Governador já faz as contas com o PDT de Ronaldo Lessa; Prefeitura vai recompor?

TV Câmara 0335efb4 9535 430a 8759 0a915f22b5af Ronaldo Lessa, deputado federal PDT/AL

O PDT do deputado federal Ronaldo Lessa ainda faz parte da base aliada do prefeito Rui Palmeira (PSDB). Na última reunião que o partido promoveu, se pediu uma autorização para conversar com o governador Renan Filho (PMDB) e assim firmar uma possível aliança. 

Todavia, para o PDT desembarcar no Palácio República dos Palmares é só uma questão de tempo. 

Para o governador já é martelo batido. Pelo visto, os diálogos avançaram, mesmo havendo gente no PDT que não queria deixar a Prefeitura de Maceió, como por exemplo, o secretário Daniel Melo. 

Lessa chegará ao Palácio República dos Palmares e indicará espaços a serem ocupados, obviamente. Com isso, já define seu futuro político: será candidato a deputado federal. Não há outro espaço para Lessa dentro do grupo capitaneado pelo PMDB. 

Renan Filho ganha com isso um “parceiro” que tem densidade eleitoral e tempo de televisão na futura coligação. Além disso, vai deixando Rui Palmeira mais isolado diante de possíveis pretensões de disputar o governo estadual. 

O chefe do Executivo estadual tratou Lessa como uma referecia política em todo o país. “Fico feliz com o PDT reforçando o governo e que ele fique mais próximo, que valorize mais o cidadão, o servidor público e que tenha mais força em Brasília, já que Lessa é coordenador da bancada federal”. Esta foi a frase de Renan Filho. 

Como ficarão os espaços de Lessa na administração municipal? É algo que também já é discutido na prefeito. Há membros do PDT que trabalham para ficar nos cargos, dentre os quais Olívia Tenório, que é filha do deputado estadual Francisco Tenório. 

Rui Palmeira - em todo caso - terá que trabalhar uma recomposição do governo, nesse jogo de xadrez. 

Por falar em Palmeira, o silêncio do prefeito em relação ao seu futuro político, tem feito outros nomes da oposição se movimentarem. Um deles é o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR). 

Quintella já teve conversas com o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB). O ponto-chave é ter um grupo consolidado que pode ser encabeçado por Palmeira ou não. Mas, na visão de Quintella, a oposição precisa colocar o bloco na rua o quanto antes. É o que apontam os bastidores…

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Advogado de Renan Calheiros: “todo inquérito carece de qualquer elemento de prova”

Reprodução 3b77027b 9733 448f 8f43 b0bed3a764e5 Senador Renan Calheiros

O advogado de defesa de Renan Calheiros, Luís Henrique Machado se mostra confiante em relação ao próximo dia 10 de outubro, quando uma das denúncia contra o peemedebista-mor de Alagoas será analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Falei sobre o assunto aqui no blog. 

Renan Calheiros é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Machado destaca que “todo inquérito carece de qualquer elemento de prova”. “Essa denúncia referente a dinheiro de campanha é o que chamamos de natimorta. Ela já nasceu morta. É muito difícil avançar. Acredito que o Supremo, por sua tradição, vai fazer uma análise muito criteriosa e irá chegar a conclusão por rejeitar”, complementa. 

Se Machado acertar, melhor para Renan Calheiros. 

O advogado também salienta que a acusação feita pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é referente a doações de campanhas do ano e 2010, que teriam sido feitas pela empresa Serveng para o diretório nacional do PMDB. 

“Existem várias inconsistências no processo, principalmente no ponto de vista probatório. A principal delas é querer fazer uma ilação que coloca a Maria Inês, já falecida, como responsável por encaminhar o dinheiro para a conta do senador Renan, pelo simples fato de o parlamentar ter ido a seu enterro e colocado uma nota de pesar em seu site pessoal. O que na visão da defesa é um absurdo, já que não existe crime em ir a um enterro e publicar uma nota de pesar, como consta essa informação na página 53 da denúncia”, pontua.

