Bene Barbosa
Bene Barbosa

Bene Barbosa é advogado, presidente do Movimento Viva Brasil e autor no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento.

Postado em 27/10/2016 às 12:46 0

Pesquisa Gallup confirma: americanos NÃO querem mais controle de armas


Por Bene Barbosa

Sabe quando aquele jornalista engajadinho ou aquele “especialista” global que diz que cada vez mais americanos querem mais controle sobre armas e a proibição da venda de fuzis? Oh! Que surpresa! É mentira!

Como eu já afirmei e comprovei no artigo “Como os democratas derrotaram o desarmamentismo de Obama” publicado no jornal Gazeta do Povo no início deste ano, cada vez mais americanos se opõem às restrições desejadas por alguns e uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup e recém divulgada confirma exatamente isso. Vale lembrar que em 2013, fiz uma análise dessa questão para a CBN, logo após o Massacre no Cinema de Aurora e afirmei que não haveria mais restrições e, pelo contrário, os americanos entenderiam que ataques daquele tipo não podem ser impedidos com maiores controles, muito pelo contrário, só uma pessoa armada pode impedir massacres assim. Dito e feito!

Realizada entre os dias 5 e 9 de outubro a pesquisa traz uma série de dados para lá de interessante e que, mais uma vez, desmontam aquilo que boa parte da imprensa brasileira vende para nós como verdade absoluta. Vamos lá:

- Apenas 36% da população americana é favorável ao banimento dos chamados fuzis de assalto. Quatro anos atrás esse número era de 44%;

- Nos últimos 20 anos, o apoio a uma proibição de armas de assalto caiu entre todos os grupos partidários, incluindo os Democratas, onde apenas a metade apoia esse tipo de controle, em 1996 a porcentagem favorável era de 63%;

- Mesmos nas casas onde não há armas, a maioria das pessoas também respondeu contrariamente às proibições;

Tenho a absoluta certeza que não leremos uma só linha sobre essa pesquisa nas páginas dos grandes jornais e revistas nacionais, agora fico imaginando se o resultado fosse o inverso... Ainda mais na iminência de aprovação do PL 3722 que retornará ao Brasileiro a liberdade de autodefesa. Dias ruins para os torcedores travestidos de analistas...

Artigo Gazeta do Povo - http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/como-os-democratas-derrotaram-o-desarmamentismo-de-obama-3dpsmcs6fvzn6uap460c7a1wn


Entrevista para CBN - http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-noite-total/2013/01/15/FACILIDADE-EM-COMPRAR-ARMAS-NOS-EUA-NAO-TEM-RELACAO-DIRETA-COM-VIOLENCIA.htm


Íntegra da pesquisa Gallup - http://www.gallup.com/poll/196658/support-assault-weapons-ban-record-low.aspx?utm_source=alert&utm_medium=email&utm_content=morelink&utm_campaign=syndication


Postado em 14/10/2016 às 15:07 0

ALAGOAS: No estado mais violento do país o inimigo agora são as armas de brinquedo


Por Bene Barbosa

Criada em 2009 no governo de Teotônio Vilela (PSDB) como Secretaria Especial de Promoção da Paz, a atual SEPREV – Secretaria de Estado de Prevenção à Violência - tinha por objetivo “articular e promover ações que permitissem a promoção da cultura de paz e não violência em Alagoas”. Nem preciso dizer qual o resultado depois de sete anos de existência...

A verdade é que no estado mais violento do país, com 56,1 homicídios por 100 mil habitantes, chega parecer brincadeira uma campanha desse tipo. Essa secretaria custará, só esse ano, 35 milhões saídos diretamente do bolso dos contribuintes, valor equivalente ao salário de mil soldados da polícia militar desse estado, o que equivale a 1/7 do efetivo da PM atual. 

O desperdício de verbas não acaba aqui. Vejamos o tal “ônibus do desarmamento” que de acordo com a SEPREV recolheu em quatro anos a ninharia de 450 armas. São cerca de 100 armas por ano. Um fiasco ao custo de milhões! E ainda fico imaginando o tipo de armamento que foi entregue e quem o entregou. Com certeza não foram os fuzis e metralhadoras que estão nas mãos das quadrilhas do “Novo Cangaço” ou dos traficantes que dominam até mesmo as pequenas cidades que outrora eram um mar de tranquilidade e paz.

 A verdade é que o objetivo dessa e de outras secretarias congêneres não é combater a criminalidade ou reduzir verdadeiramente a violência. Nunca foi e nunca será. Por trás de campanhas aparentemente inócuas ou inúteis que jogam no lixo o dinheiro do contribuinte, há um mal muito maior.

A ideia de “paz social” através de uma “cultura de paz” é caminho obrigatório para a implantação do socialismo. A tal “paz social” só pode ser alcançada pela chamada “justiça social”, que nada mais é que a destruição do capitalismo e de todos os valores que o sustentam e é exatamente isso que estão fazendo quando tentam impor até mesmo o tipo de brinquedo que nossos filhos podem ou não brincar.

