Renan Filho: 59% de aprovação em Arapiraca, segundo Ibrape

Joyce Marina* 735f0a5e a585 4f05 bcbe 5ffef9254527 Governador Renan Filho assinou ordem de serviço

O Ibrape realizou uma ampla pesquisa em Arapiraca que avaliou tanto intenções de votos (que será mostrada em matéria do Portal CadaMinuto) para Executivo estadual, Senado e Câmara de Deputados. 

Além disso, fez avaliações do governo municipal de Rogério Teófilo (PSDB) e do estadual de Renan Filho (PMDB). 

Os números a respeito de Teófilo já publiquei nesse blog. Está em postagem logo abaixo. 

Em relação ao governador Renan Filho, o Ibrape coloca que ele foi aprovado por 59% dos arapiraquenses. O índice de desaprovação do Executivo estadual foi de 30%. 11% dos entrevistados não souberam opinar. 

Essa não é a primeira pesquisa de opinião sobre a gestão de Renan Filho. Outras foram feitas - em diversas localidades do Estado - e o governador sempre tem alcançado bons índices. Isto tem credenciado o governador para a reeleição. A prova disso é que aparece como líder nas principais pesquisas de intenção de voto, sendo sempre seguido pelo prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). 

Em Arapiraca, esse quadro não é diferente. O CadaMinuto trará esses números de forma mais ampla, mas já adianto alguns. No primeiro turno, em Arapiraca, Renan Filho teria, se as eleições fossem hoje, 41% dos votos, conforme o Ibrape. Rui Palmeira aparece na segunda posição com 16%. 

Em um segundo turno, Renan Filho teria 42% contra 18% de Rui Palmeira. 

A pesquisa ouviu 800 entrevitados maiores de 16 anos no dia 22 deste mês. Foram ouvidas pessoas - segundo o Ibrape - em diversos bairros da cidade. A margem de erro é de 3%. O intervalo de confiança é de 95%. 

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Em Arapiraca, Teófilo sofre com os números segundo Ibrape: 71% de desaprovação

foro: Cada Minuto 251e6477 4239 4eeb ba74 c7b235c38451 Rogério Teófilo, prefeito de Arapiraca (PSDB)

O Ibrape fez uma pesquisa em Arapiraca. Nessa, foi avaliada a situação do prefeito da cidade Rogério Teófilo (PSDB). Os números não são tão bons para o chefe do Executivo municipal. 

A primeira pergunta feita pelo Ibrape é como se encontra a administração de Teófilo até esse momento. De acordo com a pesquisa, o “ótimo” alcançou 2%. Bom ficou em 12%, 18% como regular, mas 47% como péssimo. O “Não sabe” teve 4%. 

O Ibrape ainda questionou o seguinte: “o senhor (a) aprova ou desaprova a maneira como Rogério Teófilo vem administrando a cidade?”. Para esse questionamento, os números são ainda mais incômodos para o gestor. É que apenas há apenas 27% de aprovação. Teófilo alcançou 71% de desaprovação e 6% das pessoas afirmam não saber ou não opinaram. 

O Instituto ainda fez questão de comparar Teófilo com a ex-prefeita Célia Rocha. Foi indagado qual era administração melhor. 17% dos ouvidos disseram que o tucano é melhor que sua antecessora. Porém, 51% dos entrevistados afirmam que ele é pior. 14% deles enxergam como iguais e 18% dos arapiraquenses ouvidos não opinaram. 

Por fim, se questionou se nas próximas eleições municipais, o eleitor pretende votar em alguém apoiado pelo atual prefeito. Apenas 12% dos entrevistados afirmam que sim. Enquanto isso, 42% deles pretendem votar em um opositor. O índice de quem não quis opinar foi de 46%. 

A pesquisa ouviu 800 pessoas maiores de 16 anos no dia 22 deste mês. A margem de erro - segundo o Ibrape - é de 3%. O intervalo de confiança é de 95%. As amostras foram coletadas em diversos bairros da capital. É claro: toda pesquisa é um retrato de momento. 

