide os edis. Há os favoráveis, os não-favoráveis e os indecisos. Resta saber, se a Câmara Municipal terá qualidade melhorada com mais edis?! Este blogueiro – como já dito em textos anteriores - desconfia que não.

 

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Heloísa Helena quer convocar Transpal para prestar esclarecimentos

A vereadora Heloísa Helena (PSOL) deve apresentar – na Câmara Municipal de Maceió – um requerimento convocando a Transpal – que representa os empresários do setor do transporte urbano de Maceió – para prestarem esclarecimentos a respeito da relação de turbulência mantida com o usuário do sistema, em especial, os estudantes.

A Associação dos Transportadores de Passageiros do Estado de Alagoas (Transpal) – por exemplo – bloqueou os cartões de passes estudantis de universitários, que só souberam desta ação quando foram usar o ônibus. A Transpal alega que as universidades não repassaram documentação constando os matriculados, como bem explorado na matéria publicada no Cada Minuto.

Porém, há questões mais amplas que a vereadora deseja debater – conforme soube o Blog do Vilar. Um ponto é o recadastramento bimestral e a exigência de documentação das faculdades, tais quais lista de frequência, além do bloqueio dos cartões realizado de forma ilegal e arbitrária – na visão de membros do PSOL – por conta de exigência de tais documentos das instituições de ensino.

Porém, outra discussão a ser aberta é a manutenção do controle, confecção e fiscalização pela Transpal, das gratuidades e do Cartão Eletrônico do Transporte Escolar. Há uma proposta para se rever a forma como é feito este procedimento hoje. O requerimento pretende questionar também a quantidade de pontos de venda de crédito estudantil: são apenas três e na UFAL – um dos mais procurados – só fica aberto até as 19 horas.

Há um levantamento também de reclamações realizadas por inúmeros estudantes. O requerimento visa convocar a Transpal logo que a Câmara Municipal retorno seus trabalhos. E assim, se questionar a permanência ou não de tais atribuições sobre o controle da Transpal, quando poderia – na visão do PSOL – ficar a cargo da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito.
 

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Almeida evita embate com Marcos Rômulo por conta da 'máfia do lixo'

Maciel Rufino 1309448956parlamento na praaa 007 Prefeito de Maceió Cícero Almeida

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), conhecido por suas declarações contundentes – muitas vezes intempestivas – resolveu não “dar corda” ao assunto da prorrogação dos contratos com as empresas que realizam a coleta de lixo em Alagoas, por meio de aditivo. O mecanismo – se legal ou não, quem diz é o Ministério Público e a Justiça – beneficiou a Viva Ambiental e a Limpel, que figuram como suspeitas na “máfia do lixo” denunciada pelo promotor Marcos Rômulo.

O esquema – que aponta o prefeito como beneficiado também – teria causado um prejuízo de R$ 200 milhões aos cofres públicos. O aditivo de renovação de contrato foi classificado como uma “afronta ao Judiciário” pelo próprio Marcos Rômulo. O prefeito resolveu não polemizar ainda mais o assunto. Ele – que já bateu de frente com o MP e Rômulo em entrevistas passadas – resolveu reconhecer que a instituição representada pelo promotor cumpre o seu papel de fiscalizar.

Almeida voltou a frisar a legalidade de sua ação e disse que assim como Marcos Rômulo cumpre o seu papel, do outro lado, a Prefeitura Municipal também cumpre, que é o de – segundo o prefeito – não poder deixar a cidade suja. De acordo com Rômulo – só para constar – desde 2006 o prefeito sabia que para limpar a cidade sem sujar a própria imagem seria necessário um processo licitatório para a contratação de novas empresas de lixo que não fosse em caráter emergencial.

A Prefeitura Municipal de Maceió – ainda conforme o prefeito – está tocando este processo licitatório, inclusive com a audiência pública que já houve. A minuta do novo contrato para coleta de lixo, que será assinado pelas empresas vencedoras já prevê um valor de R$ 470 milhões a serem desembolsados pela administração municipal, por meio da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum).

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Para Galba Novaes, união com Ronaldo Lessa é reflexo da disputa de 2010

CadaMinuto - Arquivo 1309448436galba Galba Novaes

O presidente da Câmara Municipal de Maceió, vereador Galba Novaes (PRB), se disse “satisfeito” com a declaração do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), ao ressaltar que abriria mão de uma possível candidatura para apoiar um nome que estivesse em seu campo de aliança. Lessa citou nominalmente Novaes, que tenta emplacar na disputa pela Prefeitura Municipal de Maceió.

Novaes busca o apoio do prefeito Cícero Almeida (PP) e dos partidos que fazem parte da base aliada da administração municipal, além é claro dos senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor de Mello (PTB). Não se descarta uma dobradinha com Lessa, como ressaltado no post anterior.

Em conversa com este blogueiro, Novaes avalia que Ronaldo Lessa tem demonstrado “grandeza política e desprendimento”. Ele diz inclusive que esta relação com o ex-governador, que permite que este cite seu nome na disputa eleitoral, é reflexo do ano de 2010, quando no segundo turno das eleições estaduais, Ronaldo Lessa contou com o apoio de Fernando Collor de Mello na disputa pelo Governo.

Ambos foram derrotados, mas para o presidente da Câmara Municipal ficou viva a chama de um grupo político e de uma discussão que se abriu nos campos partidários.

“Desde então, o PRB caminha nesse campo político, junto com o ex-governador. O Ronaldo Lessa mostra que está aberto às discussões para as eleições de 2012 e que busca um grupo. Não se está impondo um nome, mas sim a construção de um projeto”, colocou ainda Novaes.

O interesse de disputar a Prefeitura de Maceió já levou Novaes a ter diálogos com o deputado federal Maurício Quintella Lessa (PR) e com o próprio prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP).

Novaes acredita numa reedição do chapão, mas é cauteloso ao falar nomes que encabecem esta chapa. Ele sempre ressalta a importância do grupo.

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