JHC versus Toledo: uma briga que pode ter desdobramentos

As relações entre o deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC (PTN), e o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, Fernando Toledo (PSDB), estão em vias de “azedar” de vez.

Não bastasse a ação na Justiça – por parte de JHC – contestando a formação das comissões na Casa de Tavares Bastos, o deputado do PTN tem sido incisivo em suas colocações. Ele afirma – categoricamente – que o atual presidente age de forma “antidemocrática” e rasgando o Regimento Interno ao sabor de suas vontades, como foi o caso das indicações para as comissões que não levou em conta os partidos.

Os líderes dos partidos – na visão do deputado – não são ouvidos por Fernando Toledo, que já acumula rusgas também com o deputado estadual Antônio Albuquerque (PTdoB), líder de partido (diga-se de passagem). As comissões teriam sido compostas – como já dito aqui neste blog – de acordo com o grau de afinidade dos parlamentares com a Mesa Diretora.

Assim, se forma na ALE o alto clero e o baixo clero. Um com muita decisão, o outro com alguns insatisfeitos, mas com poucas vozes. Circula nos bastidores a informação de que JHC não é o único insatisfeito com a presidência de Fernando Toledo, mas – os demais – vivem de cautela e evitam a exposição. Claro que nem tudo é comissão, há outros assuntos.
 

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No campo nacional, PMDB não descarta encabeçar disputa em Maceió

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O presidente nacional do PMDB, Valdir Raupp, citou a cidade de Maceió dentre as capitais que o partido pode lançar candidato para disputar pela majoritária em 2012. A declaração de Raupp foi dada ao jornal “Valor”. O mandatário peemedebista fala em 24 candidaturas majoritárias – entre as 27 capitais.

Para o presidente nacional, uma necessidade, já que em 2008 (última disputa para prefeito), apenas 11 capitais tiveram candidaturas encabeçadas pelo PMDB. Maceió ficou de fora. Naquela época, o partido do senador Renan Calheiros (PMDB) apoiou a candidatura tucana de Solange Jurema, em um contexto onde qualquer adversário seria esmagado pela aprovação popular do prefeito Cícero Almeida (PP), que – obviamente – foi reeleito.

Agora, a situação é outra. Valdir Raupp enxerga possibilidades do PMDB conquistar o maior número de capitais possíveis. As únicas que não são alvo de peemedebistas : Porto Alegre e Goiânia, segundo Raupp.

Mas, é preciso ter calma com as declarações de Valdir Raupp. É que aqui em Alagoas, o PMDB segue as decisões do senador Renan Calheiros, que tem um compromisso firmado com Ronaldo Lessa (PDT).

Alguns peemedebistas locais afirmam que não há o mentor interesse – por parte de Calheiros – de romper este compromisso político, a não ser que os fatos para isto caminhem com o próprio apoio de Lessa.

No campo de alianças possíveis de Calheiros ainda está o prefeito Cícero Almeida, seu mais fiel amigo na atual conjuntura. O deputado federal Renan Filho (PDMB) – um dos nomes que chegou a ser cogitado para a prefeitura – também nega o interesse na disputa pela majoritária, desfalcando os sonhos de Raupp.

Raupp – talvez ciente disso; e apesar das afirmações sobre candidatura em Maceió - manda uma saída pela tangente: “onde o PMDB tem aliança sólida, vamos respeitar. Onde não tiver, vamos lançar candidato”. É isso...

 

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JHC vai à Justiça por conta das comissões da Assembleia Legislativa

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O deputado estadual João Henrique Caldas, o JHC (PTN), foi à Justiça contra o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, Fernando Toledo (PSDB), por conta do desrespeito – conforme o próprio JHC – das regras da proporcionalidade na composição das comissões da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas.