Não é sem motivo que a maior e mais organizada facção criminosa do Brasil, o PCC, tem em seu lema a palavra “paz”, sendo assim devemos imaginar então que eles também estão combatendo a violência e a criminalidade? Não é coincidência que a palavra também está, por exemplo, nas ONGs Sou da Paz de São Paulo ou na Pazeando do Paraná e - vejam só que “surpresa”! - estava no nome inicial da Secretaria em questão.

O objetivo real, conhecido ou não pelos que atuam na “Secretaria da Paz” - e tenho certeza que há muita gente que acredita que está trilhando um caminho correto - não é e nunca será o combate e redução da criminalidade, pois para os ideólogos por trás de tudo isso, o crime é instrumento para induzir a sociedade para um estado de aparente anomia onde poderão, muitas vezes sem que se perceba, conduzir o seu processo revolucionário e criar uma sociedade à sua imagem e semelhança, criar um ”mundo melhor” e acreditem, nada é mais mortal e destrutivo que pessoas que resolvem “mudar o mundo”. Fuja delas, pois já deixaram um macabro rastro de milhões de mortos pelo mundo.

Deixando de lado toda questão ideológica e focando no combate e redução da criminalidade, está na hora de falar sério sobre a nossa calamitosa segurança pública que, ao que parece, trata os criminosos como inocentes crianças e os brinquedos com a toda a seriedade do mundo. Que rasgam dinheiro em Secretarias e projetos que simplesmente não deveriam sequer existir.  Impedir que crianças brinquem para se diminuir a criminalidade e violência faz tanto sentido quanto proibir o uso de colheres e garfos para se combater a obesidade.

Em tempo: o amigo e editor deste portal, Luis Vilar, convidou o Secretário Jardel Aderico, que sorridente e saindo do Ônibus do Desarmamento, ilustra essa matéria, para um debate comigo, mas até este momento não houve resposta.


Postado em 13/10/2016 às 10:57 0

Lembranças de uma infância feliz e politicamente incorreta


Por Bene Barbosa

Em sua autobiografia, G. K. Chesterton afirma que, para decepção de muitos, teve uma infância plenamente feliz. Referia-se o pensador à “moda” de outros pensadores em cantar suas infelicidades e traumas infantis. Tal qual Chesterton, também tive uma infância feliz. Não que não houvessem problemas e dramas familiares que somente já adulto pude entender a gravidade, mas nada disso foi capaz de apagar a alegria presente.

Bons tempos onde o politicamente correto ainda não existia ou, no máximo, começada ainda à florescer no Ocidente, passei incólume por ele e pude “fumar” cigarrinhos de chocolate da PAN, comer muitos Danoninhos que valiam por um bifinho, deixei bilhete de “não esqueça minha Caloi” sem que ninguém se preocupasse se vinha com capacete e joelheira, fiz guerra de mamona com o estilingue feito pelo meu avô, fustiguei os “inimigos” com grãos de milho lançados por armamento feito de bob e bexiga, soltei bombinhas que se comprava em qualquer boteco, fiz fogueira, queimei coisas com a lente de aumento de uma luta, brinquei na lama, tomei chuva e água diretamente da torneira.

Na escola sofri zoações (a horrenda e chata palavra bullying não existia, nem micro-agressões e palavras não machucavam...). A solução veio do meu pai: desce o braço e manda me chamar. Funcionou... E por falar em pai, lembrei da vez que minha mãe, toda preocupada, perguntou para ele se não achava um problema eu só pedir armas de brinquedo de presente. O velho Bene, com a sutiliza de alguém que nasceu em 1919 e cresceu na roça, sentenciou: “vou me preocupar o dia que ele pedir uma boneca!”.

Cresci assistindo filmes de bang-bang onde bandido era bandido e mocinho era mocinho que, aliás, sempre vencia. De lá a paixão pelas armas do Velho Oeste americano, traduzidas em brinquedos que as imitavam. A Estrela com seus revólveres de espoleta fez parte mais do que ativa nos tiroteios, duelos, guerras, prisões de bandidos e monstros mortos durante as quentes tardes de verão no litoral de São Paulo onde morava. Para ser exato, na Rua Pereque, nº 200. A casa ainda está lá e dá para ver no Google Maps. Não havia asfalto e o esgoto era a céu aberto. Nem ligava, gostava. 

Eram por essas ruas que desfilava com minha espingarda de chumbinho que ganhei aos 8 anos.  No quintal da velha casa ainda deve haver alguns quilos de chumbinho disparados da minha Rossi e do INA .32 da minha mãe. Sim, treinávamos tiro no quintal, ninguém se importava, era absolutamente normal. Revólver esse que foi responsável por uma bronca, presenciada por mim, de um policial rodoviário ao meu pai que havia esquecido a arma em cima do teto do carro depois de abastecer. Imaginem o que aconteceria hoje...

Lembro bem de dois carros que meu pai teve e da lembrança de que andei naquele buraco atrás do banco traseiro do Fusca e no porta-malas do Corcel I. Cinto? Nem nas calças! Sobrevivi. Como sobrevivi às terríveis balas Soft, embora confesse que por pelo menos duas vezes a maledetta teve que ser arrancada da minha garganta pela minha mãe.  

