Portal da Transparência da Câmara no ar, mas os dados são PDFs em branco...

Seria interessante saber - agora mais do que nunca! - quanto a Câmara Municipal de Maceió gastou para colocar o seu Portal da Transparência José Alencar no ar. Colocar o site em funcionamento demorou dois anos. O projeto de lei foi aprovado em 2010 e somente ao apagar das luzes da legislatura passada que ele começou a funcionar.

Problemas? Bem, quase sempre o argumento utilizado pelo ex-presidente da Casa de Mário Guimarães, Galba Novaes (PRB), eram os problemas legais (saber o que poderia ser exposto ou não) e os técnicos. Enfim, agora o Portal da Transparência ao menos existe. Mas, nele não se encontra absolutamente nada além dos releases destinados à imprensa.

Balancetes, contratos, licitações, folhas salariais dentre outros dados são apenas links que encaminham o internauta para PDFs em branco. Vamos dizer que são problemas técnicos que impossibilitam a alimentação do site. Pois é, ainda que se afirme isto, o que temos aqui é um gritante caso de incompetência, tendo em vista os inúmeros sites semelhantes que são colocados no ar e que possuem a mesma finalidade; e funcionam em bem menos tempo.

Ora, quanto a Câmara Municipal gastou para colocar o atual site no ar? A resposta poderia estar no próprio Portal da Transparência, mas sabe-se lá por qual motivo não se encontra. Agora, o Portal da Transparência José Alencar é uma responsabilidade do atual presidente Francisco Holanda Filho (PP), que tem falado - em várias entrevistas - da sua preocupação com a transparência e a publicidade das ações da Casa. Que se tenha realmente e que se dê uma solução para o www.camarademaceio.al.gov.br! Será que é tão difícil assim?

Virou a 13ª tarefa de Hércules conseguir dados detalhados do parlamento-mirim por meio de um portal. E sabe o que pode chamar a atenção? Aparecer o argumento de que o portal não funciona, que é necessário fazer tudo de novo, que para isto será feito uma nova licitação, com uma nova empresa, para se chegar a uma solução; e tudo isto em benefício da população. Espera aí! E se este argumento surgir a pergunta é: e o que já foi gasto? Não teve ter custado barato aos cofres públicos o que hoje se encontra no ar, não é mesmo?

E aí, senhores vereadores, quando o cidadão comum terá - de forma simplificada - acesso aos dados da Casa de Mário Guimarães? Vale lembrar aos edis que isto já é possível por meio da Lei de Acesso à Informação. Não é um favor do parlamento-mirim, não é sequer um “plus” da gestão, é uma obrigação do gestor facilitar estes caminhos em tempos atuais.

Quanto às casas legislativas do interior do Estado de Alagoas, que observem bem o que aqui está exposto. Vocês precisam de transparência também. Bem que este poderia ser um tema levantado pela União dos Vereadores do Estado de Alagoas. É justo e benéfico.  

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Câmara de Maceió: sem acordo fechado em relação ao duodécimo

Divulgação 1325330342camara municipal Câmara de Maceió

De acordo com o prefeito Rui Palmeira (PSDB), a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 deve ser encaminhada nos próximos dias para a Câmara Municipal de Maceió, podendo ser votada já nesta semana. 

Um dos pontos indefinidos é o duodécimo da Casa de Mário Guimarães. Em recente declaração ao Blog do Vilar, Rui Palmeira frisou querer o congelamento do valor que é de R$ 50 milhões/ano.

Porém - do ponto de vista legal - os vereadores possuem lastro - dentro da previsão de receita de R$ 1,7bilhões - para pleitearem um reajuste. A questão é: o parlamento-mirim precisa de mais dinheiro? Diante das últimas sobras da gestão ainda do ex-vereador Galba Novaes (PRB) é possível afirmar que não!

Chico Holanda Filho (PP) - o atual presidente - encomendou um estudo detalhado sobre as finanças da Casa de Mário Guimarães. Deve discutir com os pares e embasar a decisão sobre o próximo duodécimo do Legislativo-mirim.

Em entrevista ao CadaMinuto, Chico Holanda Filho foi cauteloso em relação a “herança” deixada por Novaes, o que pode ser usado como argumento para futuras decisões, como por exemplo, os gastos com a instalação do canal de televisão aberto conseguido em parceira com Senado Federal.

O presidente viajará para Brasília com a finalidade de discutir o assunto. Outro projeto que estará em análise - e que pode sofrer alteração, mesmo depois de aprovado por parte dos vereadores que fazem da atual composição da Casa, é em relação a redução de cargos comissionados.