De acordo com o deputado do PTN, há um desrespeito às minorias. Este blogueiro conversou com JHC por telefone. Ele diz que o presidente – em outras palavras – decidiu a composição das principais comissões da Casa de Tavares Bastos ferindo o Regimento Interno da própria Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, impedindo a ocupação de espaços por deputados estaduais que fazem parte do bloco das minorias.

João Henrique Caldas já entrou com um mandado de segurança contra a Mesa Diretora da Casa de Tavares Bastos, agora, uma sequência do fato. JHC já reclamou também das atitudes da presidência em relação às indicações dos deputados estaduais que eram engavetadas. Assunto tratado por este blog.

O deputado do PTN confirma que na época da formação das composições solicitou fazer parte da Comissão de Meio Ambiente, ou Constituição e Justiça, ou Orçamento e Finanças. JHC é suplente na Comissão de Direitos Humanos. “É uma comissão importante, mas – por regimento – deveriam ser respeitadas as regras de proporcionalidades e o partido havia feito indicações. Fui preterido”, destaca.

Esta é a segunda confusão envolvendo a Mesa Diretora e a composição das comissões da Casa. A primeira colocou em campos opostos o deputado Fernando Toledo e Antônio Albuquerque (PTdoB) na briga pela Constituição e Justiça. Levou a melhor um terceiro personagem: Marquinhos Madeira (PT).

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Provedores participam de ‘máfia’ de links dedicados de internet em Alagoas

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Uma suposta máfia envolvendo uma operadora de celular e a venda de links dedicados para banda larga em Alagoas pode estar em andamento – sobretudo – no interior do Estado. Ainda é difícil, pelas gravações que chegaram até este Blog do Vilar, comprovar a participação direta da própria operadora. Por esta razão, seu nome é poupado, apesar de ser citado nos arquivos de áudio que se encontram em poder deste blogueiro.

De acordo com a gravação três personagens são fundamentais para o esquema: um funcionário de dentro da própria operadora, um empregado de uma empresa terceirizada que realiza habilitações para banda larga e um provedor com foco de atuação (na maioria das vezes) no interior de Alagoas e nas regiões aonde a operadora não chega.

Como se dá o esquema? Bem, como determinadas operadoras não chegam ao interior de Alagoas, elas revendem pacotes gigantescos de velocidade de internet – 100 megas ou mais, por exemplo – para determinados provedores. Estes pagam por esta internet (uma quantia altíssima) e rateia o pacote entre clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas. Os valores pagos ultrapassam R$ 50 mil, por exemplo. Até aí, tudo dentro da legalidade.

O problema se faz presente quando um destes provedores é cooptado por um funcionário da empresa que faz a instalação. Ele traz uma proposta indecorosa de reduzir a conta paga pela banda larga (por meio do link delicado) de R$ 50 mil – por exemplo – para R$ 1 mil, desde que seja repassado, por fora, R$ 5 mil (ou quantia similar; é negociável) para este funcionário e para outro personagem da trama que tem acesso ao sistema da operadora. A velocidade do provedor continua a mesma, mas a conta vai lá para baixo. E assim, ele consegue ampliar sua rede de clientes, “matando” a concorrência que trabalha de forma séria!

Os empresários que agem da forma correta reclamam da concorrência desleal, pois são severamente prejudicados, pelo que agem aplicando estes golpes - para garantir um link dedicado reduzindo custos em mais de 90% - o que gera também uma queda nos impostos, para conseguir cobrar valores impraticáveis pelos provedores legais.

Como frisei: é interessante para a empresa contratante, pois aumenta e muito sua margem de lucro. Onde isto prejudica o Estado? De acordo com uma fonte – dono de um provedor que se sente prejudicado – a questão é a evasão fiscal. Como são muitos os pacotes adquiridos pelos servidores, é muito dinheiro que se deixa de arrecadar. Oficialmente se paga um valor bem menor do que o devido, consequentemente menos impostos.