Busquei cerveja no armazém para meu pai muitas vezes e o “pagamento” era gastar o troco naqueles maravilhosos doces de vitrine. Maria-mole, suspiro colorido e aquelas bananadas que vinham em um potinho de casquinha comestível. Em tempos atuais acho que prenderiam até o gato que desfilava em cima do balcão de lá.

Cresci, a infância ficou para trás e é isso que deve acontecer. Hoje, homem feito, tento ao menos preservar algumas coisas dessas em meus três filhos, dois deles ainda crianças, para que também tenham em suas memórias aromas, gostos, lembranças e em seus joelhos e cotovelos, cicatrizes. Não é fácil com a ditadura do politicamente correto que infestou, tal qual um destrutivo vírus, a nossa sociedade


Postado em 11/10/2016 às 14:48 0

FBI: mãos e pés foram usados o dobro de vezes em homicídios em comparação aos fuzis!


Por Bene Barbosa

O relatório preliminar do FBI sobre os homicídios ocorridos em 2015 foi um balde de água fria nos defensores da proibição da venda das chamadas – erroneamente! – de fuzis de assalto nos EUA. Obama, Hillary e outros tantos democratas terão que, como sempre, continuar mentindo ou apelando para o sensacionalismo para tentarem rasurar a Segunda Emenda. Sobre a liberdade da posse e do uso de armas pelo povo americano, meu amigo e parceiro no Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, Flavio Quintela, tem um excepcional artigo publicado sobre o assunto chamado “A Força da Segunda Emenda” (1) . Vale a atenta leitura!

De acordo com o FBI, cerca de 252 pessoas foram assassinadas com fuzis (e aqui estão os que não são considerados todos os tipos de fuzis, portanto o número é bem mais baixo) em 2015, enquanto isso, 595 foram mortas com mãos, punhos ou pés! Hoje, nos EUA, há aproximadamente 10 milhões de fuzis nas mãos de civis. Para se ter uma ideia do que representa isso, se somarmos todos os fuzis das forças de segurança brasileiras, incluindo as Forças Armadas e Polícia Federal, além das polícias estaduais, não temos nem um milhão de unidades! Não, eu não contabilizei os fuzis nas mãos dos criminosos...

E por falar em Brasil, o país onde os fuzis são restritos basicamente às forças de segurança e sua compra depende da anuência do Exército, – legislação que nasceu pelas mãos do ditador Getúlio Vargas e que perdura até hoje (2) – segue com seus milhares de homicídios anuais, incluindo parcela significativa cometida com esse tipo de armamento, especialmente na cidade do Rio de Janeiro, berço da mais atuante ONG pró-desarmamento que foi responsável por exportar nosso modelo desarmamentista para a Venezuela que amarga nas mãos de uma ditadura implacável que levou o país à miséria e os homicídios à taxa absurda, olhem só, de acordo com a Polícia Civil de São Paulo os fuzis Kalashnikov apreendidos com criminosos responsáveis pelo milionário roubo à uma empresa de transporte de valores vieram exatamente desse país...

Enquanto isso, na pacata e armada Suíça, que possui 3,4 milhões de armas de fogo para uma população de menos de 9 milhões de habitantes, sendo dessas, aproximadamente um milhão de fuzis, houve em 2015 apenas 57 homicídios com o uso de armas de fogo e nenhum com a utilização desse tipo de armamento. Já sei que tem gente torcendo o nariz e dizendo “não dá para comparar o Brasil e a Suíça ou mesmo os EUA...”. Oras, deixe de ser um vira-latas de Pavlov (3)!

Chego à conclusão que só os fuzis brasileiros ou naturalizados desenvolvem esse instinto assassino e saem por ai matando as pessoas... Ocorre-me neste momento uma tese absurda de que talvez o problema não seja um objeto inanimado e sim os criminosos. Será?


1) A Força da Segunda Emenda de Flavio Quintela
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/colunistas/flavio-quintela/a-forca-da-segunda-emenda-7bqzx52ol9h9sjntl2ltf97ds


2) O Tiro Esportivo e o entulho autoritário de Vargas
http://www.cadaminuto.com.br/noticia/288068/2016/06/07/o-tiro-esportivo-e-o-entulho-autoritario-de-vargas

3) Os Vira-latas de Pavlov
http://www.cadaminuto.com.br/noticia/287029/2016/05/16/violencia-armas-e-os-vira-latas-de-pavlov

 


Postado em 10/10/2016 às 10:59 0

Deputado quer restringir venda de arcos e flechas. Não, não é piada!


Por Bene Barbosa

O deputado estadual por São Paulo, Orlando Bolçone (PSB), propôs um projeto de lei para restringir a venda de armas, flechas e balestras. Não, querido leitor, não é brincadeira. De acordo com deputado para se comprar esses equipamentos a pessoa deve ter 18 anos ou mais, apresentar comprovante de residência e documento de identificação. Esses dados serão arquivados pelo lojista que poderá ser multado no caso do não cumprimento.

