Blog do Vilar
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Blogueiro do Cada Minuto

Postado em 05/04/2017 às 09:41 0

Renan diz que não rompeu com Temer. Mas, quem tem um “amigo” assim, não precisa de inimigo...


Por Lula Vilar

foto: TV Senado

Renan chegou a comparar governo Temer com atuação de Dunga na Seleção Brasileira

O senador Renan Calheiros (PMDB) quer o “melhor de dois mundos”. Pelo visto anda interpretando de forma equivocada o filósofo Leibniz, quando este se refere ao melhor dos mundos possíveis diante da realidade que existe. Mas, é que a filosofia de Calheiros se resume às estratégias políticas. Sendo assim, na mais recente entrevista que deu, todas as suas frases foram friamente calculadas, como diria o Chapolin Colorado.

Só que diferente do personagem Chapolin, Renan Calheiros calcula de forma precisa e com bastante atenção ao xadrez político que o país vive.

Ao mesmo tempo em que aproveita o desgaste de Temer com as reformas que o governo federal quer propor, sendo um crítico ferrenho desta, usando do mesmo tom da oposição, Renan Calheiros quer estar ao lado do Executivo e se manter governo. No passado, Renan Calheiros já fez o mesmo em relação à ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Esse foi o tom da entrevista que concedeu ao SBT local. Diz que não rompeu com Michel Temer, mas comparou o governo à seleção brasileira quando esta era comandada por Dunga. Quem é o Dunga em questão? Michel Temer, evidentemente. Renan Calheiros – já disse isso aqui! – busca uma agenda positiva diante dos desgastes que há em relação em ao seu próprio nome, diante da Lava Jato.

Calheiros diz que não há rompimento, “mas posições diferentes”. “O governo está parecendo com a seleção do Dunga. Nós não precisamos mais do Dunga e precisamos do Tite para governar o Brasil”. Ora, se Dunga é Temer, quem seria o Tite na opinião de Renan Calheiros? Se isto não é ser oposição, o que seria ser oposição? Afinal, neste caso, quem tem um amigo como Renan não precisa de inimigo...

Por sinal, inimigo é o que Temer não precisa. Ele consegue ser seu próprio inimigo sozinho, ao se equivocar em pronunciamentos, não discutir as reformas como deveria e permitir que estas sejam usadas de todas as formas pelos adversários mais ferrenhos. Inclusive, algumas das propostas que Temer defende hoje, o PT já defendeu quando era governo. É só buscar nas notícias antigas.

“O PMDB é um partido grande no Senado. São 22 senadores. 30% da composição da Casa. É natural e democrático que dentro do PMDB existam pessoas que pensam diferentemente. É isto que está acontecendo. Nós estamos vivendo no Brasil uma circunstância dramática e dificílima. Foi um país que sempre cresceu em 50 anos. A nossa vocação é pelo crescimento. De repente temos três anos de recessão e desemprego. É preciso fazer algo para que o país saia dessa situação. Esse é o meu foco e o foco da bancada no Senado”, afirma Renan Calheiros.

No mérito, ele está corretíssimo.

Para Renan Calheiros, PMDB e governo são entidades diferentes. Pois é, são. Ele está correto ao afirmar isto. Mesmo com o PMDB sempre sendo governo nos últimos anos independente do presidente que esteve no comando do país. “Eu conversei com o presidente Temer várias vezes”, colocou e mostrou uma preocupação de Temer com a legitimidade do governo. Bem cirúrgico para alimentar o discurso do “governo ilegítimo” usado pela oposição. Renan Calheiros é um exímio enxadrista até nas entrevistas. É sempre interessante observar isto. Cada palavra, cada sentença, é muito bem pensada. Portanto, não é apenas uma questão de mérito do que é dito.

Renan ainda disse que Eduardo Cunha – o ex-presidente da Câmara – ainda interfere no governo de Michel Temer. Ou seja: deu outro discurso de oposição. Ele defendeu ainda a saída de ministros do governo, como mudanças no Ministério da Justiça. Como disse em postagem anterior: é Renan Calheiros sendo Renan Calheiros...

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Postado em 05/04/2017 às 08:59 0

Henrique Arruda: ex-vice de JHC pode mirar na Câmara de Deputados


Por Lula Vilar

Foto: Reprodução

Henrique Arruda

De acordo com informações de bastidores, o ex-candidato a vice-prefeito, ao lado do deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), pode apostar em uma candidatura a uma das cadeiras da Câmara de Deputados.

Henrique Arruda tomou gosto por disputar o processo eleitoral. Alie-se a isto o fato do PSL está passando por uma reformulação nacional promovida pela corrente chamada Livres. Arruda faz parte do Livres e comanda os destinos da legenda, conjuntamente com outras pessoas, em Maceió.

