Blog do Vilar
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Blogueiro do Cada Minuto

Postado em 22/07/2011 às 07:22 0

Quinto senador mais caro, Collor chama atenção do JB por gasto com segurança


Por Redação

Beto Macário

Fernando Collor

O senador Fernando Collor de Mello (PTB) – apontado recentemente pelo site Congresso em Foco como o quinto senador “mais caro” do país – chamou a atenção do Jornal do Brasil por conta de seu gasto, envolvendo verbas indenizatórias, com segurança. Collor – ainda segundo o levantamento do Congresso em Foco – gastou mais de R$ 97 mil em verbas indenizatórias.

O recurso é gasto com aluguéis, locomoção, materiais de trabalho, divulgação, consultoria e passagens. Porém, segundo a reportagem, o senador teria usado destes R$ 97 mil, R$ 15.372,62 com segurança pessoal. Ou seja: para se proteger.

A equipe de reportagem tentou ouvir a assessoria de Collor e teria recebido a seguinte resposta: “cada um gasta com o que precisa”. Sem detalhes para os custos da segurança pessoal do senador, que foi ex-presidente da República e que – recentemente – tentou retornar ao Governo do Estado de Alagoas.

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Postado em 21/07/2011 às 05:44 0

Apesar das movimentações políticas, Carimbão acredita em aliança ampla


Por Redação

Gilca Cinara

Deputado Givaldo Carimbão

O deputado federal Givaldo Carimbão (PSB) analisou as movimentações dos possíveis adversários na disputa pela prefeitura municipal, em 2012. Os últimos dias foram de encontros e reuniões entre “prefeitáveis”, além de declarações importantes entre aqueles que buscam uma chance no pleito.

Houve encontro recente entre o deputado Maurício Quintella (PR) e o presidente da Câmara Municipal de Maceió, Galba Novaes (PRB); entre o senador Renan Calheiros (PMDB) e os nomes do PTdoB; declarações do deputado federal Rui Palmeira (PSDB), enfim...Carimbão diz que independente do que acontece nos bastidores, segue com sua candidatura firme, com a tentativa de construir a aliança mais ampla possível.

Em outras palavras, Carimbão quer ser o candidato do consenso que alie de um mesmo lado Renan Calheiros, o senador Fernando Collor de Mello (PTB), o prefeito Cícero Almeida (PP) e o governador de Alagoas, Teotonio Vilela (PSDB), além de uma série de partidos. No atual cenário, praticamente impossível, para aquele que já disse ter “certeza de que será o prefeito de Maceió, em 2012”, ao usar o dom da profecia...

Quanto às movimentações dos futuros adversários: “legítimo e democrático”, destaca o parlamentar.

Mas, Carimbão diz: “eu continuo trabalhando junto a bases e à cúpula para conseguir a aliança maior possível em torno do meu nome”. Com o passar do tempo, o discurso foi ficando mais cauteloso. “Estive viajando como relator do projeto nacional de políticas de combate às drogas, mas tenho estado informado das conversas que estão em andamento e acho legítimo e democrático que elas aconteçam. Todos estes partidos possuem bons nomes e cabe trabalhar agora para conseguir alianças”.

Para o deputado federal, o PSDB tem candidatos fortes como Rui Palmeira e o secretário de estado de Infratestrutura, Marco Fireman. “É natural que eles sejam postos. Mas, tenho conversado com o governador. É importante que os partidos tenham seus nomes, assim como há uma unidade dentro do PSB, que é a de se ter um candidato à Prefeitura Municipal e este sou eu”.

No dia de ontem, 20, Carimbão esteve reunido com o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), para também discutir possível apoio. Ele diz que a “conversa foi boa”, mas não entra em detalhes. Almeida caminha no grupo de Renan Calheiros. O chefe do Executivo municipal diz ter gratidão pelo senador que ficou ao seu lado e externou apoio em época de crise. “Dialogamos durante 30 minutos”, complementa Carimbão.

