59.627 homicídios em 2014. Alagoas tem a maior taxa. O desarmamento é um sucesso!

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Creio que a ironia contida no título deste artigo seja clara. O problema é quando algo assim é publicado como sendo uma verdade. É quase inacreditável, mas acontece com uma frequência assustadora. No caso em questão, uma reportagem em um dos maiores jornais do país, o Estado de São Paulo, que noticiou no último dia 26: “Armas estão em 71% dos assassinatos e NE lidera. Proporção é recorde em 34 anos; Estatuto evitou crescimento”. A reportagem é assinada pelo jornalista Marco Antônio Carvalho.

Por mais que alguns sociólogos tentem subverter a realidade, dando-lhe um tom ameno com o discurso do “podia ser pior”, a realidade é que no Brasil os bandidos continuam tendo fácil acesso ao ferramental necessário para o cometimento de seus crimes. Enquanto seiscentas mil pessoas caíram no conto do “entregue sua arma para ficar mais seguro” e 90% das lojas que vendiam armas fecharam no Brasil, os homicídios bateram todos os recordes históricos, em especial na região nordeste, exatamente onde, há menos armas registradas e, também, onde houve maior participação da população nas tais campanhas de entrega voluntária de armas.

De acordo com o Atlas da Violência 2016, que comparou os homicídios de 2004 até 2014, exatamente os anos sob a vigência do malfadado Estatuto do Desarmamento, tivemos um crescimento substancial dos assassinatos em 19 estados e a redução, em sua maioria pouco significativa, em apena 8 entes da federação. Oras, como dizer que a lei vigente sobre armas e munições, uma legislação federal, só fez algum efeito na minoria dos estados? Impossível afirmar isso!

Dos estados com alguma redução - redução essa que se deve única e exclusivamente às políticas de segurança pública e a fatores locais, não havendo qualquer possibilidade séria de se relacionar essa queda ao estatuto - estão São Paulo e Rio de Janeiro com reduções de 52,4% e 33,3%, respectivamente. Por serem os estados mais populosos, óbvio ululante, tais quedas se refletiram na média nacional. Disto para dizer que o Estatuto do Desarmamento salvou x vidas há uma distância intransponível dentro de qualquer honestidade de avaliação!

No nordeste, como eu já afirmei, onde há o menor número de armas registradas, onde houve a maior participação e empenho nas campanhas de desarmamento, os corpos vão se amontoando. Dos seis estados com crescimento de mais de 100% nas taxas de homicídios, todos estão na região! Alagoas possuiu hoje a inaceitável taxa de 63,3 homicídios por 100 mil habitantes o que lhe confere, desde 2006, a primeira colocação nesse trágico ranking. Pergunto aos amigos alagoanos, entre eles o querido Luís Vilar: e o tal ônibus do desarmamento fez o que além de consumir verba pública? Está na hora do governo embarcar em um ônibus chamado realidade, isso sim!

Além de tudo acima temos o Rio Grande do Norte com mais de 300% de crescimentos em suas taxas, Maranhão com mais de 200%, o cidadão desarmado, refém dos criminosos e da ineficácia do Estado. Os criminosos armados com o tipo de armamento que bem entender e mesmo assim, de acordo com muitos jornalistas e “especialistas”, o desarmamento é um sucesso! Afirmar isso não é ironia, é desonestidade pura e simples!

 

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Armas e a desonestidade como método

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Nos últimos dias os jornais e portais foram inundados com reportagens sobre as armas e o desarmamento e, claro, na maioria das vezes em defesa do segundo. Dentre tudo que li e vi, mais do mesmo. Teses que já foram defenestradas em 2005 quando aqueles que defendiam o comércio legal de armas e munições e, portanto, eram contra o desarmamento, venceram de forma acachapante e inequívoca. Vitória essa jamais respeitada. Das diversas reportagens, destaco a da revista Veja.

A matéria intitulada “O Mapa da Violência Armada nos EUA”, da revista citada, traz como subtítulo: “Com mais de 30.000 mortes por ano causadas por armas de fogo; os EUA lideram o ranking de violência entre as nações desenvolvidas. Pesquisadores de Harvard comprovaram que “há uma correlação altamente significativa entre as taxas de homicídios e a disponibilidade de armas”. E é ai que a desonestidade começa...

Quantas vítimas as armas fazem nos EUA? 30 mil?

Nenhuma! As armas não fazem vítima nenhuma! Acredite, senhor jornalista, as armas são objetos inanimados, desprovidos de vontade e só causam qualquer coisa quando operados por mãos humanas. É chato explicar o óbvio, muito chato mesmo, mas necessário.