Em uma das conversas gravadas, o funcionário da operadora de telefonia (responsável pela venda da banda larga) é identificado como “Maurício”. Ele supostamente autorizaria a mudança do valor da fatura de Salvador, na Bahia. A fonte diz que a queixa já foi levada à operadora. O Blog do Vilar tentou contato com a operadora, mas sem êxito. Este espaço revelará o nome assim que tiver maiores informações sobre o esquema que tem causado evasão fiscal e prejuízos para empresários sérios.

De acordo com um dos empresários, o esquema chega a todo Estado e não só nos locais aonde as operadoras não chegam. “Há também esquemas destes na capital. Na verdade quando se realiza um crime desse, as proporções que se tomam são enormes. Por exemplo, comprar um produto de 50 mil reais por 1 mil reais. Primeiro: o Estado deixa de arrecadar de ICMS cerca de R$13500,00. Esse dinheiro poderia estar sendo usado para erradicar a fome no estado, construção estradas, educação, saúde, turismo, ...”

“Os empresários que trabalham sem fazer parte do esquema tem a saúde de suas empresas ameaçadas por essa quadrilha e com isso levantam-se duas questões: ou fecham as portas ou tem o crescimento de sua empresa desacelerado acarretando um impacto brutal na sociedade: menos empregos, menos renda, mais desigualdade social, devido ao enriquecimento ilícito da quadrilha”, coloca ainda o empresário ouvido pelo blogueiro.

O texto não cita o nome da operadora por não ter falado com ela, mas é possível encontrar alguns links de pessoas que se expõem fácil na venda de determinados serviços, lá tem até o nome, mas que se ressalte, não há como saber se há consentimento desta ou não. Aqui vai apenas um link: http://www.orkut.com/CommMsgs?tid=5542952847092015587&cmm=1294657&hl=pt-BR
 

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Conselho de Ética do PSOL opina por expulsão de Ricardo Barbosa

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O Conselho de Ética do PSOL – que esteve em Maceió para ouvir todos os envolvidos na crise que vivenciou recentemente o partido por conta de divergências internas – seguiu o rito que a direção do diretório municipal da agremiação esperava: pedir a expulsão de Ricardo Barbosa. Parece ser a única alternativa.

Porém, ainda há turbulências vindouras dentro do partido, como a discussão sobre o pedido (na Justiça) ou não do mandato, caso do diretório nacional acate a decisão do Conselho de Ético; o que deve ocorrer - conforme os dirigentes psolistas alagoanos – até o final de julho, início de agosto. Em todo caso, antes de setembro.

Justo que a decisão seja rápida, para propiciar a Ricardo Barbosa – caso se confirme o entendimento do Conselho de Ética - o direito de buscar novo partido para enfrentar o processo eleitoral de 2012. Há diálogos com o Partido dos Trabalhadores. Em recente entrevista a este blogueiro, o próprio Barbosa já revelou ter recebido vários convites.

Natural que os convites surjam, em função do discurso combativo adotado na Câmara Municipal de Maceió. O Conselho de Ética avaliou um processo que teve início em colocações do próprio Barbosa, quando questionou – em um documento, assinado por 100 filiados (que já deixaram o partido) – o comportamento do PSOL nas eleições passadas, com atos como a filiação do Padre Eraldo, setores que teriam recebido apoio do PMDB, além das concentrações em torno do nome de Heloísa Helena (PSOL).

Com o decorrer do processo, Barbosa passou a ser questionado por fazer uso das verbas indenizatórias da Câmara Municipal de Maceió, além do voto em Galba Novaes (PRB) para a presidência da Casa de Mário Guimarães.

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Conversa de 'Tuiteiro': recadastramento biométrico em debate

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Esta semana a enquete do #BlogdoVilar no twitter lançou – aos navegadores – mais uma pergunta. Desta vez, o tema foi o recadastramento biométrico realizado pela Justiça Eleitoral e que tem causado transtornos aos eleitores. O blog perguntou se o internauta/tuiteiro concordava com a posição da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, de pedir a suspensão do recadastramento até a correção dos problemas.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL) tem buscado meios de descentralizar e ainda pedido ajuda à Prefeitura Municipal de Maceió e o Governo do Estado. Porém, ainda parece ser pouco. Há eleitor dizendo que prefere ficar sem votar, a ter que enfrentar as quilométricas filas.