“Também conversei com Renan Calheiros. Pelo que percebi, o PMDB pode ter candidato próprio ou vir a apoiar alguém. O quadro não está definido. Aparecerão vários nomes. Evidente que eles começam a aparecer, mas com o processo em andamento vai se afunilando em função dos entendimentos e temos que construir a possibilidade de alianças. É conversar com os partidos e fazer parte destas composições. Conversei até com o vice-governador José Thomaz Nonô (Democratas), que tem o Jefferson Morais como possível candidato. Conversei com Maurício Quintella (PR), que também tem predisposição”, destacou o parlamentar do PSB.

E assim, Carimbão tenta se ‘manter na fita’, como dizem por aí...

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Postado em 20/07/2011 às 16:08 0

Prefeito exonera assessor especial de Luna por uso irregular de viatura


Por Redação

CadaMinuto - Arquivo

Prefeito Cícero Almeida

O prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), resolveu demitir um assessor especial do superintendente municipal de Transporte e Trânsito, José Pinto de Luna. O assessor –José Carlos Eleutério – era indicação direta do próprio Pinto de Luna. Homem de confiança e conhecia bem o cotidiano da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), com função estratégia dentro da gestão atual.

Nos bastidores se falou de rusgas entre o superintendente Jose Pinto de Luna e o prefeito Cícero Almeida por conta da exoneração. Falei com Luna pelo telefone. Ele confirmou – em conversa com este blogueiro – que a exoneração de seu assessor especial – de fato! – ocorreu, mas que não há motivos políticos nisto.

Segundo Luna, o prefeito ligou e discutiu o fato com o próprio superintendente. Ele teria sido exonerado em função de usar um veículo alugado da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito para ir a sua residência na cidade de Coqueiro Seco.

“O meu assessor de fato tinha uma casa lá e usou o carro, mas não foi em expediente de trabalho, nem era uma prática rotineira. Eu tentei ponderar com o prefeito, mas ele disse que o funcionário teria sido filmado. Eu não estou aqui para acobertar ninguém”, colocou.

Luna salientou que o assessor especial sempre cumpriu sua função com maestria na SMTT e nunca usou o carro em benefício próprio durante o expediente, mas que ocorreu de ele ir a casa com o veículo. “Ouvi os argumentos do prefeito e disse que ele ficasse à vontade. Não há nenhuma rusga quanto a este fato; não fui pego de surpresa e de certa forma houve sim o uso irregular da viatura”.

Nos bastidores, comenta-se que há uma atenção especial do prefeito em relação à SMTT desde que Pinto de Luna concedeu sua primeira coletiva à imprensa, falando sobre irregularidades no órgão, envolvendo os contratos de manutenção de semáforo e lombadas eletrônicas.

Uma fonte destaca que há uma preocupação com cada fala de Luna. O superintendente nega e diz que se sente bem à vontade no cargo e que se não houvesse razões para exoneração do assessor especial, ele mesmo não aceitaria.

 

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Postado em 20/07/2011 às 13:28 0

CEI dos Combustíveis consegue agendar data para ouvir distribuidoras


Por Redação

De acordo com o presidente da Comissão Especial de Investigação dos Combustíveis da Câmara Municipal de Maceió, o vereador Théo Fortes (PTdoB), os edis conseguiram agendar uma data para ouvir as distribuidoras de combustíveis. Os depoimentos acontecem no dia 22 de agosto, em parceria – conforme Fortes – com o Ministério Público Estadual.

Tratei do tema e da dificuldade da Comissão – segundo fontes - em post publicado na manhã de hoje.

Das distribuidoras, apenas uma foi ouvida pela CEI. As outras não compareceram à fase de oitiva que tem por característica não ser um convite, mas sim uma convocação (leia-se intimação!). Théo Fortes salienta que após ouvir representantes das distribuidoras, será ouvida a Agência Nacional de Petróleo (ANP) encerrando a fase dos depoimentos.

“Então, encerrada esta etapa poderemos começar a trabalhar no relatório e fazer o juízo de valor”, colocou o presidente. A expectativa é que este seja encaminhado ao Ministério Público no final de setembro, ou início de outubro. Se trará resultado ou não, é esperar o que o juízo de valor dos vereadores apontará...
 