Mas de onde saiu esse número de 30 mil? Explico! Até alguns anos atrás os desarmamentistas americanos se apoiavam na premissa que a taxa de homicídios com o uso de armas nos EUA era altíssima para padrões civilizados. O problema, para eles, é que as taxas desabaram nos últimos 30 anos e o número total de mortos acabou por alcançar patamares que não sustentavam a possibilidade de maiores – e portanto desnecessárias – restrições. Qual foi a saída? Inflacionar o número de “vítimas de armas de fogo” incluindo suicídios, homicídios justificáveis (legítima defesa), acidentes e intervenções policiais e terrorismo. Chegaram com isso às faladas 30 mil mortes anuais. O número que importa, para a discussão em questão, é apontado pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention) em seu estudo anual chamado National Vital Statistics Reports de 2013 que aponta 11.208 homicídios cometidos com armas de fogo, portanto, 20.000 a menos que o indicado na reportagem.

Armas causam suicídios?

Tanto quanto garfos causam obesidade! Ao incluir os suicídios nas mortes causados “por” armas de fogo, a desonestidade cresce, pois não há um só estudo sério e conclusivo que comprove que a existência da arma como um fator predominante para esse tipo de ocorrência. Se a disponibilidade de armas fosse a variável determinante não teríamos o Brasil com o oitavo maior número de suicídios no mundo, tampouco o desarmado Japão. O índice japonês de 18,5 suicídios para cada 100 mil habitantes é, por exemplo, três vezes o registrado no Reino Unido (6,2) e 50% acima da taxa dos Estados Unidos (12,1), da Áustria (11,5) e da França (12,3). O campeão em suicídios é a Coreia do Sul, também com enormes restrições às armas, com o assustador número de 28,9 suicídios por 100 mil habitantes.

E a fonte?

O imbróglio não se encerra nisso e o mais grave de tudo foi a utilização de uma obscura entidade civil de Washington chamada Gun Violence Archive que, em tese, rastreia e contabiliza os chamados Mass Shooting. Para essa entidade houve 136 incidentes nos primeiros 164 dias do ano. No mesmo parágrafo o jornalista indica que “Para o FBI (a polícia federal americana), a definição de “mass shooting” é um tiroteio que resultou em quatro ou mais mortes. Usando essa contagem, o número de incidentes cai para apenas três, com 73 mortes.” Oras bolas! Porque então usar os números da tal entidade e não do FBI? Simples, né? O número não era sensacionalista o suficiente.

Um tiro na credibilidade!

A credibilidade da Gun Violence Archive fica próximo do zero absoluto uma vez que utiliza notícias como fonte primárias de seus dados! Sim, isso mesmo que você entendeu, o levantamento é feito com base em matérias jornalísticas e há erros enormes nessa contabilização como, por exemplo, um caso em 2015 contabilizado três vezes, contabilização de casos que envolveram armas de pressão, inclusão de casos claros de guerra de gangs e acerto de contas entre criminosos como sendo casos de ataque armado! Já imaginaram se o Brasil adotasse esse critério para definir os chamados “mas shooting” em território nacional? Seríamos os campeões do mundo! Se houve algum massacre aqui, o pior de todos foi na credibilidade da revista que apela ao sensacionalismo para justificar o injustificável.

Pesquisadores de Harvard comprovaram?

HUmmm...Não, não comprovam. Os ditos pesquisadores, cujo estudos analisei anos atrás e que já foram destruídos pelo professor John Lott não são conclusivos e não comprovam a relação de causa e efeito para o binômio “mais armas, mais crimes”. O que eles fazem é estabelecer uma correlação que, em tese, apontam para uma direção. O que temos em tais “estudos” é conhecido pela expressão “post hoc ergo propter hoc, cuja tradução seria "depois disso, logo causado por isso". Um erro, um vício, um defeito muito comum em estudos deste tipo. Trata-se de uma falácia lógica, ou correlação coincidente, que consiste na ideia de que dois eventos que ocorram em sequência cronológica estão necessariamente interligados através de uma relação de causa e efeito. Temos como exemplo disso a ideia que o desarmamento no Brasil poupou x número de vidas. Uma falácia lógica que tratarei no próximo artigo. A verdade é que quando o assunto é desarmamento e armas a desonestidade é método.

 

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Quem matou PC Farias? Eu digo!

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A Globo News lançou uma reportagem especial sobre os 20 anos da morte de PC Farias. Para quem não lembra ou era novo demais, PC Farias era responsável pelo caixa de campanha de Fernando Collor de Mello em 1989. Até o impeachment do presidente, em 1992, PC operou um esquema de corrupção em torno do Planalto. Paulo César e sua namorada, Suzana Marcolino, apareceram mortos a tiros numa casa de praia de Maceió em junho de 1996.