O que gerou inclusive um debate relativo ao voto obrigatório, mas este é assunto para outra conversa, que vale inclusive a pena, diante das opiniões divergentes. O primeiro a opinar na enquete do #BlogdoVilar foi @NailtonCesar.

De acordo com ele, “falta estrutura, quadro pessoal, há inoperância, e o principal, o presidente tem que ficar bem na ‘fita’ com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”. O @NailtonCesar remete ao fato de que o recadastramento biométrico tem que atingir todo o país até o ano de 2018 e Alagoas tem sido um dos “pilotos” neste processo. Em sua visão, a pressa de sair na frente nos trouxe um preço alto.

Não faço esta relação. Acho interessante que se comece por aqui, em função do alto índice de problemas que enfrentamos em períodos eleitorais. Isto é histórico, o que sempre levou o Tribunal Regional a recorrer às tropas federais. Ao que tudo indica, os eleitores fantasmas, ou “flutuantes”, ainda campeiam em Alagoas. O recadastramento é necessário, o que tem que se evitar, é esta humilhação a qual o eleitor tem sido submetido.

Na sequência, @arthurluiz salienta não discordar do pedido de suspensão e emenda: “fico me perguntando por que o próprio TRE/AL não tomou essa decisão antes”. Eis aí algo que eu também me pergunto! A tuiteira @LuaBeserra destaca a preocupação com a população já prejudicada e ressalta a “falta de planejamento. Que se pare e retome quando houve mais organização”.

O TRE/AL busca ajeitar o processo com ele em andamento, mas – acredito – ser mais sensato suspender e voltar com o processo já descentralizado e as ajudas que foram prometidas. Ao que vejo a @CanAlmeida segue o mesmo raciocínio: “a desorganização da Justiça Eleitoral, além de afrontar a dignidade, também mancha o processo eleitoral. Espero que esta desorganização seja resolvida o quanto antes e evite que ainda mais cidadãos sejam constrangidos”.

A opinião de @CanAlmeida faz parte das muitas vozes – inclusive de autoridades – que se pronunciaram sobre o tema. O @zemauniao ainda complementa: “é uma falta de respeito com o eleitor enorme. As pessoas estão expostas ao sol e as chuvas sem necessidade”.


A @LaiseMoreira ressalta as condições físicas, que não comportam a demanda e defende a descentralização, que já é estudada pelo TRE/AL. “As autoridades tem que pensar em um local como estacionamento de Jaraguá, montar uma estrutura, algo especial”. Ainda – pelo que entendi – que esta estrutura seja provisória. Não sei se esta seria a solução, pois não há como evitar grandes concentrações de pessoas – e consequentes filas quilométricas e desgastes - se não houver um processo de descentralização combinado com uma logística mais eficiente. Em todo caso, válida a colocação de @LaiseMoreira e sua preocupação.
 

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Rosiana Beltrão e o PT: um casamento já previsto

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Quando conversei com Rosiana Beltrão – na época, em uma matéria quando ela assumiu o Porto de Maceió – dialoguei com ela sobre sua ida para o Partido dos Trabalhadores. Na época, já era cogitado, em função de sua indicação para o cargo ter partido da própria presidenta Dilma Rousseff (PT), demonstrando o prestígio da ex-prefeita de Feliz Deserto e da ex-presidente da Associação dos Municípios Alagoanos.

Rosiana Beltrão – de maneira simpática, como sempre tratou a imprensa – não negava o caminho que a levaria ao PT, mas falava que se ocorresse seria sem açodamento e sem pretensões para o ano eleitoral de 2012. “Será?”, indaguei-a por telefone. Ela disse: “Sim! Estou focada no Porto de Maceió e se tiver pretensões eleitorais será apenas para 2014. Agora não”, colocou ainda, na época.