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Postado em 20/07/2011 às 06:35 0

Vereadores nômades: uma emenda indigesta para alguns edis


Por Redação

Arquivo CadaMinuto

A emenda – já aprovada pela Câmara Municipal de Maceió – que criou os “vereadores nômades” é assunto indigesto para a maioria dos edis da capital alagoana. Este blogueiro conversou com seis vereadores sobre o assunto. Estes acreditam – em off – que foi uma “bola fora”; que em situação normal não seria aprovada, mas era necessário para se atender a vontade de Carlos Ronalsa (PP). Ele precisava mudar de lar para acalentar o sonho de ser prefeito de Piaçabuçu.

Ronalsa contou com o apoio – segundo uma fonte – do vereador Berg Holanda (PR), na apresentação do projeto, que correu célere na Casa de Mário Guimarães para não levantar muita polêmica, muita discussão. Afinal, os edis já lidavam com o desgaste em função da emenda que altera o número de vereadores de 21 para 31. Assim, quase que em surdina, criaram o “vereador nômade”.

E se criou também um novo modelo de votação na Câmara Municipal de Maceió: “sou contra, mas voto a favor”. Tal postura, faz com que muitos edis até evitem falar no assunto; aguardam – ansiosamente – os próximos capítulos da novela, que pode se dar no Ministério Público Estadual, em função da ação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

O incomodo com o projeto, por parte de alguns edis, não impediu a Casa de ser política, em função de interesses que não estão no campo da representatividade.

O encaminhamento da emenda dentro da Casa até a sua aprovação teve transparência legalista, é bem verdade! Mas, não houve a publicidade necessária. O que se questiona da nova emenda do Poder Legislativo de Maceió é a inconstitucionalidade. É o que o MCCE busca. Em futuros projetos, que a Câmara tenha mais cuidado ao fazer uso do voto “sou contra, mas voto favorável”.
 

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Postado em 20/07/2011 às 06:21 0

CEI dos Combustíveis: luta para ouvir as distribuidoras


Por Redação

A Comissão Especial de Investigação dos Combustíveis da Câmara Municipal de Maceió – presidida pelo vereador Théo Fortes (PTdoB) – terá uma pedra no caminho, conforme fontes. Os edis sentem a necessidade – para a conclusão do relatório – de ouvir os distribuidores de combustíveis em Alagoas.

Já tentaram, mas só teriam conseguido sucesso com um dos representantes. Os demais parecem ignorar o trabalho que é feito pela Comissão; talvez por desconfiar que – assim como algumas comissões – fica tudo por isso mesmo.

Porém, Fortes acredita num relatório substancioso que possa ser entregue ao Ministério Público, pautando outras ações, inclusive a que já está em andamento no Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), que tem por base um documento preliminar produzido logo nos primeiros dias de CEI.

Os vereadores integrantes da CEI acreditam que foi por influência da Comissão que houve a redução de valores nos postos de combustíveis logo no início. Como ouvir as distribuidoras passou a ser primordial, os edis estudam formas de fazer isto – caso necessário – de maneira coercitiva, buscando ajuda do Ministério Público caso necessário.

Assembleia

Saindo do Legislativo municipal e indo para o Legislativo estadual, a Assembleia do Estado de Alagoas – que continua custando muito ao bolso do contribuinte, mesmo com os deputados estaduais em férias – resolveu dar uma “repaginada” no visual externo. Por ordem da Mesa Diretora, estão sendo trocadas as grades do pátio externo da Casa de Tavares Bastos.

Uma reforminha de pequeno monte, mas será que os gastos são de pequeno monte também?

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Postado em 19/07/2011 às 22:16 0

Silvio Camelo quer aumentar para 25 número de vereadores em Maceió


Por Redação

Maciel Rufino

Silvio Camelo

A Câmara Municipal de Maceió tem um grande desafio no segundo semestre. Como bem recorda o leitor, será apreciado a emenda a Lei Orgânica que define o número de edis para o ano de 2013 na Casa de Mário Guimarães.

O projeto - que será votado em pleno clima de eleição; afinal, trata-se da sobrevivência política de muitos – entrará em pauta no segundo semestre. Os vereadores – caso queiram validade já para o próximo pleito – devem aprovar a emenda até setembro.