Tal reportagem teve grande impacto nas redes sociais e levou a hashtag #QuemMatouPCFarias aos assuntos mais comentados no Twitter. Eu realmente não sei qual a dúvida que a emissora e a imprensa de um modo geral têm, afinal, diariamente eles nos mostram reportagens que indicam as únicas responsáveis pelos milhares de assassinatos anuais que ocorrem no Brasil. Um objeto com poderes sobrenaturais que, de maneira inexplicável, sem aviso prévio, saem por ai matando pessoas.

Basta uma rápida busca no Google para encontrar inúmeras referências ao executor de PC Farias. Sério! Está lá! “Arma que matou PC Farias sumiu do Fórum” na Folha de São Paulo ou “Juiz nega sumiço da arma que matou PC Farias” no O Globo ou ainda “Arma que matou PC Farias e namorada não tinha digitais de Suzana” no site de notícia UOL. Caso encerrado! A arma matou PC Farias e encontra-se cumprindo pena em uma empoeirada estante d’algum fórum.

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Senado rejeita restrições à posse de armas nos EUA: torcida não é análise, nem jornalismo.

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O senado americano rejeitou nesta última segunda-feira, dia 20, quatro propostas que criavam novas restrições à compra de armas nos EUA. Ao contrário do que tentou insinuar a revista Veja, os projetos não eram apenas e tão somente do Partido Democrata, o mesmo partido de Obama. Dois deles eram de senadores republicanos e acabaram igualmente rejeitados com votos contrários de ambos os partidos. Mesmo a proposta que impedia que suspeitos de integrarem ou interagirem com organismos terroristas, entre eles o Estado Islâmico, comprassem armas foi rejeitada. Em análise superficial, até parecia fazer algum sentido a proibição, mas muitos senadores perceberam que impedir alguém de exercer um direito constitucional com base apenas em suspeitas ou investigações preliminares, poderia abrir um pressuposto perigosíssimo que colocaria em risco até mesmo um dos direitos mais sagrados constantes na Primeira Emenda da Constituição americana: o da liberdade de expressão.  Claro, a única coisa que a maior parte da imprensa conseguiu repetir foi: lobby da NRA, lobby dos fabricantes, lobby da NRA, lobby dos fabricantes... Grande análise...

Antes mesmo dos derradeiros disparos ocorrerem contra o terrorista muçulmano dentro da boate Pulse, palco de um dos mais covardes ataques terroristas em solo americano, muitos jornalistas brasileiros e analistas convidados, em especial na Globo News, que meu amigo Alexandre Borges chama carinhosamente de GoverNews, já afirmavam que agora não havia como o Congresso americano não aprovar novas e severas restrições à posse e ao porte de armas naquele país. Como viram acima, estavam, mais uma vez, errados. Assim erraram diversas outras vezes como, por exemplo, após o tiroteio na escola primária de Sandy Hook onde afirmavam categoricamente que haveria o endurecimento das ditas leis restritivas. Por sorte, tive a oportunidade de, em rede nacional, fazer uma análise completamente diferente durante uma entrevista, ao vivo, para rádio CBN e afirmar que não seriam aprovadas novas restrições. Modéstia às favas, acertei.

Em outro artigo, publicado no Jornal Gazeta do Povo, expliquei do porquê de sucessivas rejeições e replico aqui de forma sucinta:“[A partir de] 2013, republicanos começaram a aceitar alguns tipos de restrições (como a checagem de antecedentes) e os democratas passaram a defender o direito ao acesso e ao porte de armas. Ambos os grupos sabem muito bem que as restrições propostas por Obama vão muito além do aceitável e cobraram isso de seus candidatos.”

A verdade é que os analistas, jornalistas e toda sorte de palpiteiros convidados não fazem qualquer análise conjuntural ou jornalística para emitir suas opiniões. O que eles fazem é torcer! Torcer para que sua visão de mundo, sua ideologia e, não raro, aquele antiamericanismo bocó e démodé, vençam os fatos e a realidade de que nenhuma lei restritiva, nem mesmo mil leis restritivas, seriam capazes de impedir que o covarde Omar Mateen abrisse fogo contra pessoas desarmadas. Em suma, na cabeça desse pessoal “do bem”, após um ataque terrorista deve-se desarmar as possíveis vítimas e não dar-lhes possibilidade de reagirem. Toda sorte de malucos, agradecem e torcem juntos.