Em um primeiro momento, Chico Holanda Filho disse que era quase improvável modificações, agora - pelo menos conforme entrevista concedida ao CadaMinuto - tudo se encontra em aberto. Isto pode refletir - evidentemente - em gastos. A legalidade do processo que mudou a estrutura dos cargos comissionados também se encontra “em análise”. Interessante, nada disto foi visto antes pelos vereadores que estão também na nova legislatura, o que não é o caso de Holanda Filho evidentemente.

Daí, quando o assunto é o duodécimo fica bem resumido o que foi posto na matéria do CadaMinuto: “os vereadores também discutiram a necessidade de adequar o duodécimo repassado pela Prefeitura. Não ficou acertado se o valor seria congelado. Ou seja, deixando em pouco mais de R$ 50 milhões para os próximos 12 meses”. Aguardemos. Os argumentos da legalidade alguns edis já possuem. Falta o argumento da necessidade. Eles podem arrumar daqui pra lá.

Visitem Portal da Transparência funcionasse, o cidadão comum pode acompanhar melhor as necessidade do “Olimpo-mirim”, e ter uma noção por si mesmo de seus representantes e o que eles recebem...www.camarademaceio.al.gov.br

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O PV entra na bancada governista de vez e Eduardo Canuto é o líder de Palmeira

Com a indicação de Eduardo Canuto (PV) para ser o líder do governo na Câmara Municipal de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) sentencia de vez a presença do PV na bancada governista. Sílvio Camelo (PV) já fazia parte da Mesa Diretora da Casa de Mário Guimarães com o aval e apoio do tucano chefe do Executivo. Assim, o PV se especializa em ser governo na capital alagoana.

Vale lembrar que o antigo líder do prefeito Cícero Almeida (PSD) era Sílvio Camelo, que agora está - junto com Eduardo Canuto - em um projeto que nasce antagônico ao antigo rumo que era dado à Prefeitura Municipal de Maceió. Mais uma reflexão: com a indicação de Canuto, é um nome do PV que vai defender - em primeira linha - o projeto político tucano ao qual se opôs (enquanto partido e não necessariamente o político Eduardo Canuto) nas eleições municipais. Basta olhar o recente passado e a ligação PV-PDT.

Eis a prova viva de que no pleito municipal, a junção dos partidos só obedece a uma única lógica: a matemática eleitoreira. Depois, quando a eleição se encerra é um outro momento: o das composições. Claro, vão falar em governabilidade. Afinal, a palavra fisiologismo diante da ausência de conteúdo programático das siglas no mundo pós-moderno da política soa mal para a opinião pública.

Esta é uma crítica aos partidos que são vazios, ocos e permitem acordos inesperados. Ora, o PSDB e o PP tinham nomes para a liderança, mas há a necessidade de “ampliar a bancada”, “costurar a sonhada governabilidade”, dentre outros chavões da política que legitimam a seguinte situação: o PV com os mais variados posicionamentos pelo mapa do Brasil. O problema - evidentemente - afeta outras legendas também. Não é o primeiro, nem o último caso.

Volto a repetir: a visão crítica é em relação ao todo. Quanto a Eduardo Canuto, tem agora uma função que precisa desempenhar com altivez, com responsabilidade e pensando que em primeiro lugar é um representante do povo. Que assim o seja; tem competência para isto.

Que a faça de forma serena, com juízo e senso-crítico para separar o que é bom para a população ou não em futuras votações. Afinal, o que menos se precisa num parlamento-mirim é uma bancada gigantesca ao ponto de passar cheque em branco, seja nesta administração ou em qualquer outra. Já foi assim no passado recente.

No mais, a oposição da Câmara Municipal de Maceió deve ser bem explicada em uma metáfora: um fusca será lugar bastante espaçoso para acomodar os opositores. Vale lembrar: um dos fundamentais papéis da Casa de Mário Guimarães é a fiscalização.

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AMA antecipa eleição para prefeitos irem ao encontro de Dilma

Assessoria 1358182173dsc1052 Reunião na AMA

A eleição da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) ocorrerá antes do previsto. No dia 21, os prefeitos votarão e elegerão o nome do próximo comandante da entidade que tem bastante peso político em Alagoas.

O motivo da data ter sido antecipada? Ora, permitir que os prefeitos de Alagoas - que vivem de pires nas mãos - participem de um encontro nacional que está sendo convocado pela presidente Dilma Rousseff (PT). E eles iriam perder? De forma alguma! E é importante de fato.