Já existe uma emenda – de autor ainda desconhecido – em andamento. Nesta, se prevê o aumento para 31 vereadores. A novidade no assunto – entretanto – vem do líder do prefeito na Câmara Municipal, Sílvio Camelo (PV), que – segundo ele – pretende apresentar uma emenda que aumenta de 21 para 25 vereadores.

De acordo com Camelo, seria o meio termo ideal. Ela acredita – inclusive – que sua proposta leve os edis a uma reflexão e faça com que estes a aprovem.

Camelo – que conversou com o blogueiro, durante um evento – disse que sua proposta é mais uma ser analisada pela Casa e com grandes chances de aprovação. A opinião pública tem se mostrado contrária ao aumento de edis em todo o país, acredito que o vereador busca uma conciliação entre o desejo dos vereadores e o pensamento popular.

Na Câmara Municipal de Maceió, há vereadores divididos em três blocos: contra o aumento, a favor do projeto que amplia para 31 e os indecisos. Com a emenda de Camelo, mais um bloco deve surgir.

O vereador busca o consenso, ampliando – segundo ele – a representatividade popular, mas ainda pensando na opinião pública. O fato é que a maioria fala que o aumento de vereadores não significa o acréscimo de duodécimo, o que apenas a vereadora Heloísa Helena (PSOL) parece discordar, ressaltando que – conforme ela – há sim reajuste nas despesas para mais. A discussão está aberta, e agora com três propostas: fica tudo como está, aumenta para o limite máximo que é de 31, ou se aceita o “meio termo” de Sílvio Camelo.

Os vereadores ainda podem acatar a proposta de Heloísa Helena de realizar audiência pública; ou a de Tereza Nelma (PSB) de uma pesquisa com a sociedade. Muitos edis já desconfiam do resultado destas propostas...
 

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Postado em 19/07/2011 às 05:45 0

Das festas no interior e do dinheiro público


Por Redação

O jornalista Ricardo Mota traz – em seu blog – uma informação que chama a atenção aos mais zelosos com os recursos públicos. O Festival da Juventude, em Santana do Ipanema, custou aproximadamente R$ 253 mil sem licitação, publica o jornalista. Nada contra o festival, ou contra os festivais, que alguns até possuem o viés tradicional e já fazem parte da história de um município, ou até mesmo de um povo.

O Festival da Juventude já foi alvo de polêmica por conta do “cavalo de pau” que vitimou um jovem recentemente e agora, novamente em cena por conta dos custos sem licitação. Um fato não tem nada a ver com o outro, mas trazem discussões legítimas de acontecerem.

Mas, não é exclusividade da festa em evidência. O que se vê pelo interior do Estado de Alagoas são gastos sem licitação com promoções de eventos, na maioria das vezes justificados com a contratação de atrações e empresas de produção, por vezes até mesmo bandas locais que não cobrariam o mesmo preço, caso o pagante fosse a iniciativa privada.

O possível superfaturamento em contratações de atrações para eventos no interior já foi alvo de matéria nacional, levando em consideração uma prática que ocorre nos municípios de todo o país. Nunca é demais avisar que onde ocorre superfaturamento, há alguém que se beneficia. Não estamos dizendo com isto que os R$ 253 mil da Festa da Juventude esteja no bolo. Só uma investigação é quem pode provar. Mas tal cifra sem processo licitatório exige explicação detalhada e prestação de contas.

Volto a repetir: não é nada contra eventos, muito pelo contrário. Pois, se estes fossem produzidos de forma mais profissional, com busca de atração de recursos com a iniciativa privada, teriam maior publicidade, talvez até maior capitação de público, maior retorno para a cidade e menos larápios a espreita.

No caso do Festival da Juventude – que durou três dias – a empresa é a IS da Silva Produções. Pelo interior são tantas outras. Quantos contratos não foram celebrados no período junino sem licitações, por exemplo. Volto a frisar: nada contra as festas, que devem existir sim, mas com a noção das realidades locais, afinal são os próprios prefeitos que falam em pendenga, quando o assunto é Fundo de Participação Municipal (FPM) e recolhimento de imposto. As duas fontes de onde saem os pagamentos.