Pois, pois... O político baseou esse genial projeto no caso onde um homem assassinou um catador com uma flechada no pescoço. O caso ocorreu em São Paulo e teve grande repercussão. Perceberam a primeira genialidade do projeto? Oras, o assassino Denis Young Kim, de 33 anos, poderia ter comprado a balestra mesmo se a lei apresentada já vigorasse, ou simplesmente poderia ter usado uma faca, um taco de baseball ou uma chave de rodas... Muito útil mais essa lei, muito útil....

Se a inutilidade não basta temos ainda questão da constitucionalidade essa lei é inconstitucional! O deputado sabe disso e fez um risível malabarismo para justifica-la ao dizer ao invocar o inciso XII do artigo 24 da Carta Magna quer dá competência estadual a legislação sobre a proteção e defesa da saúde! Para esse legislador, ao restringir arcos e flechas estamos falando de saúde pública!

O grande problema desse tipo de legislação restritiva é que não é nada difícil que outros deputados embarquem no discurso fácil do “pelo menos estamos fazendo alguma coisa” e acabem por aprova-la. Perigo maior ainda é que isso se espalhe por outros estados e, acreditem, as piores e mais inúteis ideias legislativas são as que mais encontram terreno fértil e, ainda, em algum momento, alguém dirá: há poucas restrições, precisamos de mais! E mais! E mais!

Já houve repercussão na imprensa – e políticos adoram isso, vivem disso! – no portal da Globo, o G1. A repercussão foi positiva? Aos olhos do jornalista sim, agora, aos olhos dos leitores: nem um pouco! Um massacre nos comentários. Vejam aqui: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/10/projeto-de-lei-quer-controlar-venda-de-armas-que-disparam-flechas-em-sp.html

E por falar em massacre, como será então que foi a repercussão entre os eleitores do dito deputado? Bom, o massacre foi mais massacrante ainda! Um rolo compressor desenfreado passou pela Time Line do Facebook do autor expondo toda a satisfação com o genial projeto! Vale a pena dar uma conferida enquanto a postagem estiver lá... https://www.facebook.com/orlandobolcone/posts/1039900152774130

Infelizmente boa parte do nosso legislativo é assim: pseudodemagogo (afinal demagogia consiste em dizer o que o eleitor quer ouvir), ansiosos em conseguir algumas linhas na imprensa e, principalmente, se lascando para o erário dos pagadores de impostos com projetos que custam uma fortuna em tramitação mesmo não valendo nada.


Postado em 30/09/2016 às 16:34 0

O atentado de Itumbiara, o sangue inocente e a desonestidade desarmamentista



Sabem qual o maior desejo daqueles que advogam pelo legítimo direito à posse e ao porte de armas? Que nenhum inocente seja vítima do uso criminal dessas armas. Nosso maior sonho, nossa utopia de estimação, é que as armas sejam sempre usadas de forma defensiva, única e exclusivamente utilizadas pelos mocinhos da história.

Do outro lado, daqueles que pregam o desarmamento, mesmo que inconscientemente, há uma torcida para que inocentes morram, há júbilo quando alguém armado faz o mal e mata. A utopia destes é que as armas estejam tão e somente nas mãos do Estado. Utopia perigosa e que na história deixou o rastro de sangue e milhões de mortos na Alemanha nazista, na Rússia comunista, em Cuba, no Camboja e em vários outros países.

Não tardou para que o atentado ocorrido em Itumbiara fosse usado pelas hostes dos desonestos intelectuais. Destaque para postagem feita por Daniel Cerqueira, um pesquisador do IPEA. A desonestidade foi escancarada em uma excelente postagem do amigo Rodrigo Constantino em seu blog e pode ser lida aqui.

Para quem não conhece, Michael Moore, esquerdista americano, é uma das principais vozes em favor da restrição de armas nos EUA e ficou conhecido no Brasil pelo “documentário” traduzido no Brasil como “Tiros em Columbine”, uma verdadeira obra de ficção, que antes de ser um filme antiarmas e muito mais um filme antiamericano. Mesmo ele, ao se deparar com o ataque às Torres Gêmeas por terroristas islâmicos, teve um arroubo de honestidade intelectual e desabafou em seu blog:

"Isto começou como um documentário sobre a violência com armas na América, mas o maior assassinato em massa de nossa história acabou de ser cometido - sem o uso de uma única arma! Nem um único projétil disparado! Nenhuma bomba foi explodida, nenhum míssil disparado, nenhuma arma (ou seja, um dispositivo fabricado especificamente e com o propósito único de matar humanos) foi usada. Um estilete! - Eu não consigo parar de pensar nisso. Mil leis de controle de armas não teriam prevenido esse massacre. O que estou fazendo?"

Moore, um ideólogo desarmamentista dos mais ferrenhos foi honesto o suficiente para assumir que aqueles que desejam e premeditam homicídios não são impedidos por leis restritivas.

