Orgulho e amor, Alagoas 200 anos

A11e7038 deb2 4a20 9d64 e0e0279e740b

Orgulho e amor por uma terra, sua gente, sua história, suas belezas naturais e culturais. Uma terra que educou seu povo com garra e bravura, das primeiras lutas por liberdade, antes mesmo de conquistar a sua própria liberdade, com Ganga Zumba, Dandara, Zumbi.

Terra cujo povo se emancipou ao defender a unidade do território brasileiro contra o movimento pernambucano com objetivo separatista. Alguns tentaram diminuir o seu papel patriótico ao entreguismo servil. Mas, a coragem alagoana se sobressaiu! Resistiu ao descuido de governantes que por aqui passaram e pouco fizeram pelo nosso povo.

Persiste em ser grande, sua grandeza está nos homens e mulheres que extrapolam os limites do nosso pequeno território e conquistam o mundo. Do sertão ao litoral, tem muita história para contar, muitas belezas para se ver, muitas emoções para sentir. Futuro promissor, esperança e garra para construir. Essa terra é Alagoas, que alaga o coração de amor por tanto o que admirar e se orgulhar, nossa estrela radiosa!!!

Viva Alagoas e os nossos 200 anos!

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Independência ou dependência?

57884eb2 42ea 4c57 83a7 8279a7eab35e

Conquistada a Independência, passados 195 anos, será que o Brasil atua de forma independente nos dias atuais?

Após a queda do muro de Berlim, em 1989, vivemos num mundo hegemonizado por uma potência que exerce sua influência econômica, cultural e militar de forma unipolar no mundo. Os valores, hábitos, costumes, cultura... dos EUA passaram a se enraizar em outros países, no Brasil não é diferente, muitas vezes até esquecemos que coisas do nosso cotidiano não são nossas, mas essa influência há muito tempo deixou de ser discreta. 

Cresce o número de estabelecimentos comerciais que estampam suas marcas em língua inglesa. A equipe de trabalho é "staff", o jornal "newslatter", farmácia "drugstore", salão de beleza "hair", loja é "store", promoção "on sale", lojas de sapato carregam o "shoes" de sobrenome, academia é "fitness"... Nas rádios predominam as músicas internacionais, as bandas e artistas do "pop music". No mundo da moda, uma overdose: blogger, fashion, look, plus size, top model...nada contra as tais blogueiras - até sigo algumas delas pelas redes, mas sem descuidar do meu senso crítico - só que algumas são exemplos concentrados de desvalorização da pátria brasileira e da subserviência estrangeira. Além da língua, têm a tal da bandeira dos EUA e da Inglaterra entrando e saindo de moda na estampa de roupas e acessórios.

Nossa! Depois de escrever esse parágrafo deu vontade de gritar "PÁÁÁRA TUDO! ACOOORDA!" Vem logo na lembrança a música "Filho da pátria iludido" do cantor Gabriel O Pensador:

"Quando eu vejo um filho da pátria com a camisa dos Estados Unidos 
Eu fico puto 
Eu fico louco 
Eu fico logo mordido 
Porque se fosse americano eu já não ia gostar 
Mas o pior é brasileiro quando cisma de usar 
Uma jaqueta ou uma camiseta com aquela estampa D'aquela porra de bandeira azul vermelha e branca! 
Eu não suporto ver aquilo no peito de um brasileiro...
E ele saiu de casa crente que tava abafando...
Eu fico quase chorando 
De pena de raiva de tristeza de vergonha..."