A ex-prefeita de Feliz Deserto ainda salientou que não queria entrar como uma forasteira no PT, mas que se viesse a fechar com o partido seria para compor com a história da agremiação em Alagoas. A história do PT – em Alagoas – tem controvérsias. Basta olhar as cadeiras ocupadas na Assembleia Legislativa, além da ligação sempre aparente com o PMDB. Enfim...

O fato é que Rosiana Beltrão está com o pé dentro do Partido dos Trabalhadores, sem os açodamentos que ela mesma ressaltou há tempos idos. Ainda sem data para ocorrer, as portas estão abertas. Se a filiação acontecer dentro do prazo permitido pela legislação eleitoral, não há como descartar o nome de Beltrão em alguma disputa no interior do Estado. Será sempre um nome a ser lembrado!

Agora o PT e Rosiana Beltrão ajustam agendas, para encontrar uma data para assinar a ficha de filiação. Enquanto as indicações da bancada federal sofrem para sair em Brasília, a ex-presidente da Associação dos Municípios Alagoanos caiu no gosto da presidenta, entrará no partido e constrói seu caminho de volta aos cargos eletivos, caso não seja agora, será em 2014, com toda certeza! E ainda continua no mesmo campo de alianças de seu antigo PDT...

 

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PTB entra com ação contra PSD de Kassab

O PTB – do deputado federal João Lyra e do senador Fernando Collor de Mello – pode ser a pedra no sapato do prefeito Gilberto Kassab (sem partido) na luta pela criação do PSD. O partido entrou com uma ação, no Tribunal Regional de Santa Catarina, para suspender a coleta de assinaturas para a criação da nova sigla.

A ação – apesar de ser em Santa Catarina – atende a um desejo já expresso do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson. Ele inclusive ameaçou ir atrás dos mandatos dos petebistas que – por ventura – partirem para o PSD na cruzada kassabiana. Jefferson cita – como se não bastasse – o próprio Lyra nominalmente.

João Lyra pretende ser o presidente estadual do PSD, que tem até setembro para se consolidar, caso queira participar do pleito de 2012. Em Alagoas, a saída de Lyra no PTB incomoda Fernando Collor de Mello.

Já para o deputado federal, em territórios petebistas tem muito cacique para pouco índio e por isto, é necessária nova sigla. Lyra traria com ele o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), além do deputado estadual Dudu Holanda (sem partido) e outros políticos.

A ação do PTB se soma a outras já existentes do Democratas para impedir a nova sigla. O PTB usa a tese, já explicada por Roberto Jefferson, de que o PSD já teria existido e fundido com os petebistas em 2002, não sendo um partido novo. Como se não bastasse, a ação acusa a coleta de assinatura de eleitores já mortos, como constatado em Santa Catarina, e – por esta razão – lá é o palco da ação.
 

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O partido; corações partidos...

Tem partido que gostar de andar partido! Acabo de ler – aqui no Cada Minuto, em reportagem do Igor Castro – que o PTdoB pretende lançar o ex-deputado federal Alves Correia para disputar a Prefeitura Municipal de Arapiraca. O PTdoB – apesar de pequeno – é um partido com importantes espaços conquistados.

Tem dois vereadores em Maceió (Théo Fortes e Silvânia Barbosa), uma deputada federal (Rosinha da Adefal) e dois deputados estaduais (Ricardo Nezinho e Antônio Albuquerque). Há quem diga que Nezinho está de saída. Faz sentido diante dos interesses que tem o próprio parlamentar.

Pois bem, o lançamento de Alves Correia a candidato mostra o quanto o PTdoB é um partido... “partido”! Um de seus parlamentares (ao menos por enquanto) pretende apoiar o bloco capitaneado por Luciano Barbosa (PMDB), como já mostrado neste post, o que vai de encontro à decisão de ter candidato no campo da oposição! Mas, não é um fato isolado...