O Jornal Opção – aliás, um jornal diferenciado - desmentiu vários outros veículos e estampou a matéria: “Polícia diz que autor de atentado não era atirador profissional e arma era clandestina” e além disso, o carro que o assassino usou tinha placas frias, o que indica a premeditação do ato insano. A arma, ilegal, era em calibre .40, portanto, de calibre restrito.

Ao apelar para um caso trágico e impossível de impedir, Daniel Cerqueira, que por ser um dos mais renomados pesquisadores do país, assume que lhe faltam argumentos lógicos e numéricos para embasar sua ideologia. Mais do que isso, tentou sensibilizar o público... Foi um tiro no pé, basta que se veja a quantidade de comentários e o teor do mesmo em sua página, inclusive deste modesto escriba que no momento tem 5 vezes mais curtidas que a postagem original.

P.S.: No momento do fechamento deste artigo, o pesquisador afirmou que o Facebook apagou a sua postagem e ele precisou refazê-la. Será?  https://www.facebook.com/daniel.cerqueira.58323


Postado em 21/09/2016 às 14:49 0

Vem aí o desarmamento das empresas de segurança e nós avisamos!


Por Bene Barbosa

Hoje, durante o jornal Bom Dia, Brasil, que sempre se posicionou institucionalmente em favor do desarmamento, uma reportagem sobre a origem das armas dos criminosos, acusando, mais uma vez, a venda legal de armas como responsável pelo armamento da criminalidade. Até aqui nada de novo no front ideológico de Chico Pinheiro. Tal acusação, mentirosa e infundada, foi alvo em todo o capítulo IV do nosso livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento e pode ser resumido em: “Tem horas em que o cidadão é chamado sutilmente de idiota pelo governo e pela mídia, e tem horas em que o xingamento é bem mais explícito. Esta mentira é um caso desse último tipo, pois as evidências são tão flagrantemente contrárias, que alguém que ouse falar uma besteira dessas só o pode fazer se for mau caráter e ao mesmo tempo considerar seu interlocutor um completo imbecil.”

A novidade, que nem novidade é, como vocês verão mais à frente, está na acusação de que grande parte das armas nas mãos dos criminosos vêm das empresas de segurança privada e que a arma eleita pelos criminosos ainda é o vetusto revolver calibre .38SPL... Pois, pois... Comecemos pela última afirmação. Fico imaginando um criminoso se dirigindo a um vendedor de armas no mercado negro para comprar uma arma e então segue-se o diálogo:

- Ai, parça, que ferros você tem ai, mano?
- Tenho muita coisa boa! Tudo de primeira! Fuzil AK-47, AR-15 igual dos gringos, pistola 9mm israelense, fuzil de precisão suíço e algumas granadas do exército boliviano. O que vai?
- Mano, não tem um revolver .38 nacional? Não vou querer nada, fica na paz.

Só sendo sarcástico para aguentar essa turma mesmo.

Voltemos às empresas de segurança. Lá pelos ido de 2000 procurei um amigo diretor de uma grande empresa de segurança privada aqui de São Paulo para falar sobre o Estatuto do Desarmamento que começava a ser desenhado. Falei por quase uma hora sobre os malefícios da legislação em projeto e como resposta tive: “Bene, concordo plenamente com você, mas tenho que olhar o lado comercial da coisa e, aqui entre nós, cada dono de padaria que não puder ter um revolver na gaveta vai ter que optar por contratar segurança privada”.

Saí de lá arrasado, mas não sem antes citar ao ex-amigo um ditado muito comum nos Estados Unidos: “Quem ataca uma arma, ataca todas as armas”. O tempo passou e descobri que muitos outros, quase todos empresários deste ramo, pensavam assim. Ao ponto de termos em 2013 um vídeo (https://youtu.be/0bEfkrxHyKk) feito pela ONG Sou da Paz com o uso do estande, de armas, munições e vigilantes do Grupo Protege!


O objetivo de desarmar as empresas de segurança não é teoria da conspiração. É política de governo! Duvida? Então vejamos o Programa Nacional de Direitos Humanos, diretriz 13:

“Prevenção da violência e da criminalidade e profissionalização da investigação de atos criminosos
I - Ampliação do controle de armas de fogo em circulação no país
A - Realizar ações permanentes de estímulo ao desarmamento da população.
B - Propor reforma da legislação para AMPLIAR RESTRIÇÕES e os requisitos para aquisição de armas de fogo por particulares e EMPRESAS DE SEGURANÇA PRIVADA (grifo meu).

Bom, é isso! Pau que bate em Chico, bate em Francisco e ao que parece esse pessoal não vai sossegar enquanto não garantir que apenas os criminosos tenham armas no Brasil. Dá vontade de dizer bem feito? Dá! Não o farei por dois motivos: primeiramente por saber que quem vai pagar o pato é o vigilante e; minha capacidade de entendimento do problema de forma ampla e global vai muito dos que acham que estão livres da sanha desarmamentista.


Postado em 20/09/2016 às 11:36 0

Cidadão armado mata terrorista e evita massacre nos EUA


Por Bene Barbosa

O título acima seria uma manchete honesta sobre o ataque de um terrorista muçulmano em Minnesota, EUA, que deixou 8 feridos, incluindo um garoto de 15 anos, mas a grande imprensa não passou nem perto disso, claro!

