Blog do Vilar
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Blogueiro do Cada Minuto

Postado em 01/01/2017 às 19:12 0

Kelmann Vieira e a lógica sem sentido para justificar o aumento de vereadores


Por Lula Vilar

Foto: Paulo Chancey Junior

Kelmann Vieira

Todos sabem que os vereadores de Maceió - seguindo o efeito cascata do aumento salarial que os deputados estaduais concederam a si mesmos - reajustaram seus vencimentos. Eles saíram do patamar de R$ 15 mil para receberem R$ 18,9 mil. Um reajuste, em termos percentuais, bem acima da maioria dos muitos servidores do município que brigam eternamente por reposições diante de perdas inflacionárias. 

Na atual situação que o país vive, mesmo sendo legal e o impacto financeiro sendo pequeno diante da previsão orçamentária e do reajuste do duodécimo da Câmara Municipal de Maceió, é uma afronta. Porém, como se não bastasse a situação questionável, a justificativa dada pelo vereador Kelmann Vieira (PSDB) - que é o presidente do Legislativo municipal que conduziu esta votação - é risível e desafia a lógica. 

Em entrevista durante a cerimônia de posse para a próxima legislatura, Vieira saiu com esta pérola: “Nós vivemos nas comunidades. Nós custeamos projetos sociais através dos nossos salários”. O tucano defendeu, em outras palavras, que o reajuste é justo porque o vereador se faz presente nas comunidades e, com o próprio salário, banca projetos sociais. Primeiro: se fazer presente para colher os anseios da comunidade e levá-los para a Câmara fazendo dela uma caixa de ressonância é obrigação do vereador independente do quanto ele ganhe, pois foi isto que ele prometeu durante a campanha e é uma de suas funções. 

Agora, vamos falar de bancar projetos sociais: se um vereador resolve pegar parte do salário dele e bancar um projeto social é problema dele. Não é dever do contribuinte acatar o reajuste por isto, nem ele se torna menos questionável. Pois o edil não tem esta obrigação, uma vez que muitos destes projetos servem mesmo é para manter redutos eleitorais, mesmo ajudando a população. Não reconhecer isto é demagogia. 

Se o vereador - por outro lado - banca o projeto social de coração, porque se sente sensibilizado com determinada situação, ele faz uma caridade. Igual a que eu ou qualquer outro contribuinte pode fazer com seus vencimentos. Está de parabéns por isto. Merece o reconhecimento. Só que isto não me autoriza a chegar ao meu patrão e dizer: “olha, aumenta aí o meu salário porque eu faço doações a instituições de caridade ou mantenho uma ONG”. A declaração de Vieira não tem lógica. Pois a lógica que serve para mim, serve para ele.

Repito para ficar mais claro: se os vereadores usam dos salários deles para fazerem projetos sociais, é um ato de "SOLIDARIEDADE" que diz respeito a eles. É como eu pegar parte do meu salário e gastar ajudando pessoas. Eu faço porque quero, não me dá o direito de cobrar aumento por isto.

A função do vereador não é "bancar" projetos sociais. Se banca e ajuda pessoas e o faz de coração, ótimo. Mas, não somos nós obrigados a custear edis para isto. Pois o custo-benefício de um vereador tem que se dar em outro sentido: fiscalização do Executivo, do próprio parlamento, desregulação de leis inúteis e até proposições que beneficiem a comunidade.

São nestes quesitos que a Câmara Municipal de Maceió tem deixado a desejar. Basta olhar o destino que tiveram as últimas Comissões de Investigação daquela Casa quando partia para cima do Executivo. Elas se tornavam infrutíferas e jogo de acordos políticos. Não por acaso, o prefeito (independente de quem seja) sempre consegue ter a maioria dos edis em sua bancada. 

A frase de Kelmann Vieira ao meu ver é uma afronta. Depois da queda ainda vem o coice. Vieira me lembrou um deputado federal - em épocas passadas - que ao justificar o aumento concedido disse que era preciso que a sociedade entendesse, pois muitos pedem ajuda aos deputados para comprar coisas e que o parlamentar ainda é padrinho de casamentos, formaturas etc...É PIADA DE MAU GOSTO! Vieira disse que seguiu uma lógica já expressa por Silvânio Barbosa (PMDB). 

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Postado em 30/12/2016 às 11:48 0

Memória revela que Collor foi o grande articulador da aliança PTC e PSDB na futura prefeitura de Maceió


Por Lula Vilar

Crédito: Assessoria

Paulo Memória

O grupo que deu apoio à candidatura de Paulo Memória à Prefeitura de Maceió já encontrou seu espaço na futura gestão do prefeito Rui Palmeira (PSDB). O próprio Memória comemorou o fato em seu Facebook. Se isto representa uma aproximação entre Palmeira e o senador Fernando Collor de Mello (PTC)? Bem, quem tira a dúvida é o próprio Memória, que coloca Collor como o grande articulador do processo.

Rui Palmeira e Fernando Collor estão do mesmo lado agora. Com isto, o senador se afasta do PMDB do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB) e do governador Renan Filho (PMDB). 

Vale lembrar que Memória - que ficou nas últimas colocações no primeiro turno - teve o apoio de Collor. Já no segundo turno, o ex-candidato resolveu apoiar a chapa tucana não se mantendo neutro na disputa. Agora, veio a recompensa. Além de Memória, outro nome do grupo ligado a Rui Palmeira, ainda que indiretamente, foi o vereador eleito Siderlane Mendonça (PEN). Já assumirá como bancada.