Entrevista para rádio CBN em 2013

 http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-noite-total/2013/01/15/FACILIDADE-EM-COMPRAR-ARMAS-NOS-EUA-NAO-TEM-RELACAO-DIRETA-COM-VIOLENCIA.htm?from=Movimento+Viva+Brasil

Artigo “Como os democratas derrotaram o desarmamentismo de Obama”

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/como-os-democratas-derrotaram-o-desarmamentismo-de-obama-3dpsmcs6fvzn6uap460c7a1wn

Revista Veja: Senado dos EUA rejeita medida de controle da venda de armas

http://veja.abril.com.br/noticia/mundo/senado-dos-eua-rejeita-medida-de-controle-da-venda-de-armas

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Não é possível legislar sobre a loucura

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A dura frase que ilustra este artigo é do primeiro-ministro inglês David Cameron e foi proferida após um ataque no condado de Cumbria, ao norte da Inglaterra, em 2010. Um homem, armado, durante uma crise de esquizofrenia, matou 12 pessoas e feriu outras 25. Segundo a imprensa local, Bird, um motorista de táxi de 52 anos, percorreu Lake District durante três horas, de automóvel, disparando contra pessoas em pelo menos 30 lugares diferentes, óbvio, suas vítimas estavam desarmadas e indefesas. O mais assustador da história é que ele foi seguido por quilômetros e quilômetros por uma viatura onde os policiais, também desarmados, só puderam olhar enquanto ele fazia suas vítimas. A chacina só parou quando o homem disparou contra si mesmo. Á polícia só restou recolher os corpos.

Hoje, acordo com a notícia que a deputada inglesa do Partido Trabalhista, Jo Cox, foi morta a tiros e facadas na pacata cidade de Birstall, no centro da Inglaterra. O autor do homicídio foi identificado como Thomas Mair de 52 anos e, de acordo com seu irmão, possuía problemas mentais. Talvez haja um motivo político por trás do bárbaro ato, mas isso ainda terá que ser apurado. O que importa, neste caso, é que mais uma vez, David Cameron estava certo e realmente é impossível legislar sobre a loucura, bem como a duríssima lei inglesa sobre a posse de armas não impediu Mair.

Muitos teimarão em dizer que há baixos índices de homicídios na Inglaterra em comparação, por exemplo, aos Estados Unidos e isso se deve às restrições para posse e porte de armas. Bobagem! Historicamente a Inglaterra sempre teve taxas baixíssimas de homicídios e, ao contrário do que pode sugerir o senso comum, essas taxas pós restrições são maiores que de quando todo cidadão inglês tinha liberdade para possuir e usar armas. Isso está descrito com detalhes no livro “Violência e Armas: a experiência inglesa” da historiadora Joyce Lee Malcom publicado no Brasil pela Vide Editorial. Imaginar uma Inglaterra com Lords e Ladys, sem criminalidade violenta, é desconhecer a realidade. De acordo com recente reportagem do jornal britânico The Telegraph, em 2015 houve um crescimento de 27% nos crimes violentos e 14% nos homicídios. Entanto isso, no armado EUA, as taxas continuam caindo ano após ano.

Por falar na America, não acredito que o inominável massacre ocorrido em Orlando, na Florida, tenha sido perpetrado por um louco, pelo menos não no sentido clínico. Omar Mateen agiu motivado pelo ódio e disto não restam dúvidas. Ódio ao ocidente e seus valores, entre eles a tolerância inexistente em qualquer país islâmico. Omar Mateen era um homem mau e sua maldade não seria contida por nenhuma lei restritiva às armas de fogo. A verdade, dolorida e difícil de aceitar por muitos, é que há pessoas dispostas em te matar simplesmente por você ser quem você é, por representar algo que ele odeia, por ter algo que ele não tem. Nem mesmo mil leis restritivas à posse de armas serão capazes de impedir que esses seres planejem, instrumentalizem e executem seus atos de fúria. Os loucos e os maus não seguem a lei.

O livro citado pode ser adquirido aqui: http://livraria.mvb.org.br/violencia-e-armas

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Fascista! Nazista! Vá estudar!

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Quando o dr. Martim Almeida Sampaio, advogado e presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB, iniciou sua participação no debate promovido pela rádio Jovem citando Karl Marx e culpando a concentração de renda como responsável pela criminalidade no Brasil, eu já sabia o que viria pela frente e onde iríamos parar. Não tardou para o meu antagonista me chamar de nazista, fascista e me mandar estudar. Havia acabado qualquer possibilidade de um debate respeitando a proposta inicial de discutir seriamente a legislação de armas no Brasil. Entrava em vigor a Lei de Godwin!

Para quem não sabe, essa “lei” foi criada com base em uma afirmação feita em 1990 pelo advogado americano Mike Godwin que afirmou: “À medida em que cresce uma discussão, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou o nazismo aproxima-se de 1 (100%)”. Na prática, quando isso acontece, demostra que o debatedor não possuiu mais nenhum argumento para apresentar e, derrotado, apela para o que o filósofo Arthur Schopenhauer definiu como “rótulo odioso” em seu livro “Como vencer um debate sem precisar ter razão” ou ainda para o reductio ad Hitlerum cunhado pelo filósofo Leo Strauss.