A mudança foi autorizada por todos os prefeitos que estiveram na reunião desta segunda-feira, dia 14. Por lá, pode ocorrer algo semelhante ao que se deu na União dos Vereadores de Alagoas (UVEAL) quando os grupos se uniram. Pode ser que fique em uma chapa única com o prefeito de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão na cabeça.

Beltrão tem forte ligação tanto com o senador Renan Calheiros (PMDB) quanto com o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB). O outro prefeito que demonstrou interesse em disputar a cadeira é de Pão de Açúcar, Jorge Dantas. Os candidatos - conforme assessoria de imprensa da AMA - podem registrar chapa em até 48 horas antes da eleição.

Nos bastidores políticos, se fala da possibilidade de outros nomes entrarem na disputa, mas nenhum confirmado. A chapa de consenso é discutida entre os prefeitos que pregam a união pelo fortalecimento da AMA, o que já ocorreu em épocas passadas, como a mais recente com Abraão Moura (Paripueira) e Palmeri Neto (Cajueiro). Aguardemos.

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Presidente tucano rebate deputado federal Paulão

O presidente do PSDB em Alagoas, Claudionor Araújo, foi o escalado para rebater as recentes críticas feitas pelo deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), endereçadas ao governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB).

Vilela sempre chega depois no debate. Nas discussões envolvendo as declarações do senador Fernando Collor de Mello (PTB) – por exemplo – que primeiro se manifestou foi o titular do Gabinete Civil, Álvaro Machado. Coincidência ou não, é assim que vem sendo acontecendo.

Pois bem, em relação a Paulão, o parlamentar teria feito a associação entre Vilela e a Operação Navalha. Claro, foi lembrada a Operação Taturana que indiciou Paulão como suposto participante no esquema de desvio de R$ 300 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas.

Claudionor Araújo citou obras do governo e chamou o deputado federal de “desorientado”. Ainda ironizou: “deve ser a emoção de assumir um cargo de deputado federal”. Para o tucano, o Estado mudou para melhor. “Só não vê quem não quer”. Pelas recentes críticas – em relação à segurança pública, principalmente – é possível concluir o número de cegos apontados por Claudionor Araújo, caso ele esteja certo!

O presidente estadual do PSDB ainda classificou Vilela como “homem limpo e sério”. Claudionor Araújo ainda cobra da oposição que reconheça o trabalho do governador e cita – como exemplo – os 65 quilômetros que estão sendo concluídos do Canal do Sertão, a obra centenária da Terra dos Marechais. Para ele, as críticas são picuinhas. Será?

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Sem LOA aprovada, vereadores terão 1/12 do orçamento passado para as despesas

Enquanto a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 não for aprovada, os vereadores por Maceió terão direito a 1/12 do que foi apreciado no orçamento passado (2012) para as despesas da Câmara Municipal de Maceió. Uma forma de garantir o custeio e os salários.

Uma medida que também atinge todos as pastas do Executivo municipal de Maceió, que iniciam os trabalhos com base nos recursos destinados do ano passado.

O orçamento para este ano tem tudo para ser apreciado ainda nesta semana, já que a Casa de Mário Guimarães se encontra em sessão permanente desde que Francisco Holanda Filho (PP) assumiu a presidência.

Só poderão ter “direito às férias” quando apreciarem a peça orçamentária, que retornou ao Executivo para alterações que foram promovidos pela equipe da pasta do Planejamento da gestão do prefeito Rui Palmeira (PSDB). Estas já foram feitas. No dia 11, a peça orçamentária foi encaminhada para o tucano.

É provável que – na sequência – já siga para a Câmara Municipal de Maceió.

Sem orçamento, as despesas estão sendo regidas pelo Decreto de número 7.479. Em relação ao Executivo, o foco é nas despesas consideradas obrigatórias e de caráter continuado, além de contratos cuja execução esteja em andamento, referente a obras, aquisição de bens e serviços.

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Mesa Diretora da Câmara se reúne hoje com prefeito

Assessoria 1314902833camara de maceia Câmara de Maceió

Os vereadores que formam a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió se reúnem – na tarde desta segunda-feira, dia 14, às 16 horas – com o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB).

De acordo com o presidente Francisco Holanda Filho (PP), o objetivo é um diálogo sobre o trabalho que vai ser desenvolvido no próximo biênio 2013/2014. Chico Filho ainda pretende visitar demais poderes para falar sobre a “filosofia de trabalho” dos edis.