Que existam as festividades típicas de cada cidade. É justo! Mas que se licite empresa de eventos, que se tenha atrações com preços de acordo com a realidade! O Ministério Público Estadual poderia investigar os gastos com festas pelos municípios. Encontraria algumas botijas no final do arco-íris, provavelmente. Em alguns lugares talvez achasse o pão superfaturado e o circo superfaturado. Entendo – evidentemente – o quanto alguns eventos movimentam a economia local, são incentivadores do turismo na região, geram empregos (ainda que extremamente temporários), enfim...mas, não se pode aceitar que com base nestes argumentos se tenha o descuido com o dinheiro público.

A reflexão que serve para este gasto sem licitação em Santana do Ipanema serve também para outras regiões e outros contratos do tipo, pois não é um fato pontual. Que possamos ter os eventos, mas de forma correta; com lisura. Se possível, com mais apoio da iniciativa privada, do que do poder público.

 

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Postado em 19/07/2011 às 05:01 0

Com interesses em Maceió e Arapiraca, PMDB e PTdoB dialogam sobre eleições


Por Redação

Fotos Internet e Alagoas24horas

PMDB e PTdoB: O início de um casamento estranho em função dos interesses diversos. Porém, como em política tudo é possível, o senador peemedebista Renan Calheiros esteve reunido com o presidente do PTdoB, Marcos Toledo, com o vereador Théo Fortes e a deputada federal Rosinha da Adefal, no último dia 18.

O assunto na mesa: eleições 2012. Renan Calheiros tem compromisso firmado nas principais cidades alagoanas, incluindo Maceió e Arapiraca. Na capital, o peemedebista – por enquanto – fecha com o grupo do PDT, PT, PCdoB e outros, com a grande possibilidade de Ronaldo Lessa (PDT) ser candidato a prefeito. O PTdoB vê em Rosinha da Adefal um nome a ser trabalhado. Se não encabeçar a majoritária, que possa ser vice pelo menos.

O encontro – ocorrido em um hotel da capital alagoana – tenta aglutinar interesses. Mas, outro caso de divergência é Arapiraca, onde o PMDB está no grupo de Luciano Barbosa e o PTdoB tem candidato próprio – já anunciado por Marcos Toledo – que é o radialista e ex-deputado federal Alves Correia. Porém, quem sabe não esteja aí uma fusão em andamento, uma vez que evitar disputas no “tapetão” sempre foi especialidade peemedebista.

Sobre Arapiraca, nenhuma declaração. Sobre Maceió, a deputada federal Rosinha da Adefal relembrou a parceria ocorrida em 2010, quando – de última hora – ela resolveu concorrer a uma cadeira da Câmara Federal dentro da proporcional que envolvia PMDB, PR, PDT, PT e outros. Uma estratégia – de Marco Toledo – que levou Rosinha para Brasília. Há deputado federal eleito que lembra bem do jogo.

Rosinha da Adefal fala em “reafirmar o compromisso do nosso partido com o PMDB em Maceió no próximo ano”. Sobre as linhas ideológicas do PTdoB eu já falei aqui neste espaço. Interesses de seus filiados são os mais variados e para os mais diversos lados. Renan Calheiros diz que enxerga – entretanto – algo mais que uma aliança eleitoral, mas a “preocupação de unir forças para superar gargalos que emperram o crescimento econômico e social do nosso Estado”. Bem, o tempo dessas figuras na política é quase o mesmo tempo de existência de alguns gargalos. Há político em Alagoas que até ajudou a construir...os gargalos!

De prático, um acordo – sem papel assinado – que tenta trazer mais um partido para o imenso chapão em andamento para disputa da Prefeitura Municipal de Maceió, em 2012, que sequer pode ter o PMDB como cabeça. Aliás, levando-se em consideração a atual conjuntura é até provável que não tenha. Entretanto, como em política quem menos anda, voa...a sucessão de fatos pode trazer coisa nova por aí.
 

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Postado em 18/07/2011 às 06:03 0

Disputa pela presidência da OAB/AL esquenta bastidores da entidade


Por Redação

Assessoria

Sede da OAB

A disputa pela presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, já movimenta os bastidores da entidade, com pelo menos cinco fortes candidatos que almejam o cargo que hoje é ocupado por Omar Coelho de Mello.