No último sábado, dia 17, um homem vestindo um uniforme de uma empresa de segurança particular, sacou uma faca e atacou sistematicamente 9 pessoas em um centro comercial, para uma de suas vítimas ele chegou a perguntar se a mesma era muçulmana. O ataque só cessou quando Jason Falconer, sacou sua pistola e matou o terrorista, impedindo, sem a menor dúvida, que pessoas morressem. Em todos os noticiários no Brasil e no exterior o herói foi qualificado como “um policial de folga”... O que a imprensa fez questão de NÃO dizer é que:

1)    Ele foi – passado, friso aqui - chefe de polícia e hoje atua apenas como oficial part-time ministrando cursos de tiro para a instituição policial de lá, portanto, ele não era um “policial de folga”;

2)     É instrutor credenciado pela NRA - National Rifle Association, a maior e mais poderosa entidade pró-armas do mundo;

3)    Falconer é um ativista de destaque pelo direito do cidadão de portar e possuir armas para sua defesa;

4)    Ele é dono de uma empresa de treinamento de tiro que prepara e incentiva cidadãos comuns para usar e portar armas de fogo;

5)    É um atirador esportivo na modalidade chamada IPSC.

Como vocês podem ver, velhacamente, varreram para baixo do tapete o currículo “politicamente incorreto” do homem que matou o facínora e salvou sabe-se lá quantas vidas. Não interessa aos desarmamentista mais essa prova cabal de que um cidadão treinado, consciente e disposto não é uma ameaça à sociedade e sim um agente de pacificação e proteção em uma realidade inconteste de que os agentes de segurança nunca estarão em todos os locais, em todos os momentos.


Postado em 19/09/2016 às 15:54 0

A guerra de narrativas e a hipocrisia desarmamentista


Por Bene Barbosa

Juro que tentei me desligar do mundo nesse fim de semana. Parti para uma pequena cidade mineira onde moram os avós da minha esposa. Não tirei o computador da mochila e deixei o celular em modo avião. Tentei resumir tudo aos gostosos pedaços de queijo acompanhados de café de bule e uma aula para um dos meus filhos do que se faz com uma forquilha de goiabeira, um pedaço de tripa-de-mico, um pedacinho de couro e um cacho de mamonas. Mas nem tudo são flores... E lá estava a TV ligada, sábado à noite, Jornal Nacional e dá-lhe distorção em uma reportagem sobre a disputa presidencial americana.

Donald Trump, em um discurso na sexta-feira (16), disse que a democrata anda cercada de vários seguranças e sugeriu: "Tirem as armas deles. Ela não gosta de armas. Vamos ver o que acontece. Seria muito perigoso". Alguém consegue ver, nessa declaração, uma ameaça à Hillary? Não! Claro que não! O que Trump fez, mais uma vez, foi escancarar a hipocrisia desarmamentista da esquerda americana que afirma constantemente que as armas não trazem segurança, mas - oh! Que surpresa! – não abrem mão de muito seguranças armados para lhes proteger.

No Brasil também temos vários exemplos desse tipo de faça-o-que-digo-mas-mão-faça-o-que-faço. Um deles, para mim o mais bem acabado exemplo, é o candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, que recorrentemente apoia o fim da possibilidade de que o cidadão tenha uma arma para sua defesa, pregando que mais armas significam mais violência (SIC), que tais objetos não trazem segurança, que foram feitas apenas para matar e toda aquela ladainha que já conhecemos bem e contestamos melhor ainda, mas – Oh! Mais uma vez, que surpresa! – não abre mão de seguranças muito bem armados e pagos com o dinheiro do contribuinte! São policiais, daqueles que o pessoal do PSOL adora chamar de fascista, repressores, assassinos de pobres e negros, etc, etc, etc..., mas que na hora do vamos ver, estarão lá para proteger, com o uso de armas de fogo, a vida do candidato. 

Na impressa, pelo menos para boa parte dela, os fatos não importam, o que importa é a narrativa que se faz deles e uma leitura essencial para entender como a mídia narra o assunto armas de fogo de forma absurdamente parcial é o livro Preconceito Contra as Armas do professor e economista americano, John Lott, lá ele prova matematicamente o que aqui eu afirmo. Em terras de Cabral não é diferente e a hipocrisia desarmamentista desaparece na “infowar” ao mesmo tempo que episódios como o que envolveu outro candidato fluminense, Flavio Bolsonaro, que legalmente armado abriu fogo contra criminosos se transformam em um mar de críticas, ignorando-se propositadamente que o fato de que um cidadão armado e treinado pode e é capaz de impedir crimes e criminosos, algo sempre defendido por Flavio em um raro exemplo de faça-o-que-falo-pois-eu-também-faço!