A defesa de Calheiros também questiona o fato do senador não ter sido ouvido na época e que a PF sequer havia concluído o inquérito. “O Janot ofereceu a denúncia antes de estar em posse dos autos. Na época, tomou um puxão de orelha do falecido ministro Teori Zavascki  porque a Polícia Federal não tinha concluído seus trabalhos. Foi uma denúncia oferecida no calor do momento, quando o STF havia determinado o retorno do senador para a presidência do Congresso Nacional. É uma denúncia de fato capenga”.

Logo, para ele, não há provas! Bem, é esperar pelo entendimento do STF. Vale lembrar: essa é uma das denúncias contra Renan Calheiros. 

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PDT coloca um pé em cada canoa. Que confortável para o deputado federal Ronaldo Lessa…

TV Câmara 0335efb4 9535 430a 8759 0a915f22b5af Ronaldo Lessa, deputado federal PDT/AL

No início dessa semana, o PDT se reuniu para discutir seu futuro político em relação ao ano de 2018. A maior estrela do partido em Alagoas é, sem sombra de dúvidas, o deputado federal Ronaldo Lessa. Lessa é deputado federal, mas já foi prefeito de Maceió e governador do Estado de Alagoas. 

Recentemente, o partido fez parte da base do governador Renan Filho (PMDB), com quem esteve nas eleições de 2014, e depois migrou para a administração municipal do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), se aproximando dos rivais políticos tucanos. Assim, ocupou pastas na gestão tucana. 

Lessa agora discute o melhor caminho para si. Na mesa de negociações duas opções para Ronaldo Lessa: ser candidato à reeleição, disputando uma das cadeiras da Câmara de Deputados; ou encarar uma candidatura ao Senado Federal. A primeira opção é a mais viável. Pela forma como o PDT age, a pergunta a ser respondida pela legenda é: qual espaço melhor viabiliza o futuro de Ronaldo Lessa. 

Por essa razão, nessa semana, o PDT autorizou a legenda a discutir com o governador Renan Filho o retorno para a base governista, ainda que - durante a discussão - permaneça na base de Rui Palmeira. É que o prefeito de Maceió, como já é sabido, é apontado como o possível rival de Renan Filho numa disputa pelo governo do Estado em 2018. 

Há dirigentes do PDT - segundo informações de bastidores - que não querem sair da administração municipal. Porém, Lessa colocou na mesa uma proposta do governador Renan Filho para que o PDT retorne ao Palácio República Zumbi dos Palmares. O PDT teria a pasta de Trabalho e Emprego. 

Ronaldo Lessa vende a ideia de que é uma proposta onde o PDT possa “contribuir com o governo, que é bom para o PDT e bom para Alagoas”. Bem, que o PDT busca o que é bom para o PDT é inquestionável. O resto é que se questiona. Afinal, o partido negocia bem ao estilo de colocar um pé em cada canoa. 

No campo nacional, o PDT defende até que Lessa poderia se candidatar ao governo do Estado de Alagoas. Mas, não é algo muito viável diante da atual conjuntura. O pedetista-mor sabe disso. Por essa razão só acalenta sonhos com a reeleição ou com o Senado. Se fechar com o Palácio Zumbi dos Palmares, será candidato à Câmara de Deputados. É que lá, até segunda ordem, a prioridade é a eleição ao Senado de Renan Calheiros. 

O segundo nome pode ser o do ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB). Há pouco espaço para Lessa se o plano for esse. Agora, se for candidato a deputado federal, aí, Renan Filho tem os braços abertos para Lessa, pois é fato que o ex-governador possui uma boa densidade eleitoral. 

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Dia 10 de outubro será uma dor ou um alívio para Renan Calheiros

Foto: Senado 68a78742 334f 488b 8540 43ac75458343 Renan Calheiros

Dia 10 de outubro será uma espécie de “Dia D” para o senador Renan Calheiros (PMDB). O Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento de uma denúncia oferecida  contra o peemedebista-mor de Alagoas para esta data. 

Trata-se de um dos inquéritos nos quais ele é citado na Operação Lava Jato. 

Se a denúncia for aceita pela Segunda Turma da Corte, Renan Calheiros se tornará réu em um processo penal. Decidirão os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski.