O presidente tenta – conforme informações de bastidores – de forma habilidosa costurar um grupo sólido com os nomes da situação. Todos os presidenciáveis concordam que uma candidatura depende de uma construção em grupos com apoios, mas por enquanto, muitos acalentam o sonho de encabeçar estas alianças; inclusive com o apoio da atual presidência da Ordem dos Advogados.

A disputa se dá pela presidência, mas também pela cadeira de conselheiro federal, o que foi determinante para alguns apoios na eleição passada. Segundo apurou este blog, os nomes em evidência são de Marcelo Brabo, Welton Roberto, do atual secretário de Educação, Adriano Soares, Paulo Brêda, Rachel Cabús, Fernando Maciel, Everaldo Patriota, dentre outros. Destes, quem não consolidar candidatura, será importante para os apoios.

Para se ter ideia de como a disputa é constante, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, organizou uma lista de palestrantes – envolvendo presidenciáveis – para um evento em Arapiraca. Um advogado que não estava na relação ficou bastante insatisfeito por ter sido esquecido e anda prometendo ignorar o evento.

Foi indagado a ele se queria que reservassem hotel, para que este acompanhasse as atividades. Respondeu com um sonoro “não”.
 

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Postado em 17/07/2011 às 19:20 0

Conversa de 'Tuiteiro': o vereador nômade e as eleições


Por Redação

Como a imprensa já noticiou de forma ampla, a Casa de Mário Guimarães – ou Câmara Municipal de Maceió – resolveu ser vanguardista em uma alteração promovida na Lei Orgânica, que já está valendo; e pretende beneficiar nomes do interior do Estado de Alagoas, como o do peemedebista Cícero Cavalcante.

Pela mudança, não importa a residência do candidato (domicílio eleitoral), ele poderá – facilmente – concorrer a uma das vagas da Câmara Municipal de Maceió. Se os vereadores resolverem passar para 31, aí é que aumenta o “vestibular” de fato! Porém, ao contrário do vestibular sem aspas, neste não tem validade o conhecimento, mas a busca do voto, o que muitas vezes é feito de forma regada ao poder econômico.

Com a nova alteração, a perspectiva é que este poder econômico entre em cena mesmo; pois muitos virão disputar eleições onde não possuem reduto. Por que um possível interesse pela casa legislativa da capital alagoana? Ela é um excelente trampolim para a Câmara Federal, Assembleia Legislativa e o Executivo, como bem demonstra Carlos Ronalsa (PP), que está querendo ser prefeito de Piaçabuçu e também se beneficia com a alteração da Lei Orgânica.

Neste Conversa de Tuiteiro, o Blog do Vilar perguntou o que os internautas acham da novidade dos edis maceioenses. O @_helderlopes é claro em sua posição: “inconstitucional”. Se há – por um lado - a questão legal, que inclusive deve ser analisada pelo Ministério Público Eleitoral, com base em um pedido do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral; há também a questão moral, já que em tese o vereador tem que estar próximo da comunidade, pertencer a ela para reconhecer seus problemas e dificuldades, sendo voz representativa. Mas, isto em tese – repetimos, já que até a questão ética e moral muitas vezes são apenas uma tese nos parlamentos por aí.

O @Sandro_Melo_36 destaca: “sou contrário a uma pessoa que não resida aqui em Maceió, possa ser vereador”. Se você pensa que ele se limita; ao contrário: usa o restante de seus 140 caracteres para uma afirmação que reflete o pensamento de uma boa parte da população: “os que moram aqui não resolvem”. Eis a visão que nivela todo político por baixo. Culpa de quem assim enxerga? Não. É culpa de quem faz de tudo para ser visto desta forma: os próprios políticos com suas decisões inimagináveis.

É inclusive isto que se faz presente na indagação de @ronaldfar: “não sei o que é pior! A cara de pau do candidato em pleitear uma vaga na Câmara Municipal onde não reside, ou da população votar nele”. Levando em consideração fatores como o poderio econômico político, o assistencialismo, o clientelismo e a própria compra de votos em si, já se vê que o que não falta é cara de pau em dia de eleição. Pode faltar é “óleo de Peroba”, como se diz no dito popular.

O @LeandroBarrosAL manda também sua opinião: “não deveria poder, mas em Alagoas os políticos podem tudo e o povo sempre apoia e vota nos bandidos de sempre”. Reflete uma descrença que já cometei em outros textos, incomoda-me – do ponto de vista do cidadão – mas reconheço, como já reconheci neste próprio Conversa de Tuiteiro, que é o pensamento de boa parte da população em função das esdrúxulas e estapafúrdias decisões do cotidiano do Legislativo, que deixa um vácuo, quando não cumpre sua função.

Eis, que @Iran69silva coloca: “se os residentes não cumprem suas funções políticas, imagine os que caem de paraquedas em domicílio eleitoral”. Ele é complementado de forma irônica por @LuaBeserra: “em breve teremos Arnold Schwazenegger como governador ou ministro, talvez prefeito, ou vereador...”. Ela deixa reticências, mas eu ouso completar: “vereador de Maceió”. No sentido denotativo, a emenda não chega a tanto, mas do ponto de vista conotativo, a ironia é cabível como crítica.

@LuaBeserra ainda ressalta: “pouca vergonha, descaso com a população, canalhice dos demais políticos, rotina no Brasil. E a Justiça, cadê?”. A pergunta dela também foi feita pelo MCCE ao Ministério Público. Aguardemos resposta! A leitora @CanAlmeida frisa que o “candidato que não mora em Maceió não sabe os problemas dos munícipes, não tem contato com estes e dificulta ser cobrado”. É o ponto central que levo em consideração nas críticas que já fiz a tal emenda aqui neste blog.

E é por esta razão que acho salutar a opinião de @gimigliati: “não há lógica! Só quem convive na realidade local é que melhor tem a oferecer e produzir resultado mais eficaz com suas ideias”. Valeu pelo papo, meus caros tuiteiros! O texto é publicado quase sempre no sábado, mas em virtude de algumas matérias, hoje saiu no domingo. Mas, nossas conversas seguem ocorrendo toda sexta-feira. Até a próxima.

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Postado em 16/07/2011 às 18:37 0

17 de julho: uma releitura com Paulão e Omar Coelho


Por Redação

Ale - Reprodução

Alguns personagens do 17 de julho de 1997 – tido como uma das últimas insurreições do século XX, por alguns historiadores – devem ainda fazer as mais diversas reflexões sobre aquele período; e as leituras possíveis para a sucessão de fatos que levou o ex-governador Divaldo Suruagy à renúncia.

O Estado de Alagoas – muitos ainda devem sentir o peso disto em suas memórias – vivia um momento dificílimo. O funcionalismo com nove folhas salariais atrasadas, a inadimplência no comércio, a economia em frangalhos, e o governador – eleito com mais de 80% - perdia o controle político e deixava o Palácio Floriano Peixoto (que fez jus, naquele momento, ao seu apelido: Palácio dos Martírios) acéfalo, em função de ouvir e crer demais em assessores, o que incluía o então secretário da Fazenda, senhor Pereira.

Resultado: uma revolta de caráter popular que derrubou Suruagy, um dos políticos que já foi mito dentro de Alagoas. Para alguns, fez-se a vontade popular; para outros, um ato que levou o povo às ruas pelo estômago, já que não havia salário e nem o que comer. Assim, a conjuntura teria possibilitado a queda de Suruagy, mas ao mesmo tempo permitido um acordo entre as elites, que fez com que Manoel Gomes de Barros – o vice – continuasse no poder, como se nascesse ali outro governo eleito pelo povo.

Este blogueiro, relembrando o 17 de julho conversou com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coelho. Mas não por ser o presidente da Ordem, cargo que ocupa atualmente. O interesse de ouvir Coelho se dá pelo fato dele ter estado à frente – na época de Suruagy – da Associação dos Procuradores do Estado, que apresentou inclusive um pedido de impeachment em 1996, mas o ex-governador contava com 26 dos 27 deputados estaduais. Sua única opositora: Heloísa Helena, na época ainda carregando a bandeira petista.