Leituras adicionais:

 

Preconceito Contra as Armas de John Lott Jr,: http://livraria.mvb.org.br/preconceito-contra-as-armas

Trump acusa Hillary de planejar anistia para imigrantes ilegais: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/09/trump-acusa-hillary-de-planejar-anistia-para-imigrantes-ilegais.html

Marcelo Freixo é desmascarado por Bene Barbosa  http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/cultura/marcelo-freixo-e-desmascarado-por-bene-barbosa/

Segurança de Freixo é morto em tentativa de assalto, no Rio: http://extra.globo.com/casos-de-policia/seguranca-de-freixo-morto-em-tentativa-de-assalto-no-rio-18103379.html#ixzz4KinfoBPQ


Postado em 31/08/2016 às 11:42 0

Senador Magno Malta muda de posição sobre o desarmamento


Por Bene Barbosa

Em entrevista ao canal no Youtube da advogada e procuradora em Brasilia Beatriz Kicis, “Papo que bate (assista aqui: https://youtu.be/qSicrGPtLXI ), o senador Magno Malta (PR-ES) admitiu que o Estatuto do Desarmamento precisa mudar para garantir o direito de defesa do cidadão. O político assumiu que mudou sua opinião e que a Lei 10.826/2003, mais conhecida como Estatuto do Desarmamento, precisa de mudanças.

“(...) Eu imagino que em um país abandonado no ponto de vista da segurança pública nós não podemos privar o cidadão de ter uma arma em sua casa ou ter uma arma dentro do seu carro. Não é para brigar na rua, não é para atirar em ninguém”, afirma.

O senador atrela a mudança de opinião à situação complicada do Brasil, ao abandono da segurança pública e denuncia a falta de Policiais Federais nas fronteiras. “A Argentina tem 33 milhões de pessoas e 48 mil homens na Policia Federal. O Brasil tem 200 milhões e 12 mil homens operacionais na Policia Federal para nossas questões de fronteira. Então o abandono e esse governo ideológico, perdulário, que vale tudo: legalização de droga, bandido está protegido, estupra, sequestra, mata com 17 anos e está tudo certo e nós protegemos”. Magno Malta também ressalta a vulnerabilidade dos cidadãos brasileiros.

“Hoje eu entendi que nada é tão bom, absolutamente bom, que não precisa ser mudado. O Estatuto da Criança e do Adolescente a gente achava que era o suprassumo, aquilo não é o suprassumo. E a primeira mudança que veio 18 anos depois foi feita por mim, que foi a CPI da Pedofilia. Então, o Estatuto do Desarmamento não é o suprassumo do mundo. Precisa realmente de mudanças”. 

O político ainda esclarece, durante a entrevista, que não é mais relator do projeto autoritário do senador Cristovam Buarque que proíbe a venda de armas no Brasil e que quando o seu nome apareceu para relatoria ele devolveu porque não se viu em condição de relatar um projeto que vai desarmar a população. 

Malta informou ainda que nunca teve porte de arma, mas que passou a entender que a arma é como um cadeado de bicicleta, um objeto de proteção que fará o criminoso pensar várias vezes antes de cometer o furto/roubo.  O senador também defendeu que o cidadão que mora em um sítio afastado possa ter mecanismos de defesa. 

Por fim, o senador Magno Malta defendeu a necessidade de estabelecer regras muito sérias sobre o assunto. E finaliza: “Alguém já disse um dia que só os tolos não mudam” e tenho certeza, se isso aconteceu foi graças as pessoas como a própria Beatriz Kicis e como o jovem Felix Rodrigues que entregou uma cópia do Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento (vídeo aqui: http://migre.me/uQCX8 )  ao senador. O cidadão agradece, o bandido se preocupa!


Postado em 25/08/2016 às 11:01 0

Homicídios: a triste lição nordestina


Por Bene Barbosa

De acordo com o Mapa da Violência 2016 das 150 cidades com maior taxa de homicídios com o uso de armas de fogo no Brasil, 107 estão no nordeste. Uma triste realidade que traz, ou deveria trazer, à tona duas verdades incontestes: o desarmamento fracassou e desenvolvimento econômico não significa menos crimes.

Desde os anos 2000 a região nordestina é destaque nas tais campanhas de desarmamento com adesão notável dos cidadãos honestos que, de boa-fé, entregaram armas e munições ao governo que prometeu em contra partida, além do pagamento de alguns trocados – e que em muitos casos nem isso cumpriu dando o mais puro e simples calote -, trazer mais policiamento, mais proteção, mais segurança ao cidadão... Promessas, promessas... Na questão da venda legal o nordeste também se destaca no cenário nacional e de acordo com dados da Polícia Federal essa é a região com o menor número de armas legais vendidas e registradas. Não deixo de fora também o grande número de armas apreendidas pelas forças policias, muitas vezes de sitiantes e pequenos comerciantes que sem outra opção as possuíam de forma ilegal para sua proteção. O desarmamento foi um sucesso ao desarmar o cidadão, mas como vemos pelos números de guerra civil, não passou nem perto de impedir que criminosos continuassem se armando. O desarmamento foi um fracasso e ponto final.