A língua integra a identidade cultural de um país, a bandeira do Brasil é um dos símbolos oficiais da nossa República. Quando não valorizamos o que é nosso, quem valorizará? Seremos um povo sem graça, sem características próprias que nos diferencie de outros povos? Seremos um país que ficará aguardando outro país dizer o tipo de música que devemos ouvir, a moda do momento a ser seguida? Viveremos à espera do dólar subir ou baixar porque boa parte de itens básicos do nosso cotidiano são oriundos do exterior? Impregnar um povo com a sua cultura para conquistar sua obediência (ou o nome que queiram dar) é um arma tão poderosa de dominação quanto as armas que atacam fisicamente numa guerra e as remessas internacionais de dinheiro que geram dependência financeira. Aceitar tudo isso significa usar aquele tapa olho para cavalos que não os permite olhar para o lado, apenas seguir a direção que sua rédea indica.

Talvez seja taxada de jovem-velha, mas nos meus padrões de beleza e independência passam a noção de patriotismo e valorização da nossa cultura. No meu padrão, ser "chique" e inteligente é saber falar um bom português, conhecer nossa história, valorizar a nossa cultura; usar nossos erros como aprendizado e não como argumento para desvalorizar e se envergonhar do nosso país, usar nossos acertos e virtudes como instrumento para elevar o orgulho nacional para além da Copa do Mundo e Olímpiadas. Aquele ditado clichê de "quem ama cuida", concordo com ele, que possamos amar mais nosso país, só assim cuidaremos melhor dele.

 

 

OBS: 
- Já estudei inglês, pretendo concluir os estudos inclusive, da mesma forma que quero aprender francês, italiano...penso que o conhecimento liberta, o que não significa trocar de língua - é o que ocorre em muitos casos. 

- Sei que não é fácil fugir desse cerco ao qual fomos envolvidos, já me peguei com esses dizeres estrangeiros, mas de pronto me corrijo.

- Não se trata de uma campanha contra os EUA ou qualquer outro país, mas de uma necessidade de defender o Brasil.

Facebook: Claudia Petuba

Instagram: @claudiapetuba

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Político que não é político, partido que não é partido

C3d8db80 db67 4431 b696 f8926863f882

Instagram: @claudiapetuba

Facebook: Claudia Petuba

 

O crescimento da descrença da população com a política vem gerando mudanças de atitude e comportamento, o que não significa, automaticamente, progressos no mundo da política. 

Partidos políticos procuram ressignificar sua atuação com mudanças nos seus respectivos registros com o objetivo de retirar do nome a palavra "partido". Na prática a palavra pode ser diferente, mas a intenção continuará sendo a mesma, um "grupo de pessoas unidas pela mesma opinião, mesmos interesses e mesma ação política" (Dicionário Online de Português), ou coisa do tipo. Quanto às práticas, não custa nada ter um pouco de esperança, mas acredito que não preciso nem "gastar tinta" dizendo que a probabilidade maior é que não mude nada - pode até ocorrer um entra e sai de pessoas, mas o objetivo de acumular força para disputar espaços de poder e difundir suas ideias continuarão como metas principais.

Da mesma forma com os "neopolíticos", pessoas do mundo dos negócios ou entretenimento que se jogam no mundo da política sob o rótulo de não serem políticas, como se com isso atestasse uma hipotética dignidade e capacidade de gestão maiores pelo fato de se intitular apenas como gestor. Ignoram que para ocuparem o almejado posto percorrem os mesmos caminhos que os políticos mais experientes: reuniões e mais articulações, filiação partidária, muita articulação e contas matemáticas até sair uma coligação, Convenção, campanha, fotos, abraços, voto...  E ao assumir uma função/cargo no setor público terão as mesmas responsabilidades. 

Abordo este tema não com ares de decepção política, muito pelo contrário, pela crença no poder de transformação social (positiva) que ainda possuem os "partidos políticos" e os "políticos", com esses ou outros nomes as tarefas serão as mesmas. Chamar um pequeno pedaço de pão, velho e duro, de "croutons", vai parecer algo mais requintado e elegante (faz até com que tenha um valor de mercado maior - o que o marketing não faz!?!), mas no final vai continuar sendo apenas um pequeno pedaço de pão, velho e duro. 