Mendonça teve o apoio, por exemplo, do secretário de Limpeza Urbana de Maceió, David Maia. 

Então, não houve dificuldades nas costuras que trouxeram o grupo para dentro da futura administração municipal. Quem ocupará o espaço? O ex-vice de Memória na chapa: o coronel Ivon Berto. Qual será o espaço? A Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (SMSCCS). Mesmo assim a importância de Collor é mais do que frisada por Memória. 

Paulo Memória fez questão de ressaltar que “Berto é um especialista e um estudioso em questões de segurança e defesa”.  “Na campanha para prefeito de Maceió, defendemos, eu e o Ivon, na condição de meu candidato a vice-prefeito, a necessidade de serem desenvolvidas políticas públicas voltadas a uma gestão efetiva, participativa e integrada para a Segurança Pública”, ressalta ainda. 

Memória - como já dito - defendeu Collor como o grande articulador e a posição dele na “costura”. “O grande articulador da nossa participação no governo Rui Palmeira, foi, indiscutivelmente, o Senador Fernando Collor, com que estivemos reunidos ontem para tratarmos dos assuntos inerentes a pasta que será dirigida pelo Coronel Ivon Berto”. 

Se continuar assim, e Collor for mesmo este “articulador” da aliança, em 2018 poderemos ter o senador do PTC hipotecando apoio a chapa tucana. Nesta chapa é possível a candidatura de Teotonio Vilela Filho (PSDB) ao Senado Federal. Bem, sobre Collor e Vilela a recente história fala por si...

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Postado em 30/12/2016 às 10:51 0

A ousadia do Novo: lançar uma plataforma para renovar toda a bancada federal


Por Lula Vilar

O Partido Novo é, até aqui, a mais recente sigla partidária do país. É natural que ainda desperte questionamentos em relação ao que se propõe. Afinal, num mar de tantas siglas e de tanta descrença na política e no establishment, como enxergar “mais um”? Porém, diante das ideias que defende, em sua primeira eleição teve êxito na eleição de vereadores. É esperar os primeiros resultados destes primeiros mandatos para comparar o dito com o feito.

Em Alagoas, mesmo já consolidado, não lançou candidaturas por conta de uma estratégia nacional que enxerga um crescimento planejado. Se o Novo ficou de fora do processo eleitoral alagoano em 2016, o mesmo não se dará em 2018, e a aposta é ousada. Ao que tudo indica, sem coligar, o Novo aposta no discurso da “renovação geral”. Mira na bancada federal. 

Ao meu ver, o discurso não é eleger apenas candidatos do Novo, pois se sabe da impossibilidade disto. A ideia é plantar a semente de não reeleger ninguém da bancada e assim fazer deputados do Novo. O discurso é ousado por já afastar aí a possibilidade de coligações e apoios, bem como trazer a dificuldade da construção de uma proposta sólida sem políticos profissionais, mas com profissionais liberais - como frisa o Novo - que não façam parte do establishment. É algo, no mínimo, interessante de se observar.

A diretoria do Novo destaca - por meio de nota divulgada à imprensa - que para os políticos “andar pisando em ovos”, diante dos acontecimentos, como a Lava Jato e a descrença nos parlamentos e Executivos, se tornou uma questão de sobrevivência. Diante disto, se criou - na avaliação do partido - uma “realidade que leva a crer que estamos na era dos indecisos, porém decididos - aqueles cidadãos que não sabem em quem confiar, contudo, não admitem continuar sendo enganados por quem está há anos ocupando o lugar do povo, mas não os têm como prioridade. O povo quer novidade, e isso só é possível com a real mudança dos políticos que estão no poder”.

Com base nisto, o desafio: “E esse é exatamente o desafio do Partido Novo, renovar toda a bancada federal de Alagoas em 2018, colocando como representantes pessoas que não são políticos de carreira, mas que têm compromisso com o povo”, diz a nota. 

“Já estamos trabalhando para renovar a bancada federal de Alagoas em 2018. Todos deverão ser ficha limpa, sem vinculo com a política atual, ter competência profissional no que fazem e ter capacidade de mobilização. Também deverão colocar a ética e a lei acima dos interesses pessoais, trabalhar pela eficiência dos serviços públicos, pelas reformas estruturais no país, pela redução do tamanho do Estado, da carga tributária, da burocracia, pelo fortalecimento do mercado, da iniciativa privada e das liberdades individuais.”, é o que afirma o líder do Novo em Alagoas, Tibério Júnior.

Fundado em 2011 por 181 cidadãos de 35 profissões diferentes, o Novo teve candidaturas nas cinco maiores cidades do país e elege vereadores em quatro localidades. O detalhe: o partido não permitirá às reeleições ao mesmo cargo para evitar o carreirismo, como explica Tibério Júnior. As pautas: a busca por reduzir o tamanho e as regalias do Estado e fortalecer a meritocracia, além de priorizar o mercado e o indivíduo.

“Procuramos por pessoas dispostas a colaborar com o crescimento de Alagoas; pessoas com habilidades e competências naquilo que fazem; pessoas dispostas a dizer não à corrupção e ao favorecimento; pessoas que possam ser alternativas à política que atrasa nosso estado; pessoas que saibam levar esse projeto acima dos interesses pessoais e, acima de tudo, que vivam em função da ética, tenham fé e que acreditem no resultado de um bom trabalho. Nós somos o Novo e vamos transformar o Brasil em um país admirado e próspero”, finaliza Tibério.