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Israel Lessa pode encontrar espaço na Prefeitura de Maceió

Foto: Arquivo / Cada Minuto Dd08f1cd f18d 457a ac09 82566cbab75b Israel Lessa

O ex-superintendente Regional do Trabalho, Israel Lessa, pode encontrar espaço na administração do prefeito Rui Palmeira (PSDB). É o que se comenta nos bastidores. Israel Lessa é dos quadros do PDT, uma das siglas que faz parte da base do governo municipal do tucano. 

Israel Lessa foi retirado do cargo do governo federal e saiu culpando o presidente Michel Temer (PMDB) por sua exoneração. De acordo com ele, foi perseguição em função das denúncias que o presidente sofre e que tramitam no Congresso Nacional. 

Rui Palmeira já deixou a entender que não tem problemas com uma possível nomeação de Israel Lessa, mas que isso é uma questão do PDT. Se o partido resolver escalá-lo, pode encontrar espaço dentro da gestão tucana. 

O PDT ocupa duas pastas na Prefeitura de Maceió. Uma com Ricardo Lessa, que é da Secretaria Municipal do Trabalho. A outra pasta é o Esporte com Daniel Mello. 

A aliança de Rui Palmeira é com o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), que pode ser candidato à reeleição ou ao Senado Federal no grupo que é liderado pelos tucanos. Meses atrás, houve uma discussão sobre uma possível saída de Lessa desse grupo e que o parlamentar se aliaria ao governador Renan Filho (PMDB).

Em entrevista a este blog, o secretário Daniel Mello - que é um dos dirigentes do PDT - afastou a possibilidade. 
 

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Renan Filho vai vetar aumento ao próprio salário? Mas não é apenas o salário dele e a ALE não o tinha como foco…

Joyce Marina 62a485a7 2eb0 420d ae52 470dfb995468 Governador Renan Filho durante lançamento do programa Vida Nova nas Grotas

Em 13 de julho, o governador Renan Filho anunciou o reajuste salarial dos servidores públicos do Estado de Alagoas em 6,29%, devidos em duas parcelas. O governador teve pressa de encaminhar para a Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas. Por lá, a matéria tramitou de forma célere e contou com a aprovação dos deputados estaduais. 

Durante o processo, o deputado estadual Francisco Tenório (PMN) propôs que os vencimentos do chefe do Executivo estadual também fossem reajustados no mesmo percentual. O alvo não era o governador Renan Filho. Não se tratava de uma “benesse” direcionada ao peemedebista. Tenório foi claro nisso e apresentou os argumentos de forma extremamente objetiva. 

É que o salário de Renan Filho é teto para delegados da Polícia Civil, fiscais de renda e coronéis da Polícia Militar de Alagoas. Se o vencimento do governador não é reajustado, essas pessoas não são contempladas com o reajuste, pois fere o teto do Executivo. 

Então, o que o parlamento fez -por meio da ideia de Tenório - foi tratar todas as categorias de servidor público como iguais. Acaso os demais aqui citados não merecem o reajuste? 

Em tempos de crise, é preciso parabenizar Renan Filho por conseguir anunciar o reajuste. Afinal, muitos governos não conseguem sequer pagar em dia e enfrentam dificuldades tremendas. Claro que pagar o vencimento em dia correto não é mais do que obrigação do Estado. Mas, não se pode negar o contexto em que o país vivencia. 

Porém, não há motivos para que todos os servidores não sejam tratados por igual. Afinal, delegados, fiscais de renda, coronéis fazem parte da estrutura do quadro de pessoal do Governo e merecem o acesso ao reajuste. 

Os parlamentares foram claros em seus argumentos quando aprovaram essa matéria. Em momento algum se quis privilegiar o governador Renan Filho. É que é preciso aumentar o teto do Executivo. Até os deputados opositores - como Rodrigo Cunha (PSDB), que chegou a pedir vistas, e Bruno Toledo (PROS) - votaram favoráveis à aprovação. 