O defensor dos “Direitos Humanos” foi mais longe e mais baixo. Comparou a política de encarceramento aos campos de concentração nazistas. Provavelmente o advogado acha que aquele mostro que estuprou e arrancou o coração de uma menina de 10 anos em Minas Gerais merece a mesma compaixão que menina Anne Frank que viveu dois anos escondida e morreu no campo de Bergen-Belsene. O “crime” dela e outras milhões de pessoas foi tão somente ser judia. Mui humano o nobre representante da OAB.

Outro ponto interessante é que ele afirmou que o cidadão, em vez de comprar uma arma para sua defesa deve cobrar o Estado em seu dever de proteger... Hummm... Devemos imaginar que os filhos e netos dele estudaram ou estudam em escolas públicas enquanto ele briga por uma educação de qualidade. Devemos imaginar também que ele utiliza o SUS abrindo mão dos caros convênios e hospitais particulares. Socialismo nos olhos dos outros é refresco, né?

Tive ainda que esclarecer que Hitler, que o debatedor disse ser representante máximo da direita, era do Partido Nacional SOCIALISTA dos TRABALHADORES Alemães, bem como ferrenho defensor do total controle de armas pelo Estado. Controle e monopólio estatal defendido por ele e não por mim! Controle estatal presente no fascismo de Benito Mussolini e traduzido pela frase: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”. Depois eu é que sou um nazifascista que precisa estudar.

A íntegra do debate pode ser assistida aqui

 

 

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Pelo que devemos lutar?

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No dia 6 de junho postei em meu perfil do Facebook, uma imagem da invasão da Normandia, a maior batalha já ocorrida no mundo, que marcou o início do fim da Segunda Guerra Mundial e a queda do nazismo. Também conhecido como o Dia-D ou Operação Overlord, 155 mil homens dos exércitos dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá, lançaram-se à batalha apoiados por 6.900 embarcações e 5.500 aviões. Mais de 5.000 mil soldados aliados não voltaram de lá. Se as tropas que defendiam o mundo livre não tivessem vencido nós teríamos hoje, possivelmente, uma situação geopolítica muito diferente. Mas afinal pelo que lutavam esses soldados, tanto os alemães quanto os aliados?

Muitos anos atrás assisti um documentário alemão – infelizmente não consegui lembrar o nome do dito-cujo -  sobre o tema que entrevistou combatentes de ambos os lados. A diferença dos discursos era gritante e, enquanto do lado alemão as justificativas variavam entre o infame “estava apenas seguindo ordens” até o pragmático “lutava pela minha vida”, do lado aliado; americanos, britânicos e canadenses citavam como objetivos impedir o avanço nazista sobre o mundo e, assim, defender o que eles mais prezavam. Eles não estavam ali lutando por odiar os alemães, mas sim por amar o que haviam deixado para trás. Como escreveu G.K. Chesterton em um dos artigos constantes no livro “Considerando todas as coisas”: "O verdadeiro soldado luta não porque ele odeia o que está a sua frente, mas porque ele ama o que está atrás".

Dos objetivos militares da Operação Overlord, nenhum foi mais sanguento que a tomada da Praia de Omaha e hoje, sabe-se, que apenas um soldado alemão foi praticamente sozinho o responsável por isso. Seu nome era Heinrich Severloh, apelidado de a "Besta de Omaha". Severloh que, até esse episódio, nunca havia se destacado como combatente, foi responsável por 3 mil baixas naquela praia. Disparou sua Maschinengewehr 42 por nove horas seguidas, consumindo mais de 12 mil cartuchos. Quando sua metralhadora sobreaquecia ele empunhava seu fuzil e continuava fazendo fogo sobre os inimigos.

Em todas as entrevistas que deu, o ex-soldado, sempre se mostrou atormentado com o morticínio que promoveu naquele dia. Em suas falas havia sempre presente a afirmativa que ele só fez o que precisava fazer. Sua catarse, ou pelo menos a tentativa dela, veio na década de 60 quando ele procurou o soldado americano David Silva. Silva era capelão e, no fatídico dia, desembarcou em Omaha sob a chuva de projéteis disparados por Severloh. Foi atingido no peito três vezes. Milagrosamente sobreviveu. Quando se encontraram se abraçaram por 5 minutos ininterruptos, não havia ali ódio ao inimigo, nem inimigo mais havia. A amizade, retratada em um documentário alemão chamado "Mortal enemies of Omaha Beach – the story of an unusual friendship," durou até a morte de Severloch em 2006 e uma das imagens ilustra esse artigo.

Tudo isso para responder uma pergunta que me é feita como cada vez mais frequência: afinal, por qual motivo eu luto pelo direito, ou melhor, pela liberdade do cidadão poder ter e usar armas de fogo?

Ouso aqui citar outro ex-combatente, desta vez da Primeira Guerra Mundial: "A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem". Assim definiu J.R.R. Tolkien, em seu colossal O Senhor dos Anéis, a necessidade da luta e das armas. Não há ódio ou adoração. Há amor e defesa daquilo que nos é mais precioso. Esse é o meu motivo e deveria ser o de todos.