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Postado em 28/12/2016 às 16:29 0

O aumento dos deputados alagoanos: uma excrescência em tempos de crise


Por Lula Vilar

Foto: Arquivo/Cada Minuto

Assembleia Legislativa de Alagoas

Quantos trabalhadores brasileiros possuem a chance de serem funcionários de uma “empresa” na qual - independente da arrecadação obtida ou dos tempos de crise - podem redefinir os seus próprios salários? Apenas os que se encontram no topo de uma “empresa” chamada Estado e possuem forte influência em um establishment que se organiza de forma a ser servido ao invés de servir. 

Esta é a excrescência do nosso modelo de Estado gigante que se comporta - em função deste establishment - como uma viúva a atender os mais próximos da mesa deste banquete relegando aos demais a conta. 

Não é segredo a crise vivenciada no país e a série de mudanças que são urgentes, dentre as quais o enxugamento da máquina pública, a redefinição do pacto federativo e a adequação das despesas dentro de uma receita para não punir ainda mais o contribuinte. Diante disto, urge que os representantes tenham ao menos o bom senso de servir de exemplo para promover a austeridade com as contas públicas. O primeiro exemplo: cortar na própria carne. 

Mas, os nossos deputados estaduais que possuem o vistoso salário de R$ 20 mil - que é muito diante da realidade brasileira - parecem não estar nem aí para isto. Quando estão, é da boca para fora. Eles resolveram - ao apagar das luzes de 2016 - conceder a si mesmos o reajuste salarial para receberem um valor de quase R$ 25 mil. Em termos percentuais, é mais do que qualquer outro servidor. 

Se alguém argumentar que empresários ou executivos ganham mais que isto, eu respondo: mais quem paga os salários deles é o setor privado com base na lógica do “custo-benefício”. Ou seja: eles dão lucro o suficiente para receberem o que recebem, pois nenhuma empresa que se baseia na lógica vai remunerar alguém por mais do que pode. Há métricas óbvias e claras para isto. No caso dos deputados estaduais (bem como dos outros servidores públicos), nós - os contribuintes - é que somos os patrões. 

O mínimo que os senhores deputados poderiam fazer - por bom senso - era entender que o reajuste tem que ser “zero” como sinal de austeridade diante da crise vivenciada. Sendo assim, eles - por terem os maiores vencimentos - seriam os últimos na lista dos beneficiados até corrigir uma série de injustiças. E não adianta argumentar sob a óptica do impacto financeiro, já que são apenas 27 parlamentares. Pois a austeridade dos “líderes” e “representantes” vem antes de tudo como exemplo diante daquilo que o país cobra.

O que se pede é justamente a redução de regalias de setores privilegiados que, diga-se de passagem, não é apenas o Legislativo com seus altos salários, cargos a serem distribuídos, verbas indenizatórias etc. Trata-se também dos auxílios do Poder Judiciário dentre outros penduricalhos que se espalham por este país alimentando uma casta que sequer, em muitos casos, vale o que recebe. 

O problema do brasileiro é ainda chamar esta gente de Vossa Excelência, quando o título mais justo seria Vossa Excrescência. Lamentável que tal proposta de aumento de salário se dê ao apagar das luzes, como forma de evitar a discussão e os holofotes, e conte com 14 votos. É zombar da cara da sociedade, como diriam alguns usando um português mais direto. Eu sou mais direto ainda: é de dar nojo! 

Quando se trata do parlamento alagoano, o nojo ainda é maior: é o parlamento com figuras carimbadas que foram denunciadas pela Polícia Federal por desviarem mais de R$ 300 milhões; é o parlamento que tinha folhas de pagamento “secretas”; é o parlamento da lista de ouro com comissionados que recebiam recursos mais de 100 vezes em um ano, dentre outros escândalos que se avolumam e se juntam a ausência de transparência. Transparência no parlamento alagoano só se for aquela para inglês ver. É o parlamento que, mesmo diante de tudo isto, sempre reclama de falta de dinheiro.

Que o governador Renan Filho (PMDB) compre esta briga e não sancione a lei (o que acho difícil, pois deve tratar o assunto como questão inerente ao parlamento que tem duodécimo próprio. Ou seja: a desculpa já está posta e é excelente). 

Repito: eu nem discuto a questão do “impacto financeiro”, pois há uma série de outras questões, dentre elas, o parlamento que - há tempos - afirmou não ter dinheiro para regularizar a situação do servidor do Legislativo, que tinha salários atrasados, e parcelou os débitos com o funcionalismo em mais de 10 parcelas, mais parecendo um carnê das Casas Bahia. Portanto, os senhores parlamentares, ou Vossas Excrescências, também deram um tapa na cara do próprio funcionalismo. 

E o que me espanta é que até os deputados estaduais que votaram contra esta matéria, ainda fizeram cheios de melindres que também são dignos de repúdio. É o caso da deputada estadual Jó Pereira (PMDB). Ela foi contra ao aumento, juntamente com Rodrigo Cunha (PSDB), Galba Novaes (PMDB) e João Luiz (Democratas). 

Ela disse - segundo matéria do CadaMinuto - que votou contra “apesar de muitos deputados fazerem por merecer”. Ou seja: ela acha que alguns possuem de fato um “custo-benefício” de R$ 25 mil. Não, não merecem. Ainda mais há os que entram mudo e saem calado do parlamento sem qualquer contribuição visível. Só aparecem de quatro em quatro anos, o que não é - registre-se - o caso de Pereira, pois ela é atuante.