Cunha até sugeriu que, caso o governador não queira o reajuste, que congele o seu salário concedendo a porcentagem de 6,29% para as demais categorias. Não sei como isso se daria de forma legal.  Cunha expôs muito bem ao destacar que votou favorável por conta do “efeito cascata”. 

A sugestão de Cunha foi exatamente a mesma feita por Bruno Toledo. 

Agora, segundo entrevista concedida ao Gazetaweb, Renan Filho disse que vai vetar o reajuste salarial aprovado para ele e para o vice-governador Luciano Barbosa (PMDB). Trata a situação como se fosse uma “benesse” indevida concedida a ele. Não é. 

O governador argumenta que a conjuntura é “desfavorável” e fala da dificuldade de pagar o funcionalismo em dia. Bem, se o efeito cascata vai gerar um impacto que impossibilita o pagamento da folha salarial ou faz com que o Executivo venha a ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que a Secretaria da Fazenda mostre o impacto desse reajuste e explique porque parcela dos servidores deve ser tratada de maneira desigual. Que convença pelos números e não pelo discurso fácil, dando a entender que o governador se sacrifica em prol do Estado ao negar um aumento para si mesmo. 

É isso que Renan Filho faz ao falar: "Nesta situação em que o país se encontra, com vários estados sem conseguir sequer pagar salário em dia, não há espaço para aumento de salário do governador”. Convenhamos: a declaração é uma bobagem. Pois, não se trata do governador como já expliquei. 

A própria matéria jornalística que traz a fala do governador ressalta que a Secretaria de Estado da Fazenda ainda faz o levantamento do valor de impacto para tal reajuste junto aos cofres públicos. 

Os deputados estaduais - e aí sejamos justos, mesmo o parlamento sendo o que é: uma bela desgraça em muitos casos! - não quiseram dar um presente ao governador. A preocupação foi em não deixar alguns servidores de fora. Então, que a leitura dos fatos não seja: o governador que não quer o aumento a si mesmo versus o parlamento que quer desperdiçar recursos como chefe do Executivo. A questão não é essa. 

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Rui Palmeira sabe que o tapa-buraco é paliativo. E quando virá a solução?

Amanda Falcão 32892588 767c 4b77 8e10 c928bfd09f98 Prefeito Rui Palmeira visitou obras de recuperação de avenida no Murilópolis

No dia de hoje, 25, em um áudio divulgado pela Prefeitura de Maceió - em sua página oficial - o prefeito Rui Palmeira (PSDB), voltou a falar da situação dos buracos nas vias públicas da cidade de Maceió. De fato, a impressão que se tem é que o asfalto é solúvel. É um problema crônico que atravessa gestões e se faz presente a cada chuva, quando muitas vias praticamente se dissolvem, atrapalhando a vida de todos.

Há pontos da cidade que são crônicos em função de alagamentos ou buracos que se abrem de tempos em tempos. O prefeito reconheceu que as operações de tapa-buraco são paliativos. Mais ainda, as operações não conseguem dar, sequer, a resposta imediata, já que dependem do “tempo seco” para que comecem as atividades. 

A questão central é a qualidade e a idade do asfalto na malha viária da cidade. Em algumas localidades - como registra o próprio Rui Palmeira em sua fala - o asfalto foi colocado há mais de 30 anos. E aí, entra gestor municipal e sai gestor municipal, e sempre é gasto dinheiro público com os paliativos sem um planejamento para além disso, que possa ser executado justamente quando o tempo não se encontra chuvoso. 