As posturas avulsas no PTdoB são sempre respeitadas e aceitas. Na Câmara Municipal, de um lado está Théo Fortes que compõe com a bancada governista; do outro está Silvânia Barbosa que não senta na mesma mesa que o prefeito Cícero Almeida (PP). Particularidades de um partido que deu aula de estratégia, em 2010 – sem juízo algum de valor. Lembram das costuras para levar Rosinha da Adefal para Brasília?

O deputado Maurício Quintella (PR) deve lembrar bem! Mas, isto é uma mostra clara do quanto vale fidelidade, estatuto ou norte ideológico dentro das agremiações. Os partidos – muitas vezes – são meras aglutinações de políticos que fazem cálculos na ponta do lápis sobre o caminho – de preferência traçado com tijolos de ouro – para se chegar a uma cadeira de mandato eletivo. É assim para 2012, para 2014, para 2016...e por aí vai...
 

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Sílvio Camelo acredita no improvável: recomposição entre Marina e PV

Maciel Rufino 1306430094dsc0997 Silvio Camelo

Um dos líderes do Partido Verde em Alagoas, Sílvio Camelo, avaliou – na manhã desta quinta-feira, dia 07 – em conversa com este blogueiro – a saída de Marina Silva do PV. Para Camelo, é uma situação que ainda pode ser revertida dentro do próprio partido. Ele afirma sentir que – nas instâncias internas – é feito de tudo para que Marina Silva não deixe a sigla.

O vereador por Maceió vê em Marina Silva uma figura política que contribuiu e muito – sobretudo no último processo eleitoral, quando disputou a presidência e foi uma das responsáveis pelo pleito ter ido para o segundo turno entre José Serra (PSDB) e a eleita Dilma Rousseff (PT) – para o crescimento do PV em todo o país.

Em Alagoas, como maior referência nos cargos eletivos, o partido – ainda considerado pequeno, ao menos no Estado – tem duas cadeiras na Câmara Municipal de Maceió: o próprio Sílvio Camelo e Eduardo Canuto. “Nós faremos de tudo para ela não sair do partido. A história de vida de Marina Silva é um exemplo de ética na política. Marina Silva tem uma história que fala por si só. É um orgulho para o PV. Não acredito em sua saída”, colocou Camelo.

Nos bastidores políticos, a saída de Marina Silva é prevista para ser anunciada nesta quinta-feira, dia 07. Comenta-se ainda uma crise interna envolvendo o partido, em função de uma possível debandada de aliados. A imprensa nacional anuncia a desfiliação de Marina Silva em grande estilo, durante um evento em São Paulo, criando o Movimento Verde de Cidadania, que servirá de base para a criação de um novo partido. Uma reversão é praticamente impossível! Uma quimera acalentada pelo ambientalista alagoano.

Marina Silva sai depois de 20 milhões de votos conquistados. O evento-saída denominado “Encontro Para a Nova Política” vai ser um impacto no PV, em todas as suas instâncias, o que inclui Alagoas. Apesar do desejo de Sílvio Camelo, para os pevistas que possuem a mesma admiração pela expressão política da candidata à presidência pela agremiação só resta lamentar. O próprio Camelo lamenta: “Marina é o lado bom da política brasileira. Sua votação expressiva é reflexo disto. Ela foi colocada em uma lista internacional como uma das 100 pessoas com influência para mudar o mundo”.

O outro vereador do PV – Eduardo Canuto – é mais realista em suas colocações e na aceitação do fato. “Eu vejo a saída da Marina Silva como uma grande perda para o partido do qual faço parte. A visibilidade política que o PV teve com a vinda da Marina Silva é inegável. O partido cresceu muito. Marina Silva representa a bandeira que vejo no partido, da defesa do meio ambiente e das minorias. Ela contribuiu e muito com o PV”, resumiu Canuto.

 

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