A política cumpre um papel importante, apenas reflete valores presentes na sociedade num dado momento. Em tempos de capitalismo selvagem, como não achar que as negociações do universo privado não se estenderiam para a esfera pública? Mundo em que o setor privado tenta vender a imagem de que é o "reino das virtudes", quando nos seus bastidores as ditas "práticas escusas" se repetem: sonegação de impostos, subornos, lavagem de dinheiro, etc (importante destacar que existem boas e más práticas em todos os setores, público e privado).

No caso da mudança dos nomes dos partidos políticos é mais uma prova dessa influencia, no setor privado este tipo de prática é mais comum sob o título "reposicionamento de marca" com o propósito de melhorar a posição da marca no mercado e assim conquistar mais consumidores. Evidencia uma sociedade que supervaloriza a estética, as formas e embalagens ao invés de se atentar ao conteúdo e valores imateriais.

Política é a arte de juntar gente, construir consensos, debater conteúdo...a política acontece em casa, no trabalho, na igreja, na vizinhança, em organizações cujo ingresso ocorre apenas mediante concurso público... Negar a politica significa negar a vida em sociedade, negar os partidos significa defender uma vida pautada no individualismo e isolamento; optar viver com bicho e planta que conviver com outras pessoas. Negar tudo isso significa ignorar as necessidades inerentes à condição humana de viver em sociedade, significa adoecer!

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Excessos do movimento sindical

6f5acad4 9be2 4816 9422 9c21dc28c64b

A Secretaria de Estado do Esporte, Lazer e Juventude, realizou ontem mais uma edição do "Participaê", com o apoio de outras Secretarias de Estado e parceiros privados, desta vez ocorreu em Arapiraca, consiste numa ação que leva serviços (como emissão de documentos, cadastro em programas, oficinas) de forma itinerante para os jovens.

Em Arapiraca os professores da rede municipal estão em greve há mais de 90 dias, uma luta para conquistar um reajuste salarial superior à proposta feita pela atual gestão. 

O prefeito Rogério Teófilo (PSDB) havia informado que participaria da abertura do Participaê, sabendo desta informação os professores, organizados pelo Sinteal, mobilizaram-se para aproveitar a oportunidade e protestar.

Ao saber do protesto o prefeito não foi, os manifestantes continuaram lá (possuem esse direito e o exerceram) e no momento da abertura do evento começaram as palavras de ordem, apitos, gritos...com o objetivo de impedir que as pessoas que ali estavam para falar no evento não fossem ouvidas (embora bem vindos, não souberam respeitar o momento).

Sobre esses fatos, algumas opiniões:

1. As manifestações e os protestos são instrumentos importantes de luta, muitos direitos que possuímos foram conquistados com o povo na rua lutando por dias melhores. Esses instrumentos precisam ser respeitados e garantidos. 

2. Esses instrumentos foram banalizados ao longo do tempo e muitas vezes mais afastaram que conquistaram adeptos para sua causa. O fato de alguns estudantes e ouvintes no geral que lá estavam para a abertura do evento terem nos procurado ao final para se desculparem pelo "barulho" e dizer que não tinham ligação com "aquilo" é uma prova disso. Pertinente colocação, mas que mostra o quanto os professores deixaram de conquistar o apoio dos estudantes; sendo que a relação estudante-professor é fundamental para as conquistas na área da educação. 

3. Já participei de vários protestos, na época de estudante e depois de formada, inclusive em eventos oficiais de governos. Chegávamos lá e emitíamos a nossa opinião com faixas, cartazes e palavras de ordem num dado momento e em seguida parávamos para ouvir o que as autoridades tinham a dizer, sobre o evento e sobre nossas reivindicações. Afinal, protesto que só quer fazer "barulho" não quer de fato resolver o problema, saber ouvir faz parte das negociações de salários e de direitos, não saber/querer ouvir significa (no final das contas) não "estar aí" para o pretexto/conteúdo do protesto.