A sensação que fica é a seguinte: 1) os gestores só acordam para o paliativo e a maquiagem e aí, diante do problema parcialmente resolvido, só votam a se preocupar com ele em uma próxima chuva; 2) mesmo diante da ciência do problema e de que o “tapa-buraco” não resolve, as administrações municipais, ao longo do tempo, não trabalharam um planejamento com visão de “Estado” e não de “governo”, para que ações visando recuperar esses 30 anos fossem feitas sem problemas de continuidade ao trocar gestores, já que tudo de fato não resolve da noite para o dia, pois são três décadas no mínimo. 

A questão é que quanto mais paliativos e menos soluções definitivas, mais o problema se agrava. E em um município em que tudo depende de planejamento para arrecadar recursos junto ao governo federal, a solução vai ficando mais cara e mais distante com o passar do tempo. É uma questão lógica e todos os gestores municipais que passaram pela Prefeitura de Maceió possuem um pouco de culpa. Rui Palmeira - evidentemente - tem a sua parcela. Afinal, já são quase seis anos convivendo com essa situação e mais uma vez vai à Brasilia com o pires na mão. 

Em entrevista ao veículo oficial da Prefeitura de Maceió, Rui Palmeira disse que “infelizmente o volume de chuva em maio e junho foi o maior dos últimos 30 anos talvez, foram 650 milímetros em maio e mais 500 em junho”. É impressionante - e podem buscar na história das desculpas - como sempre se chove acima do esperado causando problemas crônicos que o maceioense assiste a cada inverno, como uma das reprises de novelas globais. 

Porém, Rui Palmeira diz que “tem feito diariamente, quanto o tempo permite, quando não está chovendo” ações de tapa-buraco. De acordo com a própria Prefeitura de Maceió, já foram investidos R$ 1 milhão. O interessante é o uso do vocábulo “investido” já que esse dinheiro pode escorrer com uma outra chuva que caia “acima do esperado”. 

O prefeito sabe do problema: “O tapa-buraco é paliativo. Asfalto antigo. Precisamos remover e colocar um novo”. Desta vez, o tucano promete obras mais consistentes de recapeamento no mês de setembro. Ele disse que esteve em Brasília onde conseguiu R$ 2 milhões para ajuda humanitária diante das chuvas, mas que conseguiu também a promessa de R$ 6 milhões junto ao Ministério da Integração. O dinheiro ainda não chegou, segundo o chefe do Executivo municipal. 

Já foram detectadas - pela Defesa Civil Nacional - a necessidade de 25 obras que devem custar, segundo Rui Palmeira, algo próximo de R$ 30 milhões. Entre estas, contenção de encostas, situação de taludes, crateras abertas e por aí vai…

O prefeito se diz esperançoso em relação às soluções. O maceioense espera - mais uma vez - que a esperança se traduza em efeito prático. Por fim, Rui Palmeira diz que iniciou ações no Murilópolis e Fernão Velho, que são pontos mais críticos e “não dá para esperar, pois o dano pode ficar maior”. 

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Os destaques de Marx Beltrão em suas redes sociais mostra seu foco na disputa pelo Senado

Foto: Divulgação/Arquivo C9972675 716c 4964 90de cfeeee615fc8 Ministro do Turismo, Marx Beltrão

Quem acompanhar as redes sociais do ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB), perceberá algo muito interessante: o foco é quase 100% em Alagoas. Beltrão, que é ministro e consequentemente tem uma agenda que envolve todo o país, resolveu focar - ao menos nas redes sociais - em ações que estão sendo desenvolvidas no Estado de Alagoas. 

Faz sentido do ponto de vista político-eleitoral. Afinal, Marx Beltrão será candidato ao Senado Federal por Alagoas. 

Ele briga para isso. 