Basta olhar o histórico do Legislativo e de suas leis que, na maioria, são na busca de agigantar o poder coercitivo do Estado para cima do indivíduo contrariando aquilo que o sábio Bastiat colocava como “função da lei”: proteger o indivíduo do poder coercitivo do Estado. Mas pensar em agigantar o Estado parece ser a função número 1 dos nossos legisladores. Pereira votou certo, mas pelos motivos errados. Mas, pelo menos votou certo. 

Pelo menos, Pereira ainda colocou o dedo em uma ferida: os deputados questionam a falta de recursos destinados à Casa (como se isto fosse uma verdade!) e ao mesmo tempo pedem aumento. 

Dos que defenderam, está Francisco Tenório (PMN), que disse que o reajuste é direito. Eu não discuto nem a questão legal, mas sim a questão moral mesmo. Pouco importa se o reajuste deveria ter se dado há dois anos. O fato é que não há ambiente para isto. Com que cara os deputados vão negar reajustes a servidores justificando uma crise real? 

Quem mais chegou perto desta questão foi o pastor João Luiz (Democratas): “O quadro econômico e social não nos permite esse tipo de coisa”. Ele ainda complementa: “São servidores públicos sem reajuste salarial, empresas privadas demitindo trabalhadores, algumas até fechando as portas, arrocho na previdência, teto para gastos públicos, um cenário que não permite que o parlamento ignore tudo isso e legisle em causa própria”. Bingo! 

O pastor João Luiz também lamentou que esse aumento aconteça quando aposentados da Assembleia Legislativa ainda enfrentem problemas para receber seus vencimentos. “Decididamente, esse foi o pior momento escolhido pela Casa para apresentar e aprovar aumento para os deputados”. Não poderia ter sido mais feliz. Espero que por coerência, abra mão do aumento que ele vai receber e busque alternativa mais útil para o recurso.

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Postado em 28/12/2016 às 12:23 0

Em Brasília, Renan Filho comemora apoio de ministro da Educação


Por Lula Vilar

Mendonça Filho e Renan Filho

Após ter elogiado o presidente Michel Temer (PSDB) por conta dos anúncios feitos em Alagoas, o dia de ontem, 27, o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), cumpre agenda em Brasília (DF) em busca de recursos para algumas ações do Executivo estadual. 

Renan Filho ressaltou os R$ 60 milhões viabilizados pelo governo federal para investimentos em relação aos efeitos da seca. De acordo com ele, “o maior valor proporcionalmente entre os estados”. Com os recursos, Renan Filho diz que o governo deve construir cisternas já no início de 2017.  

“O presidente afirmou que vai dar continuidade à Operação Carro-Pipa e às obras do Canal do Sertão e da Adutora da Bacia Leiteira. A parceria com o Governo Federal é fundamental para enfrentarmos o problema e criar condições para uma vida melhor para os que sofrem com ele há tanto tempo”, complementou.

Em Brasília, o governador destacou que busca garantir recursos para o Programa do Leite e para a viabilização da reabertura da Fábrica de Beneficiamento de Leite Camila. “A boa nova é que os novos equipamentos da indústria já chegaram a Batalha”. 

Ainda segundo Renan Filho, houve uma reunião produtiva com o ministro da Educação, Mendonça Filho. “Ele me garantiu apoio para a expansão das nossas escolas em tempo integral para 2017. Vamos começar o novo ano letivo já com 34 escolas em tempo integral de ensino médio. Mendonça anunciou ainda uma antecipação de Fundeb para o Estado e municípios no valor de R$ 42 milhões para garantir cumprimento de obrigações”. 

As declarações de Renan Filho mostram um entendimento entre seu governo estadual e o  presidencial de Michel Temer. As declarações do governador do PMDB devem doer nos ouvidos de alguns de seus aliados que enxergam o presidente como “golpista”. Afinal, esta é a visão do PCdoB que ocupa - na gestão do peemedebista - a pasta dos Esportes, com a secretária Cláudia Petuba. 

O governo de Temer está longe de ser uma gestão maravilhosa. É válido lembrar que é parte do mesmo establishment que antes tomava conta do país. Isto faz com que o governo tenha ainda os mesmos vícios, como se viu recentemente nas “luxúrias das sobremesa” do presidente. Além disto, há algumas figuras políticas que possuem muito o que explicar em função da Lava Jato. O próprio Temer está nesta lista. Deve ser cobrado e fiscalizado como qualquer governo, assim como o governo de Renan Filho também. E não se pode deixar de reconhecer acertos, como a reforma do Ensino Médio.

Mas, o que chama atenção nas mais recentes declarações do governador é que há uma diferença enorme entre o que ele pensa sobre o presidente e o que pensam muitos de seus aliados. Tais aliados - ainda que silenciosamente - devem ter se doído bastante com as últimas postagem do governador nas redes sociais.

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Postado em 28/12/2016 às 12:05 0

Lira “renova” promessa do VLT e diz que Marco Referencial do Turismo será “maravilha do mundo”

Senador garantiu obra do VLT até a Mangabeiras e falou de seu mandato


Por Lula Vilar

Foto:Davi Soares

Senador Benedito de Lira

Durante uma coletiva em que apresentou as ações de seu mandato, desde o início até o ano de 2016, o senador Benedito de Lira (PP) reclamou que muitas das obras em Alagoas sofrem atraso não por falta de recursos oriundos do governo federal, mas em função da ausência de projetos e de desentendimentos políticos. 