 

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O Tiro Esportivo e o entulho autoritário de Vargas

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Em 1932 explode a Revolução Constitucionalista onde São Paulo se levanta em armas contra o autoritarismo do então governo provisório do ditador Getúlio Vargas. Tropas do Exército sediadas em São Paulo, Força Pública e cidadãos voluntários, com suas próprias armas, se apresentam para combate. As tropas paulistas são esmagadas em apenas quatro meses. Vargas percebe que, para o sucesso de qualquer governo autoritário, deveria haver forte controle de armas, de sua fabricação, importação e venda. Surge em 1935 o primeiro decreto que proibia a instalação de fábricas de material bélico em solo pátrio sem a autorização expressa do Exército. Logo mais, em 1936 é publicado o decreto que cria a restrição de calibres e tipos de armamentos. Tais restrições não só valem para o cidadão, como também para as forças policiais e segurança privada. A verdade é que o único objetivo sempre foi evitar novos 1932.

Inevitavelmente, os subsequentes decretos, em especial o conhecido e em vigor até hoje, o R-105, se tornaram cada vez mais restritivo e atingiram todo e qualquer uso de armas, em especial aquelas categorizadas de calibres restritos e, neste bolo, estão os atiradores esportivos. Tal impacto, sempre negativo, se maximizou no governo de Fernando Henrique Cardoso e achou berço esplêndido nos braços dos sequentes governos petistas. Não custa lembrar, em ano de Olímpiadas no Brasil, que nossa primeira medalha de ouro, em Antuérpia, no longínquo 1920, foi conquistada pelo atirador Guilherme Paraense.

Eis que mais de 80 anos após 32, a DFPC – Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados – prepara-se para emitir um “novo” R-105, ou seja, um “novo” decreto que visa atualizar normas e critérios para a fiscalização de produtos controlados, entre eles, armas e munições para uso esportivo. A minuta do decreto encontra-se disponível no site daquela diretoria e pode ser acessada no seguinte link: http://www.dfpc.eb.mil.br/index.php/ultimas-noticias/236-comunicado-as-entidades-e-pessoas-ligadas-as-atividades-e-produtos-controlados-pelo-exercito.

O Movimento Viva Brasil, entidade que presido, por meio de seu diretor jurídico, Dr. Daniel Fazzolari, já prepara sugestões de melhoras, se é que é possível melhorar algo que teve seu surgimento no pensamento autoritário de um governante com grandes simpatias pelo nazismo... Aliás, foi no nazismo, pelas mãos de Adolf Hitler que surgiu a ideia de controle total sobre todas as armas e seus proprietários. Recomendo o livro “Controle de Armas no Terceiro Reich: o desarmamento dos judeus e dos ‘inimigos do Estado'” - no original, Gun Control in the Third Reich – Disarming the Jews and “Enemies of the State” - de Stephen P. Halbrook.

E por falar em Alemanha, lembrei de um episódio ocorrido lá pelos ido de 2000 quando recebemos na empresa, onde trabalhava, a visita de um consultor alemão mesmo com idade beirando a casa dos 80 anos, era de uma vivacidade ímpar e de humor pouco característico daquele povo – descobri posteriormente que seu pai era inglês. Conversávamos sobre questões profissionais quando um papel lhe chamou a atenção sobre minha mesa. Era uma Guia de Tráfego, documento expedido pelo Exército para que o atirador possa transportar armas e munições para treinamento e competições. A arma em questão era uma reles carabina .22. Ele me disse que praticava tiro e caça desde criança e quis mais detalhes do porquê daquele documento. Depois de ouvir atentamente a explicação, com um sorriso levemente sarcástico sentenciou: “pior que na Alemanha Oriental”. Ri, para não chorar.

Ser atirador esportivo no Brasil é, acima de tudo, um exercício de persistência e resiliência. Tenho para mim que não há esportista mais apaixonado pelo seu esporte e, se assim não fosse, o esporte já teria sucumbido totalmente aos mandos e desmandos estatais, soterrados pelo entulho autoritário.

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Universidade da Califórnia: lições de um tiroteio que não foi

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Assim que a polícia de Los Angeles acionou seu sistema de mensagem em caso de ataques armados e avisou que tiros haviam sido disparados na Universidade da Califórnia (UCLA), instalou-se um enorme frenesi entre os desarmamentista. Sem esperar qualquer informação sobre o caso, “especialistas” já se apresentavam falando em mais um “mass shoting”. Conforme novas informações iam aparecendo, detalhes iam sendo revelados, tudo apontava para o que realmente havia acontecido: um homicídio como estes que ocorrem 60 mil vezes por ano no Brasil. E quando mais se sabia, menos interesse a imprensa, em especial no Brasil, demostrava pelo caso. Havia pouco sangue inocente. Das primeiras manchetes, restaram a ideia já fixada nos leitores menos atentos que tínhamos mais um caso de um tiroteio em massa nos EUA.