Segundo o pepista, baseada na transparência e aproximação entre o Poder Legislativo e a sociedade. Bem, então que Chico Filho passe a usar o Portal da Transparência José de Alencar que – por enquanto – só existe mesmo em promessas. E olhe que foi aprovado desde 2010.

No encontro de hoje – com o prefeito – deve entrar em pauta também a Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2013, que ainda não foi apreciada pela Câmara Municipal e que sofreu alterações feitas pela equipe de Rui Palmeira. Pastas como Limpeza Urbana (Slum) devem sofrer cortes. Já Assistência Social pode ter incremento de receita.

Os vereadores aguardam a peça orçamentária chegar ao parlamento-mirim para ser votada. Ela se encontra no gabinete de Rui Palmeira (PSDB). Foi encaminhada pelo Planejamento do Executivo municipal no dia 11 de janeiro, para que o prefeito pudesse apreciar as mudanças feitas. Se depender de Palmeira, o duodécimo do Legislativo municipal deve ainda ser congelado.

Na visita marcada para as 16 horas, além de Chico Filho estarão presentes Tereza Nelma (PSDB), Simone Andrade (PTB), Kelmann Vieira (PMDB), Silvio Camelo (PV), Davi Davino (PP), Wilson Júnior (PDT) e Silvânio Barbosa (PSB).

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Vereadora se mostra engajada em projeto de novo partido de Marina

Jonathas Maresia 134868329620120926 123355 Vereadora Heloísa Helena e Marina Silva

A vereadora Heloísa Helena (PSOL) mais do que nunca tem se mostrado engajada no projeto de construção de um novo partido com Marina Silva (ex-PV). O projeto pode resultar em uma frente que consolide a candidatura de Marina Silva à presidência da República em 2014.

E Heloísa Helena? Teria projetos para 2014? Bem, na imprensa alagoana se especula sua candidatura para o Senado Federal ou para a Câmara Federal. Seria isso mesmo? E por um novo partido, ao lado de Marina Silva? Respostas que o futuro trará.

O fato é que as palavras e Heloísa Helena em suas redes sociais mostram o apoio a Marina Silva e a luta pela formação da nova legenda. Por enquanto é só, e já pode ser muito pelas interpretações que podem ser dadas.

A psolista relembra o quanto Marina Silva resistiu – segundo Heloísa Helena – na construção de um novo partido, mas “depois de vários meses em que esteve conversando com os agrupamentos sociais que legitimaram sua candidatura presidencial chegou à conclusão da necessidade de fazê-lo”.

Heloísa Helena ainda é enfática: “com a mesma generosidade democrática que o povo brasileiro nos acolheu – na duríssima batalha de legalização do PSOL – estarei à disposição da nossa querida Marina para a tarefa hercúlea de consolidação da nova estrutura partidária com o perfil programático que identifica sua caminhada em defesa da ética, da participação popular, da sustentabilidade”.

Com o nascimento do novo partido, teremos um mudanças nas estruturas do PSOL? Em Alagoas, no xadrez para 2014, uma possível saída de Heloísa Helena pode abrir espaço para que o psolista Alexandre Fleming – que recentemente deixou a presidência municipal da legenda - consolide uma candidatura ao Senado Federal pelo partido apesar da crise que enfrenta neste momento? Bem, são perguntas que surgem no xadrez político.

Não é segredo a crise do PSOL local. Como não é segredo as divergências nacionais e algumas envolvendo lideranças importantes da legenda. Assim como não é segredo o peso de Heloísa Helena no projeto de Marina Silva.

Ainda sobre o projeto de Marina Silva para o próximo pleito, Heloísa Helena também ressalta: “talvez seja desnecessário, mas devo lembrar que estive entre os que souberam acolher o PSOL, até os que conspiraram duramente contra a sua construção. Portanto, jamais poderia deixar de ajudar a quem sempre agiu conosco de forma leal, respeitosa e generosa como nossa Marina, que sempre foi exemplo de grandeza política”.

Heloísa Helena ainda espera que “sejamos” capazes de ajudar Marina Silva no projeto. O sejamos é referencia ao PSOL, evidentemente. O que pode abrir espaço – claro – para que a formação do partido de Marina Silva nada tem a ver com mudança de sigla de Heloísa Helena. Afinal, a psolista não trata do assunto, apesar de abrir espaço para o questionamento.

Mesmo sendo um projeto para 2014 que Marina Silva pretende construir, é bom lembrar – e a psolista faz isto muito bem – que “o tempo é muito pequeno para tarefa tão complexa e grandiosa. É sempre mais fácil o oportunismo vulgar dos que preferem o parasitismo político das estruturas prontas, mas não será a primeira vez que enfrentaremos os áridos campos de baralhas honradas tentando semear esperanças e corajosamente lutando por novos e melhores caminhos para nosso Brasil”. Finaliza bem ao estilo Heloísa Helena, em sua fala nas redes sociais.