O PSL não descarta composições. A aposta no nome de Henrique Arruda para 2018 é por conta de sua atuação no processo político passado. Arruda, quando acionado, fez bons discursos, foi um vice com uma postura que ajudou na campanha de JHC, apesar do parlamentar ter ficado na terceira posição.

A estratégia de um nome “outsider” também será usada. Já existe a ideia de interiorizar o Livres. O perfil conciliador e moderado de Henrique Arruda ajuda. A biografia também: é um médico que teve participação ativa em movimentos de rua durante o processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Em 2016, além de Henrique Arruda, o Livres também lançou um candidato a vereador que alcançou uma marca de quase três mil votos. Para uma primeira eleição, resultado positivo. Ainda mais por terem encabeçado uma majoritária.

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Postado em 03/04/2017 às 10:55 0

Estratégia do Novo: “Não queremos mais Renans, Fernandos, Ronaldos e Beneditos”


Por Lula Vilar

NOVO discute estratégia para 2018 em Alagoas

O recém-criado Partido Novo vai partir para o ataque a todos em Alagoas. Se terá efeito ou não, impacto ou não... aí é o processo eleitoral quem vai dizer. Mas, a sigla visa surgir como a “outsider” da política. Pretende selecionar candidatos que sejam “marinheiros de primeira viagem” no universo político e que tenham um discurso de viés mais liberal.

Provavelmente, isto afastará o Novo de possibilidades de coligações. Todavia, conforme alguns dirigentes, qualificará o discurso para apresentar alternativas em um projeto que pensa em curto, médio e longo prazo.

A campanha para atrair filiados e selecionar candidatos já está na rua. Ela deu o tom: “Não queremos Renans, Fernandos, Beneditos, Paulos, Ronaldos, Cíceros, nem Marx, Joões, ou Artur. Nós queremos um Congresso Novo”.

O Novo usa os primeiros nomes daqueles que formam – atualmente – a bancada federal. E este será o foco. Tanto que o lema é tentar convencer o número significativo de eleitores a “renovar toda a bancada”.

“A única alternativa política que pode lançar candidatos independentes ao Senado e à Câmara Federal é o Novo”, destaca a direção do partido em peça publicitária encaminhada aos filiados para a última reunião ocorrida. O tom é bem firme: “Afinal, você vai querer eleger os mesmos de sempre que roubam e atrasam Alagoas?”.

As candidaturas se darão por processo seletivo de inscrição. Os que quiserem disputar as vagas de deputado federal e senador pelo Novo terão até o dia 21 de abril deste ano para se apresentarem.

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Postado em 03/04/2017 às 10:05 0

Renan Calheiros: o enxadrista mira em Temer pensando em si. Ou: Temer é a “agendinha” positiva de Renan


Por Lula Vilar

Foto: Facebook

Senador Renan Calheiros (PMDB)

O senador Renan Calheiros (PMDB) não dá ponto sem nó. É um dos que pensam em política 24 horas por dia. Busca ter mais informações que o “Posto Ipiranga”. Quem observa os passos do enxadrista alagoano sabe muito bem disto.

Em Alagoas, Calheiros antecipou o cenário de 2018, esteve pessoalmente reunido com deputados estaduais e vereadores, trabalha um xadrez favorável a si mesmo e ao filho que governa o Estado: o governador Renan Filho (PMDB).

Todavia, Calheiros sabe que tem um gargalo a ser superado em 2018: os problemas que enfrenta na Justiça e o desgaste político que estes geram. Independente de Calheiros ser réu, ser culpado ou inocente, a sua imagem de homem público sofre desgastes todas às vezes em que é associado à Lava Jato. Renan Calheiros necessita de outros focos para que seu nome brilhe e para que detenha certo poder de ação ou reação (depende do caso!).

Fora da presidência do Senado Federal, tal poder diminui. O que faz Calheiros? Foi virando uma “oposição artificial”. Chegou a fazer também durante o governo do PT. Quem buscar no Google encontrará alfinetadas de Calheiros – em momentos cirúrgicos – na ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No impeachment, “pagou de isentão”, mas trabalhou para rasgar a Constituição e garantir os direitos políticos de Dilma.

Se personagem de Nietzsche, Renan Calheiros seria o niilista político liberto de qualquer norte, de forma a ter apenas a sua própria bússola moral. O sujeito que analisa sempre as circunstâncias para saber quando deve ser o super-homem.