Não bastasse o foco nas ações que ocorrem no Estado, Marx Beltrão - por meio de uma estratégia de marketing - busca associar as ações do Ministério do Turismo ao mandato para o qual foi eleito: o de deputado federal. Em quase todas as postagens há a presença das hastags: #MarxTrabalha e #DeputadodoPovo, mesmo com o ministro estando afastado da Câmara de Deputados. É que deputado é eleito, ministro não! Então, tem que sempre lembrar como chegou lá…

Pelas pesquisas eleitorais, as diversas ações de Marx Beltrão - evidentemente que não apenas as redes sociais - estão dando certo. Nas mais recentes pesquisas de intenção de voto, Beltrão aparece bem colocado na disputa por uma das duas vagas. Pode até ser o “fogo amigo” que, lá na frente, venha a preocupar o senador Renan Calheiros (PMDB), que é candidato à reeleição. 

A única postagem que destoa é a enigmática frase: “Você sabe que está no caminho certo quando perde o interesse de olhar para trás”. Aliás, não é de hoje, que Marx Beltrão intercala as ações com essas frases. Já falou até em “coragem de mudanças”. São recados? Há quem diga que sim. 

É que Beltrão não quer estar associado a qualquer cacique. Quer construir, paulatinamente, uma vida própria independente do PMDB.  Por esta razão, comanda algumas legendas em Alagoas. A forte influência de Marx Beltrão em algumas siglas faz com que ele consiga trabalhar um grupo político em torno de seu nome, com alianças importantes para uma futura disputa eleitoral. 

Marx Beltrão tem foco definido. E não bate o martelo onde não haja prego. 

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STF coloca para andar processo que acusa Renan Calheiros de peculato

Foto: Agência Senado Acff29d0 c9fe 4f14 b7ec a70a3650b0a5 Senador Renan Calheiros

Quase oito meses depois de receber a denúncia, o Supremo Tribunal Federal colocou para andar o processo que envolve o senador Renan Calheiros (PMDB) em uma denúncia de peculato. O acórdão do recebimento da denúncia, constituída pelo relatório e os votos do ministros, deve ser publicado no Diário da Justiça no próximo mês, após o ministro Celso de Mello concluir a revisão do voto proferido em dezembro do ano passado. 

Renan Calheiros tornou-se réu por peculato por decisão de 8 votos a 3. O senador peemedebista é acusado de desviar recursos públicos de verbas indenizatórias do Senado Federal, por meio da contratação de uma locadora de veículos. O fato é de 2005. Os ministros aceitaram a denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República, mas rejeitaram as acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso. 

Após a publicação do acórdão, Renan Calheiros terá cinco dias para se defender. O processo contra Calheiros teve início em 2007, quando o senador foi acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior. Na época, o peemedebista se viu em um escândalo político onde se viu obrigado a renunciar a presidência do Senado para não perder o mandato. 

As investigações iniciaram e apontaram para a suspeita do uso de malversação verbas indenizatórias para pagar pensão. O fato é que Renan Calheiros apresentou notas fiscais emitidas em nome da empresa Costa Dourada Veículos, no total de R$ 89.600. Porém, a Anelise dos extratos bancários da empresa e de Renan Calheiros não confirmou o efetivo pagamento desses valores. 

A defesa de Renan alegou que o pagamento foi feito em espécie. O senador já se disse tranquilo em relação a esse processo e falou em confiança na Justiça. Claro: não significa que Renan Calheiros seja culpado. 

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As colocações de Othoniel Pinheiro (PSOL) sobre a presença na coletiva em defesa de Lula

Foto: Assessoria/Arquivo 3181a850 ec5f 4821 9611 75d63319bfea Othoniel Pinheiro

No dia de ontem, 24, em dois textos nesse blog, falei das divergências que nasceram em setores da esquerda após as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o PSOL. Conversei com o presidente municipal do PSOL e ex-candidato à Prefeito de Maceió, Gustavo Pessoa, sobre o assunto. Está no histórico.

Citei - dentro de um contexto em que indagava a possibilidade de aliança em 2018 apesar das “trocas de farpas” entre os partidos - que havia pontos comuns nessas esquerdas. Para exemplificar falei da presença de Othoniel Pinheiro, que pretende disputar o Senado pelo PSOL, na coletiva de imprensa em defesa de Lula, ocorrida logo após a sua condenação ser proferida pelo juiz Sérgio Moro. 

Não fiz juízo de valor sobre a presença de Pinheiro na coletiva. Apenas exemplifiquei para mostrar, em caso concreto, as proximidades e pautas comuns. Diante disso, o defensor público Othoniel Pinheiro, em um texto em que faz referências positivas ao meu nome, e desde já agradeço, explicou as motivações que o levaram à coletiva de imprensa organizada pelo PT e militâncias. Ele fez em suas redes sociais. 

Como citei o caso aqui, acho justo trazer também para o meu leitor o que Pinheiro disse em suas redes sociais. De acordo com ele, a “presença no evento representando o PSOL deveu-se a convites feitos a minha pessoa por parte do presidente estadual do PT-AL e outros representantes da sigla, bem como por indicação do presidente municipal do PSOL, para, única e exclusivamente, anunciar a posição oficial do diretório nacional do PSOL, que reprovou a sentença do Juiz Sérgio Moro, alegando que “a ação penal é frágil em termos de materialidade e provas, reforçando a tese do arbítrio e da ação persecutória que se materializou na condução coercitiva de Lula e na divulgação ilegal de áudio contendo diálogo entre Dilma e o ex-presidente, procedimento duramente repreendido pelo então Ministro do STF Teori Zavaski”.

Pinheiro diz que sua posição pessoal é a seguinte: “se Lula for realmente culpado, que vá para a cadeia e pague, mas a sentença em questão, além de ter sido proferida por um juiz que, em virtude de sua parcialidade política e suspeição, não poderia proferi-la, não está baseada em provas que podem levar à condenação, estando eivada de vícios insanáveis do ponto de vista técnico e processual. Não custa nada lembrar que sou constitucionalista e prezo pela presunção de inocência e pelo devido processo legal, pautas que, inclusive, levaram-me a conseguir uma medida judicial que impede a veiculação das imagens de pessoas ainda não condenadas à imprensa”. 

Por fim, ele se posicionou sobre a declaração de Lula a respeito do PSOL: “sobre a declaração de Lula a respeito do PSOL, espero que tenhamos maturidade para diante desse episódio abrir pontes para a construção, em Alagoas e no Brasil, de uma unidade progressista, democrática, pluralista, honesta, reconhecedora de erros do passado e dissociada dos coronéis que há décadas dominam a política alagoana”. 

É isso. 

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Título de doutor a Lula: o perigo do uso de uma instituição como palanque

Foto: Agência Brasil Ebcba225 2ff4 4ad6 921d ab2b68b8b5ea Ex-presidente Lula

Sinto-me à vontade para chamar atenção para um ponto na homenagem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que pretende ser prestada pela Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), entregando ao ex-presidente o titulo de doutor honoris causa. Sei que a honraria foi proposta em 2012, antes das inúmeras denúncias recentes e da condenação a nove anos e meio de prisão, em sentença proferida por Sérgio Moro. 

Porém, são as circunstâncias que chama atenção. E na política, não há coincidências. O título acabará - caso seja realmente entregue dentro do calendário previsto (mês de Agosto) - por fazer parte de uma agenda de Lula pelo Nordeste. Agenda esta de caráter político-eleitoral, onde o petista - por meio da militância organizada - visa fortalecer seu nome e não ficar fora do “jogo eleitoral”. 

Lula é livre - afinal foi condenado à prisão, mas pode recorrer em liberdade - para viajar pelo país, se reunir com quem queira recebê-lo, participar de eventos políticos, dar entrevistas ou pronunciamentos e - pelas regras do Estado Democrático de Direito - apresentar sua defesa no Tribunal Regional Federal (TRF). Agora, que fique claro: é uma agenda que visa o processo eleitoral de 2018. Que faça isso com os seus recursos, os recursos da militância. Já não basta as regalias cedias a qualquer ex-presidente para assessores e viagens?

Encaixar uma solenidade de entrega de título honoris causa dentro dessa “agenda” será transformar, nesse momento, a Universidade pública, paga com o dinheiro de todos os contribuintes, em palanque eleitoral para um condenado pela Justiça, que é acusado de participar de esquema de corrupção e ter liderado uma quadrilha que institucionalizou um esquema nefasto no país. Queiram ou não, isto acabará ocorrendo. Ainda que - inicialmente - o título tenha sido concedido dentro de outro contexto.

Caberia, no mínimo, o bom-senso. Afinal, é difícil de acreditar que - por cinco anos - o ex-presidente que recebeu diversas homenagens iguais não tenha encontrado “brecha” em sua agenda para vir a Alagoas participar de uma solenidade na Uneal e, agora diante da necessidade de percorrer o Nordeste e participar de evento, a “brecha” surja. 

E ao falar disso não é falar apenas de Lula, mas de qualquer político que esteja sendo acusado de participação em esquemas criminosos - ainda mais se já condenado - e, ao mesmo tempo, visando uma corrida eleitoral. Eu já seria contra se fosse um político com perspectivas eleitorais e buscasse utilizar uma universidade pública como palanque. E aí, pouco me importa se o político é de esquerda, direita, centro etc. Não seria a mesma crítica - apesar de achar errado também - se se tratasse de uma instituição privada. Mas, ainda assim olharia de forma crítica. 

Muitos dirão - como já ocorreu quando eu critiquei nas redes sociais - que “se não fosse um político do PT” eu deixaria passar. Bobagem! E provo que é bobagem tal argumentação. 

Em 2016,  a Câmara Municipal de Maceió organizou uma entrega de título de cidadão honorário de Maceió ao senador Aécio Neves (PSDB). Na época, sequer os escândalos envolvendo Aécio Neves tinham surgido nos noticiários com a força de hoje, mas ele já era citado na Operação Lava Jato. 

Naquele momento, eu me posicionei indagando em que mundo os senhores vereadores da capital alagoana estavam para homenagear, com uma honraria tão significativa, um político que seria investigado por envolvimento no maior escândalo de corrupção o país. Seria prudente aguardar. Colocar o título na gaveta. 

Além disso, questionei o que Neves fez pela capital alagoana para receber tal honraria. Dizia que não é justo ver nenhum desses senhores homenageados dessa forma enquanto não fosse passado a limpo tudo o que vemos todos os dias em noticiários, sendo denunciado pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal. E olhe que - naquele caso - se tratava de uma casa eminentemente política. Mas, como entregar um título de cidadão honorário - a meu ver a mais nobre honraria de uma cidade - a um acusado de receber propina. Não é prejulgamento, mas cautela. Pois, acaba se fazendo um palanque também. Por ter falado em redes sociais, até usei de alguns palavrões diante da revolta, no caso do tucano. 

Então, meus caros, não se trata de político A ou B, mas sim das circunstâncias que envolvem políticos A e B. 

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Livres discute temática liberais em evento em Alagoas

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O Livres - corrente que busca a renovação do PSL - promove um evento, a meu ver, bastante interessante em Alagoas, no dia de hoje, 24. A ideia é promover ideias liberais por meio de três paneis. 

Um deles se dará com a historiadora e consultora em Educação, Karla Falcão. Ela discutirá a situação de analfabetismo no Nordeste, bem como a possibilidade do uso do voucher para melhoria dos indicadores. Parte dessa discussão é levantada por Milton Friedman, na obra Livre Para Escolher. 

O professor de Direito Adrualdo Catão também é um dos que palestrarão. Doutor em Teoria do Direito, Catão falará sobre regularização fundiária. Por fim, o presidente do CDL/Aracajú, o advogado Milton Andrade, debate “o empreendedorismo resolvendo o problema do desemprego”. 

O evento será às 19h30, no Edifício The Square, na antiga Avenida Amélia Rosa. 

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