Atribuo a perda de interesse ao fato do assassino não ser americano, não ser cristão e ter alvos certos. Mainak Sarkar era indiano, muçulmano e tinha 38 anos. Premeditou o crime, ou melhor, os crimes. Tinha uma lista de três alvos de sua fúria e frustração. A primeira a ser morta foi Ashley Hasti, com quem Sarkar havia se casado em 2011. Depois disso seguiu para a universidade onde matou o professor William S. Klug – quem ele acusava de ter lhe roubado códigos de programação - e na sequência atirou contra a própria cabeça, deixando um bilhete de despedida onde, entre outras coisas não divulgadas pela polícia, pedia para que cuidassem do seu gato. Ninguém sabe o motivo do assassino ter desistido do seu terceiro alvo, outro professor da mesma universidade.

Leis restritivas e sua inutilidade

A Califórnia, dentre todos os estados americanos, é um dos que mais possuem restrições à posse e ao porte de armas. Mainak, óbvio, ignorou a lei ao portar duas pistolas até a universidade distante 3.200 km de onde matou sua ex-esposa. Também desobedeceu a lei ao entrar armado na universidade, que como tantas outras, é uma “gun-free zone”, ou seja, um local onde ninguém pode entrar ou permanecer armado, nem mesmo os agentes de segurança da própria instituição. E ai está a inutilidade desse tipo de lei! Tomas Sowell faz a pergunta que deve ser feita: “Será que existe alguém que realmente acredita que indivíduos que estão preparados para desobedecer às leis contra o homicídio irão obedecer às leis de desarmamento?". O que teria acontecido se o estudante tivesse resolvido abrir fogo indiscriminadamente contra outros alunos e professores? Um massacre!

Protejam-se! Mas como?

Assim que os disparos ocorreram no prédio IV da faculdade de engenharia, um alerta foi disparado pelo Twitter para que os alunos se protegessem e não saíssem de onde estavam. O prédio estava oficialmente em “lockdown”, ou seja, ninguém entra e ninguém sai sem autorização expressa das forças policiais. Depois de alguns minutos começaram a aparecer nas redes sociais fotos e vídeos de alunos e professores desesperados tentando de todas as formas bloquear portas de salas de aulas e laboratórios. A imagem que ilustra esse artigo é uma dessas desesperados e inúteis tentativas. Usaram fios de computadores, empilharam cadeiras e mesas. Tudo seria absolutamente inútil se o assassino resolvesse ataca-los. Acredite você ou não, nenhuma das portas em toda a universidade possuem trancas e a justificativa para isso é: segurança!

A polícia levou quase duas horas para checar todo o prédio e, assim, garantir que os alunos estavam em segurança. Duas horas! Com esse incidente ganha força o movimento de liberação do porte de armas em universidades e colégios. Possibilidade essa que já é realidade nos estados do Arkansas, Colorado, Idaho, Kansas, Mississippi, Oregon, Utah, Texas e Wisconsin, sem maiores incidentes apesar dos profetas do caos terem imaginado que tiroteios seriam mais frequentes. Erraram mais uma vez.

Do que precisa um assassino?

Vontade! Sim, o que move um assassino é sua vontade de matar e isso parece ser o que mais assusta e bloqueia alguns “especialistas” que com frequência culpam tudo e todos, menos os próprios assassinos. Se alguém estiver disposto a matar nenhuma lei restritiva terá capacidade para impedi-lo de concretizar o seu ato. Sarkar é prova disso. Não possuía qualquer histórico criminal, nunca teve armas, não se tratava portanto de alguém que participasse da tal “cultura das armas” como tanto gostam de apontar certos formadores de opinião como sendo a culpada pelas mortes. Resolveu fazer, planejou e executou. Terrivelmente simples isso.

Mas e se não houvessem armas de fogo disponíveis?

Armas, não só as de fogo, sempre estarão disponíveis. A verdade é essa, qualquer coisa diferente disso é utopia! Vou relatar aqui um caso ocorrido comigo em 2005, caso esse que me marcou profundamente e eu, até hoje, me abstive de comentar.

Em outubro daquele ano, poucos dias antes do referendo sobre o comércio de armas, fui procurado pela rádio da Universidade de São Paulo (USP) para gravar uma entrevista. O estudante, estagiário da rádio, me fez diversas perguntas que me pareceram dúvidas realmente honestas sobre o assunto. Dentre estas, uma foi algo como: mas se as pessoas tiverem armas, se alguém quiser me matar, não será mais fácil? Minha resposta foi de que se alguém quisesse realmente mata-lo, se estivesse realmente disposto a fazer isso, não precisaria de um revolver ou de uma pistola. Pegaria uma faca e lhe cravaria no peito. A entrevista foi encerrada e não sei se chegou ir ao ar.