Nos dias de hoje, o presidente Michel Temer virou o “conde Drácula” do Palácio da República. Tragam as estacas e o alho, pois a opinião pública já emparedou o chefe do Executivo que – a cada dia que passa – tem menos forças para as reformas que quer, principalmente a da Previdência, devido os exageros da própria reforma e dos ataques que sofre.

Michel Temer vira assim a agenda positiva para Renan Calheiros. No vácuo de uma oposição enfraquecida, Renan Calheiros tem voz. E a oposição de Renan Calheiros mira em 2018. Não tenham dúvidas disto.

Acusado de receber propina, alvo de delações, em inquéritos da Lava Jato, Renan Calheiros quer virar o “guerreiro do povo brasileiro”. É uma forma de construir uma relevância na política nacional por meio de pautas que reverberem. Em muitos momentos, Renan Calheiros está corretíssimo no mérito de suas falas. Porém, o protagonismo que busca está permeado de outras intenções.

O líder do PMDB no Senado mira no presidente Temer. Ao passo que constrói sua agenda, ainda pode barganhar o apoio do Palácio do Planalto em Alagoas. E se não conseguir? Bem, Renan Calheiros – segundo bastidores – também se aproxima de Luis Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Lula (PT), para alianças.  

É Renan Calheiros sendo Renan Calheiros...

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Postado em 03/04/2017 às 09:42 0

Cadê a publicação da auditoria da folha da ALE em Diário Oficial? Promessa é dívida...


Por Lula Vilar

Marcelo Victor

O primeiro-secretário da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas, Marcelo Victor (PSD), prometeu a publicação da auditoria da folha salarial de efetivos da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas o mais breve possível.

Há tempos que o parlamento estadual conhece o resultado. O presidente da Casa, Luiz Dantas (PMDB), deu uma declaração gravíssima sobre o assunto. Ele afirmou que são inúmeras irregularidade detectadas.

A auditoria foi paga com o dinheiro do contribuinte. Diante da gravidade da fala do presidente, nada mais justo que se dê publicidade. Marcelo Victor toma a decisão acertada ao falar de publicação em Diário Oficial. Mas, por qual razão demora tanto?

O resultado a auditoria feita pelo FGV já se encontra na Procuradoria Geral da Casa. Porém, de lá, também não saiu informação alguma...

Em paralelo, o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) entrou com um pedido para ter acesso ao resultado da auditoria. Está no aguardo.

O Ministério Público Estadual – por meio do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça – também solicitou da Casa toda a documentação referente ao processo. Aqui neste blog, eu já falava antes da possibilidade do MPE entrar no assunto. É o que ocorreu.

Não se trata de prejulgar o resultado da auditoria, pois sem conhecê-lo, sequer sabemos se Dantas falou a verdade ou exagerou ao dizer que “não ficaria um servidor na Casa” diante de tantos vícios.

Agora, é uma pena que a auditoria se limite aos servidores efetivos. Não é onde se encontra a torneira aberta da Casa, como já mostrou a Polícia Federal por duas vezes...São os comissionados, meus caros. Aliás, diria Sherlock Holmes: “Elementar, meu caro Watson”.

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Postado em 28/03/2017 às 11:57 0

Pausa na política para parabenizar o “Dica de Atleta” do Paulo Chancey. Um ano de sucesso


Por Lula Vilar

Jornalista Paulo Chancey Júnior

Gosto muito de esportes. Não entendo, mas gosto. Sou mais apaixonado por automobilismo que futebol, o que é raro em um brasileiro. Sei disto. Por esta razão, acompanho o que julgo serem boas fontes e o Minuto Esportes está entre estas graças ao bom trabalho do jornalista Paulo Chancey.

Digo isto não apenas por fazer parte do CadaMinuto, pois já acompanhava o trabalho de Chancey antes. É um cara que se consolidou no segmento que abraçou.

Chancey tem algo que admiro bastante nos profissionais da imprensa: a busca pelo empreendedorismo. E aqui não uso o termo apenas por sua conotação econômica, mas pela busca de ideias que fazem com que abandonemos a “zona de conforto” na busca por arrancar o melhor de nós mesmos e depositar isto em nosso trabalho cotidiano.

Foi assim que surgiu o Dica de Atleta que completa um ano no dia de hoje. O trabalho conquistou seguidores, parceiros, e contribuiu com pautas importantes. Como registra o próprio Chancey, foi “um trabalho de formiguinha” e sem tirar o pé do chão. Porém, é de uma grandiosidade imensa pela forma honesta que o trabalho é tocado. Chancey diz que “ainda somos pequenos”. Nisto eu discordo. Acho que é uma iniciativa gigante e me orgulho de estar em uma equipe que tem coragem para se renovar, seja em momentos em que tudo está em calmaria, seja em momentos em que a crise se faz presente.