4. Cresceu o que a cientista política Clarisse Gurgel (UniRio) descreveu como "esquerda performática" (achei o termo bem ajustado e definido por ela), aquela parcela da esquerda que prioriza a política como evento, deixa de formar sua base e se especializa em organizar eventos, ou seja, está mais preocupada com a performance (em aparecer e como aparecer) que com a política (o conteúdo do evento performático). Existem movimentos e movimentos, essa é a questão, mas uma parcela acaba por rotular todos.

5. O evento seguiu, foi muito bom e cumpriu seus objetivos, enquanto Secretária de Estado e anfitriã do evento não tenho nada a dizer além de que não tenho competência institucional/legal para solucionar o impasse entre Prefeitura Municipal e trabalhadores - o que todos que estavam lá já sabiam. E como lá não tinha ninguém representando a Prefeitura de Arapiraca, não tenho como ser "garota de recados". 

6. Já enquanto militante política tenho coisas à mais para dizer: solidarizo-me com os trabalhadores em greve, a educação deve ser valorizada como área estratégica que é para a sociedade; mas fico preocupada com fatos como este no sentido de que uma parcela lúcida dos movimentos sociais seja afetada pela falta de bom senso de outra parcela dos movimentos sociais. O que ocorreu ontem foi uma "bola fora", torço para que o movimento sindical atue de forma sensata, esclarecendo seu papel para a sociedade - muito maior que pautas meramente econômicas e atuação corporativa.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

A cultura da intolerância - parte 1

B206b6b4 f5a2 47dd a37a d9e51f3f606a

O simples fato de ter nascido como um indivíduo da raça humana significa possuir a necessidade de interagir com outras pessoas, por mais que possamos em algum dia ou outro preferirmos nos resguardar e isolar um pouco (ou no caso de algumas pessoas, na maioria dos dias), é uma necessidade biológica ter contato com outras pessoas. Dessa interação naturalmente surgem os conflitos como consequência das divergências de interesses e pensamentos, aliás, caso todos pensassem e agissem da mesma forma viveríamos no mundo do tédio (essa afirmação já está bastante clichê inclusive).

 

Daí que surgem instrumentos para inserir limites às relações humanas, as ciências jurídicas ocupam papel de destaque neste sentido. E qual o bem maior o Direito procura preservar? Alguns doutrinadores elegeram a paz social, outros a vida humana...diferenças à parte, todos levam à um mesmo entendimento: dirimir conflitos e gestar um clima minimamente harmonioso, tanto que o desrespeito às divergências é tipificado (ou seja, considerado uma conduta indesejável cuja prática pode levar à consumação de um crime) pela legislação da maioria dos países que atuam sob a perspectiva de um Estado de Direito.

 

Logo, faz parte da nossa essência querermos que nossa vontade prevaleça, o que pode nos levar à grosso modo entender que todos temos um “quê” de intolerância, mas é uma necessidade humana exercitar o respeito às divergências e as tolerarmos. Num momento de racionalidade, desde criança todos aprendemos a termos paciência e sermos tolerantes.  E assim evoluímos enquanto raça humana, bebendo das diversas experiências históricas que levaram à conclusão que é melhor para todos vivermos em harmonia em paz, exercitando cada vez mais o respeito mútuo. Todos os momentos em que a regra foi a intolerância e a tolerância foi a exceção a humanidade viveu momentos trágicos.

 

Dos momentos históricos com elevado grau de intolerância, podemos citar a escravidão, seja a africana onde tribos escravizavam outras tribos, na Antiguidade onde a escravidão não dependia da cor da pele e sim - principalmente - de prisioneiros de guerra, seja no período colonial onde os negros eram o alvo. E, ainda, a intolerância no caso da Alemanha Nazista onde Hitler ascendeu ao poder com o apoio da população que estava insatisfeita com a democracia que possuíam à época e cometeu atrocidades como assassinato em massa de aproximadamente 6 milhões de judeus, além dos outros grupos alvos do genocídio - como deficientes físicos e mentais, homossexuais, comunistas, poloneses -, que juntos ultrapassaram a casa de 10 milhões de vítimas assassinadas através de uma política de Estado do regime nazista, com a justificativa de serem segmentos inferiores e ameaçarem a hipotética superioridade da “raça ariana”.   