Dias depois, como sempre fazia de manhã, fui verificar as notícias. Dei de cara com uma manchete arrasadora: Estagiário da Rádio USP é assassinado por colega dentro do Campus. Rafael Azevedo Fortes Alves foi esfaqueado por Fábio Le Senechal Nanni que anos depois acabaria se matando ao pular da janela do apartamento que morava com os pais. Sim, era o rapaz que dia antes havia me entrevistado. Fiquei realmente chocado, abalado mesmo. Como um dos coordenadores da campanha do “não” me opus veementemente ao uso daquela tragédia para fins de campanha. Sei muito bem que, se a arma usada fosse de fogo, eles não titubeariam em esfregar isso na nossa cara. Não importava, não exporia aquela família em luto por isso.

A verdade, que muitos fazem questão de negar, de enfiar a cabeça em um buraco ideológico para não ver, é que praticamente qualquer objeto pode ser usado para assassinar uma pessoa, porém, o único objeto mais eficaz para a defesa é a arma de fogo. Enquanto não se aceitar isso, toda sorte de malucos, psicopatas e criminosos estarão sempre em vantagem perante suas potenciais, e desarmadas, vítimas.

 

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Ministro da Justiça é atacado por “especialistas”. Que bom!

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Claudio Beato, Pedro Abramovay e Renato Sérgio de Lima estão atacando o novo Ministro da Justiça e isso é um ótimo sinal. Quem são esses senhores? Vamos lá!

Claudio Beato é sociólogo, professor da UFMG, mestre e doutor pela Sociedade Brasileira de Instrução – SBI/IUPERJ, atualmente é coordenador do Centro de Estudos em Criminalidade e Segurança Pública (CRISP). É daqueles que gosta de afirmar que o problema da criminalidade vem da polícia e não dos bandidos. Seria o homem que comandaria a segurança pública do PSDB caso Aécio Neves fosse eleito.

Pedro Abramovay é um advogado, formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Foi Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça no governo do PT e ocupou a Secretaria Nacional de Justiça do Governo Federal de onde foi demitido após defender que todos os “pequenos” traficantes deveriam ser colocados em liberdade. Foi diretor de campanhas do site de petições Avaaz onde, com mão de ferro, impedia que petições contrárias à sua ideologia prosperassem. Hoje, representa no Brasil uma organização globalista chamada Open Society, financiada pelo megainvestidor socialista George Soros. Soros, entre outras coisas, lidera uma campanha mundial contra o direito de defesa do cidadão, a favor do aborto e da liberação geral das drogas.

Renato Sérgio de Lima possui graduação em Ciências Sociais, mestrado e doutorado em Sociologia pela Universidade de São Paulo. Ex-Secretário Executivo membro do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Este Fórum é uma ONG mantida com verbas públicas que possuiu apoio da mesma Open Society e de vários órgãos governamentais. Recebeu, em apenas um contrato com o Ministério da Justiça, a bagatela de R$489.960,90. Verba pública, ou melhor, dinheiro dos pagadores de impostos.

O que esses três possuem em comum? Eles defendem que: 1) Pessoas desarmadas estão mais seguras; 2) Criminalidade é gerada pela pobreza e desigualdade social; 3) Cadeia não resolve; 4) Toda violência é ruim; 5) O Estado deve ter o monopólio da segurança.

Oras, foram exatamente esses preceitos, adotados pela esquerda nos últimos 30 anos, que destruíram a segurança pública no Brasil! Para quem possuiu alguma dúvida disso, recomendo veementemente que assista ao vídeo de uma recente palestra minha ministrada em Fortaleza. São apenas 20 minutos e está disponível aqui: https://youtu.be/7OOAI7GG9mE?t=48m44s

Tenho eu, ainda, sérias dúvidas sobre os caminhos que serão trilhados pelo novo Ministro da Justiça, mas convenhamos que, para quem já viu passar por lá Renan Calheiros (Sim! Ele mesmo! Ministro do Fernando Henrique Cardoso), José Carlos Dias, José Gregori, Aloysio Nunes Ferreira Filho, Márcio Thomaz Bastos, Tarso Genro, Luiz Paulo Barreto e José Eduardo Cardozo, Alexandre de Moraes pode ser um enorme alento e as críticas desse pessoal acima são um bom indicativo disso.

Ah! Quase me esqueci. O motivo do ataque foi que para o Ministro Alexandre bandido tem que ir para cadeia. Não, não estou brincando! Como disse G. K. Chesterton: “Chegará o dia em que teremos que provar ao mundo que a grama é verde”.

 

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