O Dica de Atleta começou com entrevistas, passou por reformulação, foi ampliado através das redes sociais e conquistou a interação com o público. “Esse primeiro ano foi de aprendizado e o futuro nos reserva muitas boas parcerias, treinos, entrevistas, transmissões ao vivo, fotos, vídeos...”, diz o jornalista. Eu não tenho dúvidas disto. E o público que ama o esporte é que tem a ganhar.

Nesta semana, teremos novidades. Ao jornalista Paulo Chancey, meu muito obrigado. E agradeço não apenas pelo Dica de Atleta, mas pela forma como conduz o Minuto Esporte e pelo compromisso que tem com o CadaMinutoPress. Iniciativas assim nos fazem acreditar no jornalismo de verdade.

Falei muito de Chancey, mas não posso esquecer a equipe técnica que possibilita também o trabalho primoroso, como o trabalho de Maciel Rufino junto às gravações e edições de imagem, com uma fotografia impecável. Trabalhei com Maciel no Blog do Vilar Ao Vivo (do qual tenho saudade e penso em retornar com o projeto) e atesto a competência e profissionalismo. Além dele, dois guerreiros: Fábio e Alan. Sem eles, também não seria possível.

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Postado em 28/03/2017 às 11:36 0

O vazamento seletivo contra Renan Calheiros é crime. O peemedebista acerta nisto!


Por Lula Vilar

Foto: Agência Senado/Arquivo

Senador Renan Calheiros

Eu não tenho a mínima ideia da origem do dinheiro sacado pelo senador Renan Calheiros (PMDB) que vem sendo alvo de polêmica após vazamentos na imprensa. Pode ser lícito ou ilícito, já que o COAF não faz análise de mérito, mas um “alerta” diante da volumosa movimentação. Deve sim ser investigado e repassado ao Ministério Público. Mas quem divulgou o que deveria ser sigilo? Esta indagação deve ser feita, pois o sigilo neste caso é garantia de todos.

É aí que está o perigo. Não por dizer respeito a Renan Calheiros, mas sim a todos nós. Afinal, existem sigilos. O sigilo bancário está na Lei Complementar de número 105, de 10 de janeiro de 2001. Não podemos nos render ao estado policialesco porque algumas pessoas – Calheiros está entre elas – precisam ser investigadas. Mas a forma correta é dar celeridade em relação ao inquérito, transformá-lo em réu diante dos indícios e seguir as etapas do Estado Democrático de Direito.

Artigo 1º da lei: “as instituições financeiras conservarão sigilo em suas operações ativas e passivas e serviços prestados”. Em relação à quebra do sigilo, se dá em circunstâncias específicas como: “a troca de informações entre instituições financeiras, para fins cadastrais, inclusive por intermédio de centrais de risco, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; o fornecimento de informações constantes de cadastro de emitentes de cheques sem provisão de fundos e de devedores inadimplentes, a entidades de proteção ao crédito, observadas as normas baixadas pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil; o fornecimento das informações de que trata o § 2o do art. 11 da Lei no 9.311, de 24 de outubro de 1996; a comunicação, às autoridades competentes, da prática de ilícitos penais ou administrativos, abrangendo o fornecimento de informações sobre operações que envolvam recursos provenientes de qualquer prática criminosa; a revelação de informações sigilosas com o consentimento expresso dos interessados; a prestação de informações nos termos e condições estabelecidos nos artigos 2o, 3o, 4o, 5o, 6o, 7o e 9º desta Lei Complementar”.

Em qual Renan Calheiros se encaixa? É que a quebra de sigilo pode ser decretada, quando necessária para apuração de ocorrência de qualquer ilícito, em qualquer fase do inquérito ou processo judicial, e especialmente nos seguintes crimes: “de terrorismo; de tráfico ilícito de substâncias entorpecentes ou drogas afins; de contrabando ou tráfico de armas, munições ou material destinado a sua produção; de extorsão mediante seqüestro; contra o sistema financeiro nacional; contra a Administração Pública; contra a ordem tributária e a previdência social; lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores; praticado por organização criminosa”.

A tese é de que não há violação do sigilo bancário e fiscal, e sim a transferência de sigilo entre instituições que tem o mesmo dever de guardar a informação. É uma tese sustentada inclusive pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Até aí, tudo bem. Pois, de fato, a movimentação financeira pode ser investigada de forma sigilosa diante do contexto que a envolve e as delações que versam sobre as quantias.