Uma coisa é fato: decisões de Heloísa Helena podem mudar muita coisa no PSOL para 2014.

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Mesmo com chapa única candidatos à UVEAL percorrem o Estado

Mesmo com a inscrição de uma única chapa - o que já garante a vitória do presidente, o vereador Hugo Wanderley (PMDB/Cacimbinhas) e de seu vice, o vereador França Júnior (PSDB) - os edis envolvidos no processo estão percorrendo várias casas legislativas municipais do Estado de Alagoas.

As visitas se iniciaram no começo desta semana e - conforme bastidores - a preocupação é legitimar a vitória do grupo em todos os aspectos, inclusive tendo, se possível, a maioria dos votos dos mais de mil vereadores do Estado de Alagoas. Em outras palavras, o desejo de Hugo Wanderley e de seu grupo é de ter uma “votação expressiva” no dia da eleição, que será em 20 de janeiro.

Não é por acaso que, no mesmo dia, será feita uma confraternização entre os vereadores do Estado, no Clube da Fênix. Uma forma também de reunir os pares e garantir o sufrágio. Nas casas legislativas, Hugo Wanderley e França Júnior falam do fortalecimento da UVEAL nos próximos anos, conseguindo com que a entidade ocupe espaços importantes em conselhos estratégicos do Estado. Em alguns, os vereadores já possuem cadeira.

Sem contar com outras bandeiras de luta, como a oposição à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que acaba com os salários dos edis que estão em cidades com menos de 50 mil habitantes. Os edis já sabem que possuem como aliados dois senadores alagoanos: Renan Calheiros (PMDB) e Benedito de Lira (PP), apesar dos entraves iniciais com este último. Questão do passado que foi resolvida.

Em relação às visitas, os edis já estiveram nas cidades sertanejas como Mata Grande, Santana do Ipanema, Olivença, Palmeira dos Índios, dentre outras. Nesta sexta-feira, dia 11, devem partir para a Zona da Mata. Hugo Wanderley parte -portanto - para uma confortável reeleição.

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Senadores de oposição não conseguem nome contrário ao de Renan Calheiros

Se havia a expectativa de uma oposição ao senador Renan Calheiros (PMDB) dentro do Senado Federal, esta não há mais. Renan Calheiros terá tranquilidade - conforme os bastidores - para ser novamente presidente da Casa. O peemedebista adotou a estratégia do silêncio e das articulações sem alarde para não trazer à mídia os escândalos do qual foi alvo em 2007, nem criar novas repercussões com as denúncias mais recentes de crime ambiental.

A estratégia surtiu efeito. Renan Calheiros conseguiu agregar - ao redor de seu nome - a maioria do Senado Federal. Aliás, a imensa maioria. Deve ser eleito para comandar o Senado Federal nos próximos dois anos por aclamação. O pequeno grupo de parlamentar contrário à eleição do peemedebista já jogou a toalha.

Eram comandados por Cristovam Buarque (PDT), Pedro Taques (PDT), Randolfe Rodrigues (PSOL) e o também peemedebista Jarbas Vasconcelos. Mas, não há correlação de forças com o homem de Murici. Faltando 20 dias para a eleição, a expetativa é de que o quadro não mude. Tanto que Renan Calheiros deve assumir a posição de candidato já na próxima semana.

A maior arma desta guerra interna são as ofertas de cargos. Cristovam Buarque falou no assunto da eleição em entrevista ao Congresso em Foco. Resumiu: “tentamos conseguir um nome viável, mas não conseguimos”. Calheiros demonstra força e pavimenta um caminho que pode resultar em estratégias para 2014, sendo ele mesmo o candidato ao governo do Estado de Alagoas.

Ainda em relação ao Senado Federal, o presidente eleito convoca sessão pele eleger os demais membros da Mesa Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes. O mandato dos novos integrantes termina em 1º de fevereiro de 2015. Buarque criticou a demora em Renan Calheiros assumir que é candidato, quando todos nos bastidores já sabem de suas pretensões e articulações.

“Que coisa esquisita o que estamos vivendo. Porque somos senadores e se somar o votos de todos os senadores são mais de 100 milhões de pessoas, e todos políticos experientes, mas vamos chegar à reunião para votar sem saber em quem. É um constrangimento”, comentou, em entrevista ao Congresso em Foco.

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