Por conta disto, Lira se mostrou ressentindo com os atrasos na retirada da Favela do Jaraguá, em Maceió; de obras de drenagem em Atalaia, das descontinuidades no Vale do Reginaldo, da morosidade para o início do Marco do Referência do Turismo na capital alagoana e também das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT). 

“Antes tínhamos a seguinte dificuldade: faltava recursos e sobrava projetos. Hoje, não temos - muitas vezes - o projeto. E isto é muito complicado. Além disto, as questões políticas. O que eu posso dizer é que de minha parte, estas questões políticas não estão presentes. Quando defino o recurso para um lugar, não me importa se aquele gestor votou ou não em mim. Eu quero a obra feita”, reclamou o senador. Lira também lamentou o fato de que muitas vezes não é dada a devida publicidade aos recursos e que os investimentos são vistos “naturalmente como vitrines políticas”. Ou seja: só há a efetiva preocupação quando há um “pai” a ser mostrado. 

Ao falar das ações, classificou as obras do VLT - que se encontram em andamento no centro da cidade - como “a menina dos olhos”. “A obra já se encaminha à Jaraguá e fará a ligação entre Lourenço de Albuquerque e Jaraguá, mas chegaremos até Mangabeiras, nas imediações do shopping Maceió”. O VLT tem sido tema de promessas desde a primeira gestão do prefeito Cícero Almeida, quando este era do PP e aliado de Benedito de Lira. 

Todavia, Lira disse que, para o futuro trecho, já existem recursos garantidos. “Eu já consegui R$ 60 milhões com o presidente Michel Temer (PMDB)”. Segundo o senador, a obra está orçada (em seu total) em R$ 120 milhões”. Ele frisa que o novo trecho deve iniciar em 2017. “Antes do projeto já há o dinheiro. E não é somente o trilho, mas as estações e três comboios para se chegar a 11 trens. A CBTU ainda trabalha uma conexão com ônibus entre o Aeroporto e Rio Largo, para melhorar o acesso do turista à Maceió”. Aguardemos...

O senador afirmou ainda esperar que o ano de 2017 - por ser um ano pré-eleitoral - não venha atrapalhar a união entre os políticos para dar continuidade a obra. “De minha parte, não haverá problemas. Queremos a obra entregue para o bem da população”.

Marco Referencial

Lira também tratou com destaque a obra do Marco Referencial do Turismo, no antigo Alagoinha, em Maceió. O senador pepista não escondeu a insatisfação com não ter sido devidamente lembrado pelo governo Renan Filho (PMDB) durante a publicidade das obras que devem ser iniciadas no dia 3 de janeiro. “Eu nunca peguei carona na bóleia do caminhão de ninguém, como ocorreu quando eu trouxe o curso de medicina para o Cesmac, quando todo mundo quis ser o pai da criança”. 

De acordo com Lira, o Marco Referencial foi uma conquista de seu mandato. “Há críticas ao Marco, mas da forma como se encontra o Alagoinha hoje o que temos é o desprezo pelo local, que é refúgio de drogados, tráfico e prostituição. Só não é pior porque o espaço é movimentado. Coloquei na cabeça que precisava ser feito algo diferente naquele espaço, com um projeto turístico e fui atrás disto”. 

Lira detalhou a questão. Segundo ele, tudo iniciou ainda no final do governo de Teotonio Vilela Filho e “buscamos o projeto junto a Secretaria de Turismo. Infelizmente, o governador Téo não iniciou a obra e a prefeitura não teve o devido interesse de fazer. Chegou o governo Renan Filho e eu perguntei se ele teria interesse, caso contrário eu tiraria o dinheiro da obra e levaria para outro projeto. Voltei a cobrar e ele me disse que seria feito em um projeto diferente. Eu disse: “se for diferente não conte comigo”. Eu me propus para arranjar recursos para manter o projeto como ele está”.

“O projeto que o governo publicou é a base, que se completa com as duas torres”, complementou. De acordo com Benedito de Lira, as críticas sobre quem vai bancar o funcionamento do Marco Referencial do Turismo não se sustentam. “Ele vai dar renda. Vai ser autossuficiente. Eu vou até inscrever a obra para concorrer às maravilhas do mundo e ele vai ganhar de muitas maravilhas que aí estão”. 

Conforme Benedito de Lira, nos anos de seu mandato, Alagoas recebeu os seguintes volumes de recursos oriundos de seu trabalho: 29,5 milhões em 2011; R$ 21,8 milhões em 2012; R$ 75,4 milhões em 2013; 23,4 milhões em 2014; 17,9 milhões em 2015 e R$ 20,8 milhões em 2016. 

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Postado em 28/12/2016 às 11:32 0

Biu de Lira afasta aposentadoria, diz que é candidato à reeleição e defende Rui ao governo


Por Lula Vilar

Crédito: Joyce Marina

Senador Benedito de Lira

Em uma recente conversa com a imprensa alagoana, para prestar contas das ações de seu mandato, o senador Benedito de Lira (PP) falou sobre as perspectivas para o processo eleitoral de 2018. Sem cerimônias e de forma muito direta, o senador pepista já se colocou como oposição ao governo de Renan Filho (PMDB) e fomentou a candidatura do atual prefeito Rui Palmeira (PSDB) ao Executivo estadual. 

De acordo com Lira, Rui Palmeira seria o melhor nome por já ter se credenciado “com um bom primeiro mandato”. “O prefeito Rui se credenciou a disputar qualquer cargo. Se depender de mim e do PP, ele será o candidato ao governo do Estado de Alagoas em 2018”. Lira também buscou afastar os boatos de que se “aposentaria” ao fim deste mandato. “Eu pretendo ser candidato ao Senado Federal”, colocou ainda. 