Mas, vejam: há um dever de guardar a informação nesta transferência de sigilo. E o que houve foi um vazamento grave de sigilo bancário, que fez com que tal “sigilo” acabasse exposto em rede nacional de televisão. A culpa não é da imprensa, que divulgou informação contida em um inquérito a conseguiu por meio de uma fonte. Mas, isto não exclui o fato de haver crime no vazamento. Calheiros está correto ao apontá-lo.

Pois, tal informação prestada pelo COAF é um “alerta” que permite que se investigue se o dinheiro é fruto de algum crime, mas como Renan Calheiros – em um Estado Democrático de Direito – tem o direito à defesa, pode buscar provar a origem lícita deste. Se é lícito ou não, é outra história. Depende da investigação que, neste caso, deveria ser sigilosa.

Então, não se trata de Renan Calheiros, mas de aplaudir determinados vazamentos e com isto a perda de garantias constitucionais que são caras a todos nós. Quando rasgamos um direito, o rasgamos para todos.

Concordo com a reflexão de Gustavo Henrique Badaró e Pierpaolo Cruz Bottin, no livro Lavagem de Dinheiro, que versa sobre a natureza administrativa do COAF. Lá, é colocado a questão da quebra do sigilo de dados bancários das pessoas.

Os autores colocam que dada essa natureza administrativa do COAF, o órgão não pode promover medidas cautelares, quebra de sigilo, ou mesmo requer instauração de processo penal. Apenas, no campo da inteligência (investigação), pode receber dados, organizar e elaborar relatórios para subsidiar autoridades competentes na investigação, dando início a persecução pelo crime de lavagem de dinheiro.

“Vale apenas consignar, ainda que tal assertiva seja evidente, que as informações protegidas por sigilo legal ou constitucional (sigilo fiscal, bancário, de dados telefônicos) continuam resguardadas – seja pela hierarquia constitucional, seja pela especialidade das leis de proteção do sigilo – e sua obtenção ainda exige autorização do Judiciário.”, frisa ainda os autores.

Sendo assim, se entende a tese do compartilhamento de informações entre o COAF e o órgão ministerial a respeito da prática que levanta suspeitas de ilícitos, mas resguardando o conteúdo do sigilo dos dados bancários. Revelar estes dados, origem e destino, é configuração de quebra de sigilo bancário.

Eu não estou nem aí para Renan Calheiros. Há muitos indícios contra ela. Na minha visão, já deveria ser réu em muitos inquéritos e vivo a cobrar celeridade do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação a isto. A sensação é de que quando as investigações são contra o peemedebista-mor das Alagoas, o inquérito anda de fusca. Enquanto, contra outros, anda de Ferrari.

Calheiros deve muitas explicações. Tem relações intrínsecas com o establishment putrefato. O próprio Renan Calheiros já foi um dos protagonistas em ação que rasgou a Constituição Federal, quando livrou a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) da perda dos direitos políticos no processo de impeachment. Um absurdo que mostra muito bem quem é o senador da República eleito por Alagoas. Não honrou o cargo que ocupa. Fora isto, faz política como um “hegemonista”, com mão-de-ferro, conduzindo um xadrez político na busca do benefício próprio.

Não é ele que me preocupa. Mas, a forma como as investigações são conduzidas no país, nos levando a um estado policialesco, onde determinadas autoridades podem tudo, inclusive determinados vazamentos sem autorização judicial.

Logo, como essas informações vazaram? Tem que ter apuração. É grave! Paralelo a isto, que se investigue a origem do dinheiro.

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Postado em 27/03/2017 às 21:37 0

Tucanos acusam PMDB de “aliciar prefeitos”. É o xadrez de 2018


Por Lula Vilar

Foto: CadaMinuto/Arquivo

Claudionor Araújo

Já tinha falado sobre o assunto aqui no blog. O PMDB do governador Renan Filho – leia-se: o próprio chefe do Executivo estadual e o senador Renan Calheiros (PMDB) – estão na luta por ampliar as bases. Uma das estratégias, conforme informações de bastidores, é atrair prefeitos para o PMDB ou partidos aliados.

Um dos “assediados” foi o prefeito de Pilar, Renato Filho (PSDB).

Os tucanos reagiram. O secretário-geral do PSDB é quem reclama. De acordo com Claudionor Araújo, o PMDB está reprisando “o filme que os alagoanos já assistiram. Em 2006, João Lyra aliciou 90 prefeitos e perdeu a eleição no primeiro turno”.

Claudionor Araújo fala da disputa entre João Lyra e o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), quando este se elegeu para o comando do Executivo estadual. É válido lembrar: naquele momento, o PMDB do senador Renan Calheiros apoiava Teotonio Vilela.