 

Tema extremamente atual, seja à nível internacional com o crescente fundamentalismo religiosos que potencializa o terrorismo, criado de fato por países com política externa de tipo imperialistas (ou seja, países que intervém na política interna de outros países com sua força econômica e bélica para fazerem valer seus interesses políticos e econômicos, fácil detectar os EUA como principal exemplo desse tipo de atuação). Seja no nosso país com projetos de lei que tramitam com Congresso Nacional com objetivo de criminalizar a ideologia marxista (mais conhecida como comunismo), ou em Alagoas com a recente ameaça de morte ao reitor da Universidade Estadual de Alagoas-UNEAL, Jairo Campos, pela decisão do seu Conselho Universitário de entrega do título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente da República Lula da Silva.

 

Não se concorda que o ex-presidente seja digno de receber esta distinta homenagem, tudo bem, mas se outras pessoas concordam, até onde se vai para fazer valer sua opinião? Voltaremos aos regimes onde o elevado grau de intolerância punia com a morte as pessoas com opinião divergente? Aos tempos em que política se resolvia na bala*?

 

* Em postagem futura falarei sobre a relação da política com a violência, embora ainda seja possível detectar crimes políticos na atualidade, infelizmente, estes diminuem quando comparamos com décadas passadas.

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.

Exercitando o "pensar"

Sem rótulos e fronteiras, este espaço será utilizado para exercitar um pouco o pensamento crítico, tentando ir além do senso comum e do politicamente correto.

As pessoas se relacionam de diversas formas, seja com objetivo pessoal, econômico, político, científico... tamanho é o número de suas possibilidades que o direito apenas as exemplificou, frente a impossibilidade de esgotar todas as possibilidades de relacionamento. Partindo desta premissa, para analisarmos alguns fenômenos com o objetivo de se chegar numa conclusão, não podemos partir de um campo de análise limitado com algumas dicotomias e conceitos predefinidos. Os conceitos já existentes não precisam ser rasgados, mas limitar o comportamento humano como certo ou errado, bom ou ruim, enquadrando-se no campo A ou B é insuficiente.

Na política então, onde o comportamento humano entra no reino da complexidade, as possibilidades de alianças e articulações são igualmente inúmeras, além das infindáveis análises conjunturais (como dizia Magalhães Pinto, política é igual à nuvem, você olha e está de um jeito, olha de novo e ela já muda); por que resumir as disputas políticas recentes no nosso país à "petralhas" versus "coxinhas", "golpistas" e "não golpistas"? O debate político feito em águas rasas e com o estabelecimento de duas classificações atrofia a capacidade brasileira de pensar de forma crítica. Exemplifico com este fato da política contemporânea brasileira, mas se estende a todos os outros, sejam eles locais ou internacionais.

Já faz um tempo que abandonei as verdades absolutas, gosto de tentar entender as exceções e questões relativas. Mais uma vez, isso não significa que cada um não possa ter seus valores e conceitos, apenas que eles provavelmente não respondam tudo. Não gosto muito de respostas prontas, imutáveis e "verdade absoluta", prefiro desconstruir falsas polêmicas e dicotomias.

Vamos exercitar o pensar!?!"

Deixe seu comentário Os comentários são de inteira responsabilidade dos autores, não representando em qualquer instância a opinião do Cada Minuto ou de seus colaboradores. Para maiores informações, leia nossa política de privacidade.
Comercial (82) 3313.6040 (82) 99812.2189 comercial@cadaminuto.com.br
Redação (82) 3313.2162 (82) 99664.2221 cadaminutoalagoas@hotmail.com