Benedito de Lira ainda complementa: "a oportunidade surgiu. O cavalo não pode passar selado. Quem faz política tem que pensar na frente e ele não pode jogar isso fora". 

Vale lembrar que este é também o desejo do presidente estadual do PSDB e ex-governador Teotonio Vilela Filho, que pretende disputar o Senado Federal. Mantendo-se a vontade de Lira e Vilela, a chapa terá uma dobradinha entre os dois na disputa pelas duas cadeiras no Congresso Nacional. 

Com isto, o grupo que dá sustentação ao governo do PSDB na administração da capital possui pelo menos três possíveis nomes para o Senado Federal: o do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), do ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR) e do atual senador Benedito de Lira. Uma disputa interna no grupo? 

O pepista também disse que não vai buscar mais espaço dentro da administração tucana para solidificar sua candidatura. “O PP não vai buscar espaço na Prefeitura. Já temos o nosso espaço com a vice-prefeitura e a pasta da Habitação, que deve ser reformulada. Logicamente, o prefeito de Maceió precisa fazer composições políticas novas e por conta disto, não vamos exigir nada. O que nós vamos pedir a ele é que faça uma administração melhor que o segundo mandato. Fora disto, o PP vai se preparar para a eleição de 2018”, salientou.

Lira ressaltou que nunca fez parte da filosofia do PP “brigar por espaço”. “Eu confesso que quando apoiei Teotonio Vilela nunca briguei por espaço. É mais interessante a atenção, o carinho e o respeito. É isto que cobro dos aliados. Eu ajudei Divaldo Suruagy e Guilherme Palmeira (ex-governadores) durante toda a minha vida e nunca cobrei cargo. Nunca exigir de Rui, nem de Teotonio Vilela. Os aliados governam e a oposição vai para a oposição. É assim. É a prática política. É o que fiz e vou continuar fazendo”. 

Ao se firmar como oposição a Renan Filho, papel que desempenha com veemência desde 2014, quando disputou o governo do Estado mais foi derrotado, fez questão de colocar que não há espaço para aliança política com o senador Renan Calheiros (PMDB). 

“Eu tive o sonho de governar o meu Estado. Houve a eleição e fui derrotado, o que é natural, já que em um processo político um ganha e o outro perde. Não faço com isto oposição ao meu Estado. Sempre vou ajudar, mas faço oposição ao governador e o seu grupo político. Portanto, não vejo possibilidade do PP se unir politicamente ao PMDB. Nas últimas eleições, nós já fomos um peixinho nadando neste mar de tubarões. Então, não há espaço para esta coligação em 2018”.

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Postado em 26/12/2016 às 13:29 0

Alagoas e os números que devemos aos nossos políticos: último IDH; primeiro em corrupção


Por Lula Vilar

Foto: Assessoria

Beleza que contrasta com a corrupção

O CadaMinuto já tocou no assunto no dia de hoje, 26, por meio de uma nota na coluna Labafero. Mas, não se pode deixar passar batido tal tema. O Estado de Alagoas - que é o último lugar no ranking do IDH - lidera a lista dos Estados com mais municípios onde houve irregularidades detectadas pelas investigações federais, em termos proporcionais. 

E o pior: isto não pode ser encarado como novidade, muito menos assustar aos alagoanos que acompanham as matérias diuturnas de nossa imprensa. Traduzindo em miúdos é possível afirmar que, proporcionalmente, Alagoas tem a maior concentração de políticos ladrões do país. 

Ao longo dos últimos anos, foram várias as operações da Polícia Federal com foco em desvios de recursos federais no Estado de Alagoas. As que mais chamaram atenção foram as que mostraram o roubo de recursos da merenda escolar. Nesta lista estão a emblemática Gabiru, cujos denunciados ainda desfrutam de liberdade e carreira política, bem como outras como a Mascoth. Se formos lembrar de outras investigações teremos Carranca, Navalha e a Operação Taturana (esta não foram recursos federais, mas mostrou metade de um parlamento estadual envolvido em desvios de dinheiro público). 

O grande problema é que os protagonistas destas operações ao invés de pagarem por seus pecados ganham até reconhecimento, títulos públicos ou avançam em suas carreiras políticas, quando não são bajulados por um séquito que mama agradavelmente nas tetas da viúva. 

Grande parte dos envolvidos na Taturana - por exemplo - seguem deputados estaduais. Um deles virou até conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Se tudo isto não é puro fomento à impunidade, não sei mais o que seja...

Os números revelados pelo Estadão - que mostram Alagoas como campeã de corrupção - é a crônica de uma tragédia anunciada. Revela o patronato e seus feudos eleitorais, como eles se perpetuam no poder às custas de desgraças. Em municípios paupérrimos, que se sustentam graças aos repasses federais, dentre os quais o obrigatório FPM, há um misto e incompetência gerencial dos prefeitos e roubalheira. São políticos que se mostram incapazes de criar alternativas empreendedoras, não gerem bem os recursos vindos e - em muitos casos - ainda os desviam. Fazem isto com a proteção de uma “cadeia alimentar” que se retroalimenta em busca de apoio político para manter o establishment. Por esta razão, os pequenos gabirus se sustentam nas grandes ratazanas que chegam ao Executivo estadual, ao Senado Federal e à Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Bem na “valsa” que entoa que “uma mão lava a outra”. 