Além disto, o cenário é outro. João Lyra não era um governador em busca da reeleição. Mas, assim como Vilela era candidato que ainda não tinha sido testado no Executivo. Isto faz diferença. Agora, é bem verdade que Lyra surgiu como favorito e terminou derrotado no primeiro turno.

Mas cada eleição tem a sua história. E é preciso olhar os números com calma. Avaliação de gestão, índice de rejeição e por aí vai...não é tão simples...

Claudionor Araújo diz que a moeda do governo para arrancar prefeitos do PSDB é a promessa de ajuda para a eleição de 2018. “É escandalosa a pressão que o PMDB está fazendo”, frisa. Araújo diz que lamenta que os prefeitos tenham se deixado seduzir pelo canto da sereia palaciana.

É o jogo político.

Os tucanos – ainda segundo Araújo – chegarão fortes apesar de tudo. “Fomos campeões de votos em 2016 e estamos preparados para repetir essa performance na próxima eleição”.

O dirigente não cita nomes, mas a principal liderança do partido que desponta como candidato ao governo é Rui Palmeira (PSDB).

Agora, é interessante que os tucanos escalaram Claudionor Araújo para o ataque ao PMDB. E o que pensa Teotonio Vilela Filho e Rui Palmeira sobre as ações do grupo rival?

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Postado em 27/03/2017 às 17:03 0

“Ninho tucano” sai em defesa de Vilela por conta de reportagem que fala em propina


Por Lula Vilar

foto: arquivo/Cada Minuto

Teotônio Vilela Filho (PSDB)

Na sábado, a Folha de São Paulo publicou uma matéria jornalística em que o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) é apontado como um dos que serão investigados na Lava Jato. Segundo a reportagem, pesa contra o governador a denúncia de ter recebido R$ 2,8 milhões em propina. O esquema teria envolvido a empreiteira Odebrecht e o Canal do Sertão.

Não se pode prejulgar o governador, mas se há indícios, que se investigue!

Vilela alegou inocência – de forma discreta – à reportagem da Folha de São Paulo e afirmou desconhecer o assunto, defendendo a lisura de seu governo. Que Vilela se defendesse – ainda que de forma discreta – era o óbvio. Afinal, é uma figura pública e precisa dar satisfações à sociedade, sobretudo quando é um dos nomes cotados para a disputa pelo Senado Federal, em 2018.

Agora, diante da repercussão, deveria ter falado sobre o assunto ao invés de apenas convocar a tropa tucana.

Se Vilela buscou ser discreto, a tropa de choque do “ninho tucano” não. No dia de hoje, 27, a Executiva estadual do PSDB divulgou uma nota à imprensa em que os principais tucanos do Estado atestam a lisura do governador. Entre eles, até o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) e o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB).

Destaco Cunha por ser um dos principais nomes em ascensão dentro do partido. Destaco Rui Palmeira por ser a principal liderança no processo político que visa 2018.

A nota diz que os serviços prestados por Teotonio Vilela Filho à política e ao desenvolvimento do Brasil e de Alagoas, como senador e governador, “são inquestionáveis na lisura e no compromisso público”. “Em toda sua trajetória, Teotonio sempre assumiu, de frente, postura irretocável contra a corrupção e em favor da ética na política”, complementa ainda a nota.

Vilela é classificado como “democrata por formação”. Mas, em momento algum alguém acusou o governador do contrário. De fato, na gestão de Vilela as relações republicanas e democráticas eram visíveis. Podia-se discordar dos rumos do governo, criticá-lo (como muitas vezes fiz) e até apontar condutas que eram erradas, como assim opinei em muitos momentos.

Mas nunca se deixava de ter uma resposta do governador – na busca por dar satisfações – ou do próprio governo.

Todavia, o ponto central da reportagem da Folha é outro: a acusação de desvios de recursos nas obras do Canal do Sertão. O mérito é outro.

Não se diz que a obra não é estruturante, muito menos se nega a sua importância para o desenvolvimento e a qualidade de vida dos alagoanos. Não é a obra em si que é atacada, mas a relação entre a empreiteira e o ex-governador de Alagoas. Claro, não se pode fazer pré-julgamento. Sendo verdade que Vilela é nome presente entre os pedidos de investigação, que se investigue. Assim, se possa confirmar a sua inocência.

Nenhum homem público – por melhor que tenha sido o seu governo – é inquestionável. Agora, se há indícios ou não do que a Folha mostra, é outra história. Daí a necessidade de se “cair” o quanto antes o sigilo em relação à nova lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Saber quem de fato vai ser investigado ou não é vital para este momento, já que o que mais surgem são especulações.