Lembrando: caso aceitem a denúncia, Calheiros se torna réu, o que não é sinônimo de culpado. Ainda terá - como deve ser - o amplo direito à defesa. Todavia, é um fato novo e tem seu peso político diante dos desgastes que Renan Calheiros já vem sofrendo. 

Calheiros sabe desses desgastes. Tanto que tenta construir uma agenda positiva (tantas vezes já falei disso aqui neste espaço!), sendo oposição ferrenha ao presidente Michel Temer (PMDB) e se aproximando do condenado Luis Inácio Lula da Silva, o Lula (PT), por ainda crer no capital político do ex-presidente. 

Nessa denúncia - que é uma entre tantas - Calheiros é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele e o deputado federal Aníbal Gomes são suspeitos de receberem propina na forma de doação eleitoral. O valor é de R$ 800 mil para viabilizar um contrato da empresa Serveng Civilsan com a Petrobras. 

Tanto Calheiros quanto Gomes alegam inocência. Ao falar do assunto em passado recente, o peemedebista de Alagoas frisou que teve suas contas eleitorais aprovadas e está tranquilo para esclarecer esse e outros pontos da investigação. 

Aguardemos! 

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As falas de Cunha sobre salários na ALE não podem passar batidas

Foto: CadaMinuto Ec42f619 69bc 4919 8d4e 80b3c14033ca Deputado Rodrigo Cunha (PSDB/AL) foi quem conduziu a audiência

Com as polêmicas que tomaram conta da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas nos últimos dias, uma informação acabou passando batida e possui extrema gravidade e merece ser levada adiante, na busca por esclarecimento: o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) usou a tribuna para falar de remunerações salariais que fogem ao bom senso. 

A jornalista Vanessa Alencar fez matéria sobre o assunto, no dia 19 de setembro. Aguardei para saber que providências seriam tomadas, inclusive por parte do próprio Cunha, em detalhar tais informações sérias. Pois bem, Cunha fala de alguns servidores - que recebem Gratificação por Dedicação Exclusive (GE) - que recebem salários maiores que o dos deputados estaduais. 

Indaguei o assunto a alguns parlamentares, eles dizem desconhecer tal situação. Por qual razão retomo ao tema? Quem conhece o recente passado da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas sabe que a Operação Taturana revelou a “Folha 108”, com alguns pagamentos estranhos. Depois, o deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB) - que na época era estadual - revelou a “lista de ouro”: um grupo de comissionados que recebiam mais de 13 “salários” por ano. 

Eram vários questionáveis da “lista de ouro”. O Ministério Público Estadual entrou na investigação. Houve demandas judiciais, mas parece que o assunto “morreu” de uma legislatura para outra, como se o avanço do tempo fosse uma borracha. Recentemente houve uma auditoria na folha salarial da Casa de Tavares Bastos. O alvo foram os efetivos. Neste blog, coloquei diversas vezes que os comissionados não poderiam ficar de fora em função das suspeitas históricas. 

Cunha levanta uma lebre. Se vai adiante ou não, eu não sei. Faço votos que o próprio parlamentar busque detalhes do que levou à tribuna e dê nome aos bois. Até agora, o deputado estadual do PSDB, como mostrou a jornalista Vanessa Alencar, disse o seguinte: “São algumas contradições que verifiquei ao analisar o portal da transparência... Verifiquei em simples análise uma situação que foge ao bom senso... Como pode parlamentar receber R$ 20.040, escolher um comissionado para receber R$ 21.400, com a GDE... Como um funcionário ganha mais que o chefe? Tem algo errado”. 

Sim, tem! 

Cunha cobrou ainda o resultado do recadastramento dos servidores efetivos da Casa, que foi realizado pela Fundação Getúlio Vargas na folha e informações sobre a instalação do Setor de Controle Interno, implantação de ponto eletrônico e o parece da Procuradoria da Casa sobre a auditoria. Por sinal, como anda também o trabalho que o Ministério Público Estadual disse que desenvolveria a partir da auditoria da folha da Casa de Tavares Bastos?

O presidente da Casa, Luiz Dantas (PMDB), disse que responderia os questionamentos de Rodrigo Cunha. 

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PDT se reúne para definir possível ida ao governo de Renan Filho

TV Câmara 0335efb4 9535 430a 8759 0a915f22b5af Ronaldo Lessa, deputado federal PDT/AL

O PDT do ex-governador e deputado federal Ronaldo Lessa terá uma longa discussão que se abre na tarde de hoje, às 15 horas: bater o martelo com o governador Renan Filho (PMDB) e, como consequência, deixar a base da administração do prefeito Rui Palmeira (PSDB). 

Lessa, obviamente, busca o melhor espaço. 

O partido travará essa discussão com a presença dos membros da agremiação que fazem parte da gestão tucana. 

Há - segundo bastidores - quem defenda a permanência do partido na gestão municipal, ao lado de Rui Palmeira no palanque que vai se construir contra o governador Renan Filho, em 2018, independente de Rui ser candidato ou não. 

Qual visão prevalecerá? Aí é com o tempo. 

Todavia, uma fonte informa ao blog que a união entre Lessa e Renan Filho é praticamente martelo batido e o encontro partidário seria apenas a formalização. 

Para os filiados, a pauta foi vendida como uma “autorização” para iniciar os diálogos com o PMDB…    

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Governo Renan Filho: dados a comemorar, mas perspectivas a se preocupar

Agência Brasil/Arquivo 4e5e2b2d 908e 4ea3 817b 822ffc0c77cc Renan Filho

O governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), comemorou, nos últimos dias, o fato de Alagoas ter subido no ranking que mede a competitividade dos Estados no país. O Estado, como já havia chamado atenção para este ranking aqui no blog em anos anteriores, deixou a 24ª posição. 

É um bom dado? Claro! O governador coloca que isso é fruto das políticas fiscais adotadas pela Fazenda. Obviamente, há influência e já havia elogiado o secretário George Santoro por isso. 

Mas não é o único ponto. Quem conhece o ranking sabe que Alagoas pontuou melhor em custo de mão de obra, produtividade, qualificação de trabalhadores, potencial de mercado a ser explorado e por aí vai. Até o quesito segurança pública se faz presente e o governo fez um trabalho bom nesse setor. 

Renan Filho está correto em comemorar. Mas gostaria de chamar atenção para outro dado que trará desafios para o Estado, como já vimos na Lei Orçamentária Anual (LOA) encaminhada para a Assembleia Legislativa, mas parece que foi pouco comentado até aqui: a queda do PIB em um momento em que o país se recupera. 

Isso é ruim. Alagoas, que é extremamente dependente do governo federal, sentirá o peso disso se assim persistir para os investimentos necessários que possibilitam avanços. 

Portanto, há também um desafio para Renan Filho, justamente na reta final de seu mandato: garantir recursos para investimentos e não travar ações do governo que ele mesmo considera importante. 

Em relação ao PIB, 2017 não foi um ano bom para Alagoas. Poderia ter sido pior, caso o governo não tivesse adotado as medidas que adotou no comando da Fazenda, sob orientação de George Santoro. 

Mas, o fato é que em 2017, Alagoas teve a segunda pior queda do PIB do país, perdendo somente para o Rio de Janeiro. Isso tem reflexos. Grande parte dessa queda é devido ao corte de recursos. Tanto é assim que, sabedor desses números, o governo encaminhou, no último dia 18 de setembro, a nova peça orçamentária para o ano de 2018. Resultado: o Executivo espera gastar menos que no ano passado. Se levar em conta uma série de fatores econômicos, não é necessário ser nenhum gênio para entender que o governo terá bem mais dificuldades que se somam ao fato de ser um ano eleitoral. 

Renan Filho quer - por exemplo - construir novos hospitais. Mas dentro de uma realidade de queda de PIB que impossibilita investimentos e engessam ações, como criar uma estrutura para mantê-los? São perguntas que o governo do Estado de Alagoas terá que responder. O CadaMinuto Press traz, nessa edição, uma matéria em que mostra esses número, bem como a queda sentida no orçamento do governo do Estado de Alagoas. 

Como no passado a peça orçamentária foca nas três principais áreas: Educação, Saúde e Segurança. Porém, dos pouco mais de R$ 10 bilhões, R$ 8,5 bilhões já estão comprometidos com folha salarial, despesa corrente e encargos. A capacidade de investimento do Estado com recursos próprios é baixíssima. Paralelo a isso, há cortes orçamentários. O Brasil melhorou pouca coisa (0,5%) em relação à econômica. Mas, Alagoas piorou: queda de 1%. 

A articulação de Renan Filho também será testada dentro dessa realidade. Precisará ser uma liderança para atrair recursos. Todavia, em Brasília, seu pai - o senador Renan Calheiros (PMDB) - tem sido um ferrenho opositor de Michel Temer (PMDB), o presidente. Resta saber: isso vai influenciar e Alagoas pagará o preço de mais cortes de verbas? A resposta virá com o futuro, que dirá se o presidente será republicano ou levará em conta a oposição feita pelo senador Renan Calheiros. 
 

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Livres: renovação do PSL deve tirar Neno da Laje do comando do partido; Rodrigo Cunha se aproxima da legenda

Foto: Reprodução 15e7b0c0 d452 40c6 8599 58bf8cc6841d Henrique Arruda

Paulo Roberto Pereira de Araújo, o ‘Neno da Laje’ deve ficar fora do comando do PSL em Alagoas. 

O assunto já era discutido desde 2016 diante do processo de renovação pelo qual passa o partido ao adotar um perfil liberal. 

A renovação tem nome: é o Livres, que - na eleição passada - lançou diversos candidatos pelo país já com o novo perfil que a legenda quer adotar. 

Em Alagoas, não foi diferente. 

A renovação começou por Maceió e o partido apresentou - por exemplo - o nome de Josan Pereira para a Câmara Municipal de Maceió. Além dele, o médico Henrique Arruda foi candidato a vice-prefeito numa chapa encabeçada pelo deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB). 

Todavia, no Estado, ainda em 2016, Neno da Laje comandava o partido. Para 2018, Neno da Laje também buscava organizar a legenda. Porém, conforme informações de bastidores, já recebeu “ultimato” do diretório nacional de que tudo deve mudar na agremiação em Alagoas. 

Inclusive, quem deve assumir o diretório estadual é Henrique Arruda. 

O Livres aposta no nome de Henrique Arruda para disputar uma das cadeiras do legislativo. Só não se sabe ainda se ele seria candidato a deputado estadual ou federal. 

No entanto, a novidade local é a aproximação entre o Livres e o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB). Não há sinais de que Cunha possa deixar o “ninho tucano”, mas o Livres passa a ser uma porta aberta (ainda conforme bastidores) para o parlamentar. Pelo menos uma pessoa muito ligada a Cunha já está filiada à legenda e deve assumir cargo no diretório estadual. 

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Aviso aos leitores: viagem de trabalho! Hoje à noite eu retorno

Caros leitores, 

Por conta de viagens envolvendo palestras e cursos, não atualizei o blog ontem. Mas na noite de hoje, voltaremos à programação normal. Grato pela compreensão. 

Abraços

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Renan Calheiros diz que é uma das vítimas de Janot. Mas quantas não são as vítimas desse estamento?

Foto: Senado 68a78742 334f 488b 8540 43ac75458343 Renan Calheiros

Em uma de suas recentes entrevistas, o senador Renan Calheiros (PMDB) se disse uma das vítimas do procurador, Rodrigo Janot. Que Janot cometeu atos na sua gestão que precisam ser vasculhados e melhor explicados não resta dúvida. A forma como Janot conduziu a delação de Joesley Batista levanta suspeitas fortíssimas, por exemplo, de que diferenciou Chicos e Franciscos, denunciando os Franciscos quando era mais conveniente e ao apagar das luzes. 

Quando tudo - portanto - apontou para Michel Temer (PMDB), Calheiros não teve dúvidas ao enxergar o presidente como um suspeito no comando da nação. Mas, quando apontou para Lula (PT), fez vídeo em defesa do ex-presidente. Ora, os dois - Temer e Lula - estão postos em um enredo em que possuem muito o que explicar. 

No “vitimismo” de Renan Calheiros reside uma certa razão em relação a Janot, mas nada impede que este seja um caso onde ambos - Renan Calheiros e Rodrigo Janot - tenham razão. Afinal, não é de hoje que pesam denúncias graves contra o homem mais forte do PMDB de Alagoas e suas práticas nada republicanas. Calheiros coleciona inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e, como homem público, deve dar satisfações sobre elas. 

Claro: deve ser garantido a Calheiros - como a qualquer outro cidadão - o amplo direito à defesa e ao contraditório. Todavia, não me espantaria se nesse estamento burocrático que virou a República brasileira (estamento este já denunciado por Raimundo Faoro em Os Donos do Poder) existissem pouquíssimas vítimas diante dos jogos de interesse e de manutenção do poder. Calheiros foi um homem forte de diversos governos, incluindo o mais recente da presidente Dilma Rousseff (PT). 

Foi um dos articuladores para manter os direitos políticos de Dilma Rousseff apesar do impeachment e do que diz a Constituição Federal. Então, em minha humilde visão, Calheiros buscou os “argumentos” para rasgar a Constituição e no estamento ninguém faz nada de graça. Logo, as verdadeiras vítimas desse processo não ocupam as cadeiras poderosas de Brasília, mas sim as filas de hospitais e as demais filas que esperam por Saúde e Educação diante de um Estado gigantesco que penaliza o contribuinte com altos impostos e burocracia, mas não devolve em serviços. 

O estamento possui tentáculos gigantes e caríssimos. É um Leviatã atrasado, pesado, que só engorda, e beneficia os que se locupletam nesse banquete. 

Não cola essa defesa desesperada de Renan Calheiros de dizer que é uma das vítimas preferenciais do procurador da República, Rodrigo Janot, mesmo com todos os erros de Janot e com sua atuação nada imparcial, quando se analisa os fatos. Janot caiu atirando para todos os lados quando se viu no enredo da lambança promovida por Joesley Batista e quem o tenha ajudado. Tudo isso precisa ser esclarecido, evidentemente.  Calheiros acerta ao apontar isso, mas isso não é tudo e nem isenta o peemedebista de imediato.

Mas, as vítimas desse estamento são outras. 

A CPI proposta por Renan Calheiros tem clara e notória função de retaliação. Todavia, isso não quer dizer que não deva existir e que não possa trazer à luz coisas interessantes sobre outros poderes. Que eles briguem para que verdades surjam de onde menos se espera. Torço por isso. 

Que o Brasil seja passado a limpo, independente de ser o PMDB, o PSDB, o PT, o PP ou qualquer outra sigla partidária dessa República que riu faz tempo e ainda se sustenta pelo peso do estamento burocrático. 

As acusações a Janot - ainda que possuam alguma razão (e possuem em alguns casos!) - não pode servir para jogar o “bebê fora com a água suja do banho”.  Não podem descaracterizar todo o trabalho que foi desenvolvido pela Operação Lava Jato que aponta sim para provas que mostram o quanto dentro do PMDB e do PT existiam verdadeiras quadrilhas criminosas. Não por acaso esses dois partidos estavam abraçados durante tanto tempo, incluindo aí a aliança entre Dilma Rousseff e Michel Temer que foi abençoada por grande parte dos peemedebistas e dos petistas. 

Não se trata de prejulgar Renan Calheiros. Repito: tem que haver o direito ao contraditório e à ampla defesa, mas colocar o peemedebista como uma “vítima” diante das posições que sempre ocupou e do poder que sempre acumulou dentro desse estamento é um pouco demais. Isto por si só faz com que seja plausível cobrar respostas de Renan Calheiros. Respostas sólidas e não apenas um “mimimi” numa narrativa de perseguição. 

Calheiros - por fim - está correto aos dizer que não se curvará diante de denúncias. Que ele não se curve, mas que esclareça para além do discurso em que se vitimiza. No mais, assim como Calheiros, torço para que o Supremo Tribunal Federal (STF) “separe o joio do trigo”. Que o estamento montando nas últimas décadas é o joio, eu não tenho dúvidas. Agora, quem é trigo? Bom, que os processos andem para que assim saibamos… 

E que no fim, aprendamos a lição: quanto menos Estado, menos corrupção. 

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