Alagoas vivencia aos olhos nus o patronato descrito por Raimundo Faoro em sua obra Os Donos do Poder. Um patronato que distribui cargos, agrada chumbetas, e os políticos são vistos como semi-deuses pela influência que conquistam juntos ao alto escalão da República. A matéria do Estadão cita Alagoas em poucas linhas, mas diz muito de nós: dos 102 municípios alagoanos, 70 se envolveram em esquemas de corrupção. Esta tragédia coincidir com o pior IDH não é coincidência. É consequência. 

Estranho ainda é o silêncio de nossas “autoridades” diante da divulgação desta reportagem. Cobro de uma em especial: o que tem a dizer o senhor presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, Marcelo Beltrão, sobre a reportagem que atinge diretamente os associados desta instituição? Silêncio?

Lembro que - ainda neste ano - chamei atenção, neste blog, para outro ranking: o da competitividade e do empreendedorismo. A capital de Alagoas, Maceió, figurava no último lugar, assim como o Estado. Ou seja: o pior lugar para se investir, o que complica mais ainda a reversão do quadro. Enquanto tratarmos nossas Vossas Excrescências de Vossas Excelências estaremos condenados a sermos campeões no que não presta e últimos lugares no que sonhamos alcançar o topo. Pois são muitas as pessoas de bem em Alagoas vítimas destes sicários que se apossam do público como se privado fosse. A questão é: como derrubar este establishment?
 

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Postado em 23/12/2016 às 11:48 0

Anatomia de um Desastre: uma obra importante para o momento


Por Lula Vilar

Li, no dia de ontem, o livro Anatomia de um Desastre dos jornalistas Cláudia Saflater, João Borges e Ribamar Oliveira. A obra - quase que em sua totalidade - se detém aos aspectos das decisões econômicas dos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Impressiona a quantidade de detalhes técnicos, cifras, porcentagens e consequências de decisões.

Os jornalistas fazem o reconhecimento que - mesmo sendo um crítico ferrenho do PT, não só nas decisões econômicas, mas como na agenda moral - já fiz aqui: o partido acertou ao adotar a matriz econômica ortodoxa no início do primeiro mandato de Lula. Para mim, neste campo, os erros se iniciam em 2008. O livro coloca 2005 e tem bons argumentos para isto.

É uma boa obra. Eu indico. Dos livros já lançados, creio que foi o que tornou mais didática a compreensão do TCU sobre as contas da presidente Dilma Rousseff (PT), bem como sobre a política dos "campeões nacionais". Faz uma ressalva que já fiz no passado: Antonio Palocci foi uma figura importante para os acertos dos primeiros anos do governo Lula, em que pese Palocci ser quem é.

Não digo com isto que não tenho críticas aos primeiros anos do governo Lula. Claro que tenho, pois não é só de economia que vive um governo. Para mim, a agenda de degradação política, de aprofundamento do patronato como instrumento de manutenção de poder (o que se fingia combater), já estavam ali presentes. Como era coisa presente também no governo tucano, ainda que com menos veemência.

Todavia, é desonestidade intelectual não reconhecer que economicamente a matriz ortodoxa era acerto e Lula - naquele momento - adotou justamente os acertos. Discutir os motivos pelos quais o fez é outra história. Parte destes motivos está em A Carta aos Brasileiros: ganhar a eleição.

Uma boa análise proposta pelos jornalistas é apresentar a perspectiva de uma continuidade desta matriz ao invés da "nova matriz". Outro ponto: os choques existentes - desde sempre - no Ministério da Fazenda, que envolvia as decisões do Banco Central e do Planejamento. Um eterno bater de cabeças onde prevalecia a decisão ideológica e não a questão técnica.

Enfim, para mim, uma das melhores obras jornalísticas publicadas sobre a origem da crise econômica. Uma pena que não contextualize as outras crises, como a política e a moral, mas aí é dever de quem optar pela obra e associar a outras informações que já foram analisadas em livros diversos.

Ao lado de O Fim do Brasil - de Felipe Miranda - Anatomia de Um Desastre é uma publicação que julgo importante. Leitura fácil. Deu pra "matar" as 300 páginas em um dia.

Os jornalistas também separam os capítulos de forma muito didática e assim tratam do déficit das contas públicas, do crescimento dos gastos, do sacrifício imposto às receitas com desonerações sem critérios, dos empréstimos que geraram dinheiro mais barato para os amigos dos reis, do acerto (sim, eu acho um ACERTO) da unificação do Bolsa Família, do pensamento do ex-ministro Joaquim Levy, da Petrobras, dentre outros temas. Vale muito a pena!

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Postado em 23/12/2016 às 09:21 0

Jardel Aderico: “despeço-me da Seprev com total tranquilidade e senso de dever cumprido”


Por Lula Vilar

Agência Alagoas - Arquivo

Secretário Jardel Aderico

Como mostrou o CadaMinuto, já na manhã de hoje, o Jardel Aderico foi exonerado, pelo governador Renan Filho (PMDB), da pasta de Secretaria de Prevenção de Violência. A pasta - criada como Secretaria da Paz ainda na gestão do ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) - sempre foi “quinhão” político do deputado federal Givaldo Carimbão (PHS). Deve continuar sendo.

O fato é que Aderico sai da pasta depois de uma morte de um adolescente em uma tentativa de fuga na Unidade de Internação Masculina (UIM). Atenção: pode ter sido uma mera desculpa. 