Como tratei do assunto aqui, repito: não fiz e não faço prejulgamentos em relação a Teotonio Vilela Filho. Mostro, entretanto, a gravidade do que é dito pela Folha de São Paulo, pois se tem em foco a mais importante obra hídrica do Estado de Alagoas e um ex-governador. São os mesmos apontamentos que faço em relação às denúncias – já em inquéritos – contra o senador Renan Calheiros (PMDB). É o mesmo ponto que chamei atenção para a possível presença do nome do atual governador Renan Filho (PMDB) na “lista de Janot”.

Inclusive, no caso de Renan Filho disse a mesma coisa: são informações extra-oficiais. Especulações com base em fontes que os jornais estão ouvindo.

Que se passe a limpo.

Que o PSDB defenda Teotonio Vilela Filho com tanta veemência é natural. Afinal, não se trata apenas do ex-governador, mas do legado do ninho tucano em um momento onde tais informações podem ter reflexos políticos.

Agora, seria justo – já que o assunto repercutiu – que o próprio Teotonio Vilela Filho, seja por meio de nota ou de outra forma, comente ele mesmo esta questão aos alagoanos e não somente à Folha de São Paulo de forma muito discreta ao ponto de ser apenas o “rodapé” da matéria.

Em Alagoas, ao ser alvo de matéria semelhante, Renan Filho falou.

Repito pela terceira vez: o ex-governador não pode ser prejulgado. Mas, se há indícios deve sim ser investigado.

O “ninho tucano” presta solidariedade ao seu presidente estadual. Assinam a nota, o ex-senador João Tenório, o deputado federal Pedro Vilela, o prefeito Rui Palmeira, os deputados estaduais Rodrigo Cunha, Gilvan Barros Filho, Edival Gaia e os demais tucanos Álvaro Machado, Claudionor Araújo, Jorge Dantas, Solange Jurema, Adriana Toledo, Sonaly Bastos e Jarbas Omena.

Leia a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL Os serviços prestados por Teotonio Vilela Filho à política e ao desenvolvimento do Brasil e de Alagoas, como senador e como governador, são inquestionáveis na lisura e no compromisso público. Em toda sua trajetória, Teotonio sempre assumiu, de frente, postura irretocável contra a corrupção e em favor da ética na política. Democrata por formação e convicção, Teotonio foi o senador e o governador de todos os municípios alagoanos, tendo em cada um deles obras estruturantes para o desenvolvimento, a melhoria da qualidade de vida e o futuro do nosso povo, e é um dos políticos que honram Alagoas com trabalho e com responsabilidade pública. O PSDB de Alagoas reafirma sua confiança e manifesta total solidariedade ao seu presidente, Teotonio Vilela Filho.

Executiva estadual do PSDB de Alagoas

João Tenório

Pedro Vilela

Rui Palmeira

Rodrigo Cunha

Gilvan Barros Filho

Val Gaia

Álvaro Machado

Claudionor Araújo

Jorge Dantas

Solange Jurema

Adriana Toledo

Sonaly Bastos

Jarbas Omena

Maceió, 27 de março de 2017

 

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Postado em 26/03/2017 às 09:17 0

Folha: Teotonio Vilela Filho é apontado na Lava Jato e teria recebido R$ 2,8 milhões


Por Lula Vilar

Paulo Chancey Júnior/CadaMinuto/Arquivo

Teotonio Vilela Filho

De acordo com uma matéria da Folha de São Paulo, o ex-governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), também teria sido citado pelos delatores ligados à Odebrecht. A informação a ser investigada é de que ele teria recebido propina no valor de R$ 2,8 milhões durante o seu mandato.

Vilela antecedeu o atual governador Renan Filho (PMDB). É uma das lideranças tucanas do Nordeste e já foi senador da República pelo “ninho tucano”. Ele comandou os destinos do Executivo de 2007 a 2014. Para as próximas eleições, em 2018, Vilela é apontado como um forte candidato ao Senado da República.

Em relação à Lava Jato, os delatores apontam que os repasses feitos a Vilela foram em função de atuação em favor da empreiteira nas obras do Canal do Sertão Alagoano. Por sinal, uma das principais obras de seu governo, já que Teotonio Vilela Filho encontrou o Canal praticamente parado e trabalho a sua retomada.

A obra é uma das mais importantes do país quando o assunto é infraestrutura hídrica. Segundo delatores, a propina teria sido repassada a dois agentes públicos ligados à Secretaria de Infraestrutura, além de Vilela.

Vale lembrar que na terça-feira, dia 21, o senador Renan Calheiros (PMDB) também foi alvo da Lava Jato. Segundo informações de bastidores, a investigação também envolvia o Canal do Sertão e o pagamento de propinas. O senador alega inocência.