O procurador

Omar Coelho ainda saiu da oposição ao governo Suruagy, que descreve como “sem comando”, para a função de procurador Geral de Manoel Gomes de Barros. Para Coelho, Mano – apesar do conservadorismo e das controvérsias que cercam a figura histórica do ex-governador – foi um “intervalo de seriedade em uma década perdida”. Será? Bem, o 17 de julho é sempre uma história que merece ser recontada. Quanto mais o tempo passa, mais a diminuição das paixões sobre o fato, que levou o povo à praça para derrubar o governador, é analisado de forma mais interessante e reveladora.

Segundo Omar Coelho, a queda de Suruagy é um fato lamentável para a recente história política alagoana. “Havíamos tido uma década de 80 perdida, com os governos que passaram. Depois, uma década de 90 com estes acontecimentos. O governo Mano foi um governo de seriedade, mas durou muito pouco”, ressalta.

“Naquela época, lembro que o governador Divaldo Suruagy acreditava demais em seus assessores. Eu mesmo fui levar denúncias ao governador, mas ele chamava os assessores, que o convencia de que estava tudo bem. Antes disto, cheguei a levar 23 medidas moralizadoras que nós – da Associação – acreditávamos que precisavam serem implantadas, mas não foram adotadas”, destacou Coelho.

Quem lembra, sabe que as medidas foram impopulares e visava inclusive à demissão de funcionários e o reenquadramento de servidores. Coelho se disse inclusive ameaçado por conta de tais acontecimentos. “Tive que me resguardar. Isto fez com que existissem ameaças contra mim, entre 1995 e 1996. As propostas, entretanto, ficaram de lado”, coloca Coelho, ao fazer a análise de sua versão para os fatos.

Ao lembrar o 17 de julho, o presidente Omar Coêlho destaca que a data representa o poder da “sociedade civil organizada”. “Ela percebe que pode derrubar governos, com o apoio inclusive de policiais, como aconteceu. Porém, para isto, há uma necessidade de que o governo esteja – como estava – com completa ausência de comando, que foi o que aconteceu na época. Toda vez que eu levava uma denúncia para o governador, via que o Estado estava sem um comando firme. O governador Divaldo Suruagy não se impunha”, finaliza.

O esquerdista

O fato é que a história tem ainda vários personagens – muitos dos quais ainda caminham pelo poder e participaram do acordo que permitiu a saída de Suruagy e a continuidade de Mano, com o apoio – na época – do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), o que foi essencial para a regularização de débitos, como já colocou o ex-deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), em um período que até a Secretaria da Fazenda passou por uma “intervenção branca” com o coronel Longo.

Também conversei com Paulão sobre a data. Líder sindicalista expressivo – na época – Paulão assumia seu primeiro mandato como vereador. E assim, ele avalia: “as consequências históricas são sempre positivas, quando as forças buscam melhorar o processo humanitário. A data é simbólica, sobretudo na visão da classe trabalhadora, mas está longe de ser a revolta ideológica que muitos colocam. Foi uma briga do estômago. As pessoas estavam sem salários, com fome, houve suicídios. A insatisfação chegou ao auge com a entrada dos militares e policiais na manifestação que foi à praça e pediu a saída do governador”, coloca.

Para Paulão, que acompanhou os fatos como edil da capital alagoana, o resultado foi favorável às elites. “Para que o Suruagy deixasse o cargo, houve um acordo entre as elites, com poder Executivo e Legislativo e envolvendo também o governo federal, na pessoa do Fernando Henrique Cardoso, que teria aceitado o acordo subsidiando as folhas salariais em atraso”.

O deputado estadual ainda tece críticas à Assembleia Legislativa da época – casa a qual, depois, fez parte – os chamando de oportunista. “Todos – com exceção de Heloísa Helena – estavam ao lado de Suruagy. Na hora em que o cerco apertou e que o povo foi à praça, apenas o deputado Temóteo Correia permaneceu apoiando Suruagy até o fim”. A frouxidão dos parlamentares se deu por conta do levante popular, na avaliação de Paulão.

Estão aí dois personagens que conversaram com este blogueiro sobre aquele acontecimento. É a visão deles, existem outras visões, mas – o importante – é que a data nunca passe em branco e seja sempre refletida, para que tenhamos – cada vez com mais clareza – as nuanças e minúcias do processo que nos trouxe até aqui!
 

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