A Seprev - a sua existência! - sempre foi alvo de questionamentos por conta de algumas políticas desenvolvidas (não de todas!), que poderiam estar abrigadas em outras pastas em uma estrutura mais enxuta de administração. Outras políticas - como a do desarmamento - poderiam ser extintas mesmo, pois não possuem resultado efetivo algum. Por isto, uma das ações da pasta que mais indago é a causa do desarmamento civil como se fosse a solução da violência. Não é! Ao contrário, o Estatuto do Desarmamento só tirou as armas do cidadão de bem, mas bandidos seguiram armados. 

Recentemente, critiquei duramente a campanha infrutífera do “desarmamento infantil” para recolher armas de brinquedo. Uma bobagem! Mas, o fato é que a pasta segue a existir dentro da estrutura do governo Renan Filho, mas sem Jardel Aderico no comando. Assume, ao menos interinamente, Esvalda Amorim Bittencourt de Araújo. 

Sobre a saída, Aderico comentou em suas redes sociais. “O sentimento que me move, nos dias atuais, é de orgulho. Sou muito grato por ter tido a oportunidade de, ao lado do governador Renan Filho, liderar o processo de construção da política de prevenção à violência no Estado, somando esforços com as áreas de drogas, criança e adolescente, medidas socioeducativas, prevenção e acolhimento aos usuários e dependentes de drogas. Uma atitude inovadora e vanguardista, com resultados visíveis que, se levados adiante, com humildade e dedicação, serão duradouros”.

Aderico segue: “Despeço-me da Seprev com a certeza de que vencemos esta importante etapa, e as políticas estão prontas, são maduras e apresentam resultados. Meu sentimento é de dever cumprido, pois tive ao meu lado uma equipe de homens e mulheres dedicados e competentes, que juntos, oferecemos a Alagoas uma reflexão sobre os rumos das políticas de proteção e cuidado com as pessoas”.

“A verdade dos fatos, atos e atitudes será sempre aquela que foi construída no passado e continuará sendo, no futuro, por todos e para todos; e não para o benefício ou deleite de pequenos reinados sustentados na arrogância. Despeço-me, por ora, com total tranquilidade e senso de dever cumprido. Vamos em frente!”, finalizou.

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Postado em 21/12/2016 às 10:01 0

Benedito de Lira soltou indiretas e ficou “na bronca” no evento do Marco Referencial


Por Lula Vilar

Crédito: Joyce Marina

Senador Benedito de Lira

De acordo com o jornalista e radialista Fábio Atual, o senador Benedito de Lira soltou as indiretas no evento de assinatura de ordem de serviço para o Marco Referencial (no antigo Alagoinha). O alvo de Lira é o governador Renan Filho (PMDB), de quem é adversário político desde 2014, quando disputaram o Palácio República dos Palmares. Para Lira, o governo tenta ser pai de um projeto que foi conquistado por ele. 

Em 2014, Renan Filho e Benedito de Lira protagonizaram uma campanha - “para variar!” - com ataques. O peemedebista saiu vitorioso ainda no primeiro turno. 

Em relação ao Marco Referência, vale lembrar que é uma promessa antiga de Benedito de Lira. Em 2013, quando o projeto foi duramente criticado, Lira rebateu afirmando que o  trade iria manter o espaço e que seria um ganho para a capital. Além disso, se apresentava como o pai da criança desde antes desta data. 

O governo de Alagoas encampou a ideia. Mas, pouco destaque para Benedito de Lira nas matérias oficiais. Uma tentativa de ofuscar o trabalho de Lira por conta das divergências político-eleitorais? O fato é que, conforme bastidores, o senador ficou na bronca e não gostou de Renan Filho se apresentar como pai do Marco. 

Benedito de Lira tem dito, aos mais próximos, que o Marco Referência só saiu do papel por conta de emenda de sua autoria e reclamou da ausência de destaque a sua pessoa.

Longe dos bastidores, como registrou Fábio Atual em suas redes sociais, o senador fez questão de confundir Renan Filho com Teotonio Vilela Filho (PSDB) durante sua fala no evento. Ele era parceiro de Vilela quando este era governador. Reclamou do “chá de cadeira” que levou do peemedebista e brincou afirmando que descontaria no “tempo de discurso”. 

Benedito de Lira também deixou claro que não tem sido convidado a ir no Palácio República dos Palmares.

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Postado em 21/12/2016 às 09:48 0

Lessa deve seguir coordenando a bancada em Brasília


Por Lula Vilar

Ronaldo Lessa

O ex-governador e atual deputado federal Ronaldo Lessa (PDT) deve seguir, no próximo ano, em seu lugar de destaque em Brasília: coordenador da bancada federal alagoana. Tudo aponta para isto, inclusive a ausência de alguém que queira disputar o posto. 

Lessa - que participou indiretamente do processo eleitoral de 2016 - esteve ao lado do prefeito Rui Palmeira (PSDB) contrariando os interesses do governador Renan Filho (PMDB), de quem foi aliado em 2014. Porém, passada as eleições, o pedetista conseguiu manter aproximação com os dois grupos políticos que se articulam para 2018. 

Quais os planos de Lessa até lá? Um retorno à Câmara de Deputados? Um voo maior pensando em Senado Federal? A resposta virá com o tempo. O fato é que, por enquanto, o deputado federal alagoano seguirá no papel de “comandar” a bancada. 

No dia de hoje, Ronaldo Lessa se reúne com a bancada - em Alagoas - para discutir as consequências da seca no Nordeste.

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