Teotonio Vilela Filho falou com a Folha de São Paulo por meio de assessoria de imprensa. Ele colocou que nunca negociou favores ou autorizou quem quer que seja de fazer isto em seu nome. Vilela disse ainda desconhecer as informações que foram apuradas pelo jornal.

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Postado em 22/03/2017 às 12:51 0

Auditoria da Folha da ALE já está na Procuradoria. Falta só a publicidade...


Por Lula Vilar

Foto: Arquivo/Cada Minuto

Assembleia Legislativa de Alagoas

A auditoria realizada na folha de pagamento dos servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas já se encontra na Procuradoria Geral da Casa de Tavares Bastos. Foi encaminhada em um “CD” e envelope lacrado. Os trabalhos em relação à análise dos dados não se iniciaram.

Em outra postagem, aqui neste blog, comentei sobre os passos que creio que devam ser os adotados, caso haja vontade política da Mesa Diretora – presidida pelo deputado estadual, Luiz Dantas (PMDB) - para tanto.

O Ministério Público Estadual também já solicitou os documentos referentes à auditoria para uma análise paralela. Afinal, é a frase de Dantas que é grave. Foi ele, enquanto presidente do Poder Legislativo, que disse que a auditoria encontrou irregularidade em quase todas as fichas funcionais e que se fossem levadas em consideração às medidas sugeridas pela auditoria, não ficava ninguém na Casa.

Dantas pode ter exagerado? Sim.

Mas, caso seja comprovado com a publicidade da auditoria, isto só mostraria a irresponsabilidade de sua fala diante da posição que ocupa. Então, que não surja o discurso falacioso de que quem cobra a transparência da auditoria está contra o servidor.

Se alguém se posicionou contrário ao servidor foi Dantas quando colocou uma informação grave para o público sem apresentar os dados. No mais, a auditoria é paga com recursos públicos e a sua divulgação foi prometida pela Mesa Diretora anterior, que era presidida pelo próprio Dantas.

Além disto, é possível – e já mostrei isso aqui – a divulgação da auditoria sem a necessidade de expor os servidores. A Mesa Diretora sabe disso. Se não divulgou ao público até agora, não fez porque não quis. E não há explicação plausível para isto.

Além do MP, o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) solicitou a auditoria por meio de requerimento. Creio que o tucano deva querer torná-la pública. Que diferente de auditorias do passado, esta apareça. Afinal, nós pagamos por ela. Assim como pagamos também pela Procuradoria Geral da Casa, que tem um imenso trabalho a fazer.

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Postado em 22/03/2017 às 12:26 0

Operação Satélites: obras do Canal do Sertão podem ter sido usadas para propina


Por Lula Vilar

Foto: Minuto Sertão/Arquivo

Trecho do Canal do Sertão

No dia de ontem, 21, a TV Globo trouxe informações sobre a Operação Satélites – uma nova fase da Lava Jato – que teve como alvo os senadores da República Valdir Raupp (PMDB), Eunício Oliveira (PMDB), Renan Calheiros (PMDB) e Humberto Costa (PT). Comentei sobre o assunto aqui no blog.

As informações oficiais ainda são sigilosas. Todavia, o jornalismo da Rede Globo de Televisão afirma ter tido acesso às informações que motivaram mais essa ação da Operação Lava Jato. No que diz respeito ao Estado de Alagoas, não apenas Renan Calheiros (PMDB) se encontraria na berlinda, mas também o governador Renan Filho (PMDB).

Isto, segundo a reportagem.

Diz o Jornal da Globo que, em relação ao Renan Calheiros há uma suspeita de pagamento de propina no valor de R$ 500 mil. O pagamento teria sido feito pela Odebrecht e envolve a obra Canal do Sertão. É o que teria sido delatado pelos executivos da empresa, que também cita pagamentos para o governador Renan Filho (PMDB). O dinheiro teria sido usado para campanha e foi entregue via diretório nacional do PMDB.

Nesta mesma obra, ainda é investigado pagamento de propina ao senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), no valor de R$ 1 milhão. Ele era ministro da Integração Nacional no governo de Dilma Rousseff (PT).

Tanto o governador de Alagoas quanto o senador Renan Calheiros encaminharam declarações ao jornalismo da Globo. Renan Filho disse que está tranquilo e que todas as suas contas de campanha foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Calheiros se colocou favorável à Lava Jato e considerou que a operação deve ser realizada com responsabilidade. Por meio de assessoria, negou que qualquer pessoa ligada a ele tenha sido alvo de operação ocorrida na terça-feira.

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