Outro paradigma quebrado é a velha questão apresentada por muitos sociólogos de que o desenvolvimento econômico e a melhor distribuição de renda são fatores primordiais para redução da criminalidade. Oras, se isso fosse verdade, com a expansão de polos econômicos, melhor distribuição de renda e do crescimento do poder aquisitivo nos últimos anos, a região nordestina, mais uma vez destaque também nesse quesito, teria uma obrigatória redução em suas taxas criminais. Não aconteceu, muito pelo contrário! Derrotada a tese de esquerda que o crime é fruto da desigualdade social, uma tese preconceituosa que acusa os mais pobres de serem os responsáveis pelo cometimento de crimes.

Como bem define o psiquiatra e escritor britânico Theodore Dalrymple, a raiz da criminalidade não está na pobreza material e sim na miséria moral, na certeza da impunidade e no discurso de que o bandido, aquele que puxa o gatilho ou empurra a faca não é responsável única e exclusivamente pelos seus atos.

Que dentro dessa catástrofe nordestina, imbuídos com uma coisa chamada honestidade intelectual, nossos governantes possam aprender com essa triste lição e mudar de uma vez por todas o foco da nossa (in) Segurança Pública.

Dicas de leituras:
A vida na Sarjeta: http://livraria.mvb.org.br/a-vida-na-sarjeta
Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento: http://livraria.mvb.org.br/mentiram-para-mim-sobre-o-desarmamento


Postado em 22/08/2016 às 14:51 0

Armas: a opinião e os nossos 60 milhões de votos


Por Bene Barbosa

Em um artigo intitulado “agenda paralela dos militares” a colunista do jornal Estado de São Paulo e comentarista da Globonews Eliane Cantanhêde abordou em tom pouco cordial e isento uma série de temas relativos aos projetos que dizem respeito às Forças Armadas brasileiras. Não vou aqui me entender sobre tais projetos que jocosamente ela batiza de “agenda paralela” como se fossem algo proibido, indecente ou desonesto. Vou me ater em um ponto específico, um trecho, uma frase para ser mais exato: “A sociedade em geral é contra as armas, mas atiradores, caçadores e colecionadores pressionam por mais facilidade para compra, venda e registro”.

Como é? A sociedade em geral é contra as armas? Vamos lá! Contestada por um leitor chamado Paulo Vieira que pelo Twitter sugeriu que a jornalista consultasse no site do STE o resultado do referendo de 2005, resultado esse onde quase 60 milhões de brasileiros, perfazendo 2/3 dos eleitores, disseram NÃO ao desarmamento, a resposta da colunista foi sentencial: “Eu sou contra as armas!”. Ela acredita que em seu mundo de fantasia autoritária a sua opinião pode ser transformada em opinião pública, sem qualquer problema ou consequência? Pode ser um caso de megalomania ideológica, mas acho que não é o caso. Já vi isso acontecer muitas e muitas vezes...

Não são poucos jornalistas que se fecham em seu mundinho, trocam figurinhas entre seus pares e não raramente conversam apenas com aqueles que comungam do mesmo viés. Reúnem-se para um gostoso happy hour em barzinhos descolados da Vila Madalena ou do Leblon – locais conhecidos por abrigar a mais fina flor da esquerda caviar tupiniquim - e pronto: travestem o jornalismo de opinião com ares de representatividade social. É a opinião publicada tratada como se opinião pública fosse. Algo absolutamente inaceitável que destrói a obrigação basilar de qualquer jornalista sério que é de informar.

Mas há vezes que a opinião pública verdadeira mete o pé na porta das redações... E é divertidíssimo!   Em vídeos disponíveis no Youtube (links ao final deste texto) há dois exemplos fantásticos do que acontece quando um jornalista sai do barzinho da Vila Madalena e coloca os pés no boteco do Seu João. Em um desses vídeos a apresentadora Maria Beltrão do programa Estúdio i da Globonews leva um susto quando 84% dos telespectadores votaram em favor do uso de armas pela população. Com o apresentador César Filho, ferrenho defensor da rendição aos criminosos (a não ser quando a vítima é uma colega de emissora), não foi diferente e ao apresentar a enquete sobre o PL3722/12, que visa devolver ao cidadão o direito à legítima defesa com armas, o rapaz até engasgou com o massacrante resultado de 95% favorável ao mesmo.

Vou terminando por aqui com a frase “sou contra as armas”, proferida pela Eliane Cantanhêde, ainda martelando em minha mente... Seria ela contrária também às armas usadas pelos seguranças da família Marinho ou dos donos do jornal Estadão? Seria contra as armas dos seguranças que garantem a tranquilidade dos estúdios da Globonews? Os seguranças do Estadão trabalham portando buquês de flores?  Gostaria muito de vê-la opinar sobre isso e pedir o imediato desarmamento desses agentes particulares. Sei que isso não vai acontecer e, sendo assim, me contento com um jornalismo honesto. Ou será que é pedir demais?

Íntegra do artigo “Agenda paralela dos militares” – nota: pelo que parece a tal maioria citada pela autora não deu as caras nem nos comentários... - http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,agenda-paralela-dos-militares,10000070926

Vídeo enquete na Globonews: 

 

Vídeo enquete na Record: