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Postado em 10/01/2017 às 14:49 por Lula Vilar em Blog do Vilar 0

Renan Filho: Estado isolou líderes de facções dentro dos presídios alagoanos




Por Lula Vilar

Crédito: Joyce Marina

Governador Renan Filho falou sobre o sistema prisional

Na manhã de hoje, o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), falou sobre o que vem sendo chamado de “crise carcerária no Brasil” após as rebeliões ocorridas no Amazonas e em Roraima. A crise não nasce agora. Ela é crônica e estamos assistindo a uma tragédia anunciada. Nunca é demais lembrar.

É óbvio que o massacre ocorrido em Manaus tornou isto mais visível e, como de esperar, a imprensa deve explorar casos que mostram a situação de fragilidade dos presídios em todo o país. No dia de hoje, uma reportagem de O Globo mostra presidiárias fazendo festas regadas a drogas no sistema prisional de Pernambuco. Pode apostar que em Alagoas, assim como em outros estados, isto também ocorre.

O estado paralelo toma conta dos presídios com seus tribunais de exceção. Tem sido assim desde a década de 70. As quadrilhas só estão evoluindo e ampliando suas ligações com o poder oficial, inclusive.

Durante a entrevista, o chefe do Executivo estadual falou das peculiaridades do sistema prisional alagoano e das recentes denúncias envolvendo o advogado Hugo Soares Braga, que é filho do juiz Braga Neto. Uma denúncia grave e que precisa ser investigada. Que o Estado mobilize a inteligência policial para isto também. Se inocente, que o advogado tenha sua inocência amplamente divulgada.

A entrevista de Renan Filho pode ser lida aqui no Portal CADAMINUTO em reportagem feita pelas jornalistas Vanessa Siqueira e Joyce Marina.

Aqui no blog destaco algumas declarações de Renan Filho sobre as ações tomadas pelo governo do Estado para que não ocorra em Alagoas justamente as matanças ocorridas nos outros dois estados.

Primeiro: a situação dos presídios alagoanos não é diferente da do restante do país. Estruturas precárias, com registros de fugas, preocupações por parte da segurança pública, superlotação, dentre outras questões já abordadas pela imprensa e também neste blog.

Segundo o governador, a serenidade é o ponto chave para enfrentar o problema. Concordo! Porém, não é o único ponto. A inteligência policial tem que mapear a atuação do crime organizado dentro destas unidades e isolá-lo.

Por esta razão, Renan Filho frisou que os líderes de facções criminosas já foram isolados no sistema prisional. Que tal isolamento seja de fato e não se resuma ao mero deslocamento para afastá-los dos demais presos.

O governador ainda falou sobre uma triagem por “grau de periculosidade”, que é um dos pontos para os quais chamei atenção em outros textos.

Ele ressaltou ainda a construção de um novo presídio para fortalecer o sistema prisional. Mesmo assim, o chefe do Executivo sabe da bomba armada e não descartou a possibilidade de rebeliões na Terra dos Marechais. Fez a análise de que neste momento, facções criminosas tentam desestabilizar o país e por isto toda unidade federativa deve estar preocupada. É uma verdade.

É válido lembrar das ligações que estas facções possuem. Logo, não podemos tratar Amazonas e Roraima como casos isolados. “Isso pode acontecer em qualquer lugar e temos que estar prontos. Fizemos revistas em todos os presídios e apreendemos armas, drogas, celulares, facas, espetos e isso deve ser recorrente. O governo deve fazer esse tipo de trabalho recorrente principalmente quando há brigas de facções”, frisa o governador.

Estou no twitter: @lulavilar


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